<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853</id><updated>2012-02-17T03:35:45.994Z</updated><category term='Alternativa Socialista'/><category term='Bolivia'/><category term='Sindicalismo'/><category term='Oposição Sindical de Classe'/><category term='BE'/><category term='China'/><category term='Africa do Sul'/><category term='Teoria Socialista'/><category term='Povos Oprimidos'/><category term='América Latina'/><category term='Eleições'/><category term='Fotos'/><category term='Estados Unidos'/><category term='Lisboa'/><category term='Greve Geral'/><category term='balanço'/><category term='Trotsky'/><category term='Internacional'/><category term='Anti-Fascismo'/><category term='Alemanha'/><category term='25 de Abril'/><category term='História'/><category term='Novos Partidos de Trabalhadores'/><category term='1º de maio'/><category term='Declaraçõesdo CIT'/><category term='Chile'/><category term='Crise'/><category term='DMS'/><category term='Análise'/><category term='Apelos'/><category term='Solidairedade'/><category term='União Europeia'/><category term='Prespectivas'/><category term='Economia'/><title type='text'>Alternativa Socialista</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-5343527580356496344</id><published>2008-12-03T21:14:00.005Z</published><updated>2009-01-11T18:48:43.066Z</updated><title type='text'>Novo endereço</title><content type='html'>Este é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;último &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;post do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alternativa Socialista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não acabamos, a necessidade de uma verdadeira Alternativa Socialista nunca foi tão urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas mudamos de servidor e adequamos o titulo do Blog à sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://socialismohoje.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Socialismo&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://socialismohoje.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;será o espaço, ora em diante, onde as ideias, propostas, análises e actividades do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores serão divulgadas em português.&lt;br /&gt;Vossos na Luta e Solidariedade pela Democracia Socialista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os post do Alternativa Socialista estão também disponíveis no &lt;a href="http://socialismohoje.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Socialismo&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://socialismohoje.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Socialismo Revolucionário,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-5343527580356496344?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/5343527580356496344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=5343527580356496344&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/5343527580356496344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/5343527580356496344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/12/novo-endereo.html' title='Novo endereço'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-8786573284220564800</id><published>2008-11-30T22:15:00.003Z</published><updated>2008-12-03T21:00:21.386Z</updated><title type='text'>Crise Económica Mundial e Relações Mundiais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:18;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Reunião do Comité Executivo Internacional do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peter Taaffe, do Secretariado Internacional introduziu a discussão sobre a crise económica mundial, e ao mesmo tempo comentou importantes questões mundiais em relação à nova era.&lt;br /&gt;(Tradução do artigo resenha das discussões tidas na reunião da Direcção Internacional do CIT, realizada na Bélgica em finais de Novembro, publicado no site do CIT. Subtitulos da responsabilidade do SR-Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O Socialismo e o marxismo&lt;br /&gt;de novo na agenda política&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O Socialismo e o marxismo são agora novamente na ordem do dia, popularizando em parte pelos inimigos do movimento dos trabalhadores. Mais do que isso, o papel da CIT agora assume maior importância, particularmente porque esta crise confirmou a coerência da nossa análise de que o "boom" económico iria chegar ao fim e que isso traria novas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentadores capitalistas têm levantado o medo da "máfia". Há raiva justificada entre milhões em todo o mundo por causa dos efeitos da crise. Na Islândia, onde a economia está a enfrentar um colapso na sequência do efeito devastador das actividades especulativas dos bancos islandês e sua eventual colapso, estão a realizar-se neste momento manifestações. Os banqueiros e ministros são incapazes de se deslocar livremente! A Islândia é a crise de 1929 em termos modernos, e mostra o que seria uma outra Grande Depressão nos nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise tem atordoado trabalhadores do mundo, mas a sua raiva está a reflectir-se em muitas maneiras diferentes. É o que reconheceu o Financial Times, de Londres, quando levantou o temor de "revolução" e "nacionalismo", (na realidade contra-revolução), como características do próximo período. A frase de Rosa Luxemburgo "Socialismo ou barbárie" poderia facilmente ser uma descrição dos próximos anos. Veja-se o desmembramento da Somália e as recentes e altamente publicitada pirataria na sua costa marítima como um exemplo do que isso significaria. O Socialismo irá tornar-se cada vez mais relevante para o mundo neo-colonial e os países de «mercados emergentes», mas também nos países "desenvolvidos" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características definidoras desta crise tem sido a velocidade do seu processo, a sua gravidade e a sua provável duração prolongada. Até agora, o CIT tem sido condicional quanto à questão da "estagnação", mas a economia poderá possivelmente vir a cair ainda mais no decurso desta crise. Mas tal é o desespero da classe capitalista internacional que está a atirar as culpas ao sistema de modo que assegure a sua própria sobrevivência. Os seus representantes compreendem agora que foi um erro não terem salvo o banco Lehman Brothers quando estava em apuros; dois dias depois salvou a seguradora AIG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, muitos capitalistas e os seus porta-vozes tomam muitas posições críticas. O ex-presidente da Reserva Federal dos EUA, Paul Volcker tem fustigado os magos económicos que levaram o capitalismo à actual balbúrdia. Nouriel Roubini, cujas observações temos referido no nosso site, foi bem expressivo nos seus fortes avisos sobre a actual gravidade deste colapso e do que ainda poderá ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta será a mais longa e mais profunda crise desde a Grande Depressão dos anos 1930 e surge a seguir a uma recessão silenciosa, a exploração dos baixo salário, o «triste» boom, a década perdida de deflação e de crise no Japão, que ainda tem não foram totalmente resolvidas. Mas vivemos em tempos extraordinários e os capitalistas estão dispostos a tomar medidas extraordinárias e a hipotecar o futuro, a fim de sobreviverem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explosão créditos nacionais para financiar medidas de emergência, o estado tomando participações em bancos e até mesmo nacionalização integral têm sido sugeridos, mesmo nacionalizações de outros sectores; todas estas medidas estão a ser consideradas e poderão ser implementadas pelos capitalistas para salvar o seu sistema. Muitos destas medidas serão considerados temporários, mas poderão perdurar por um longo período, tal como algumas das medidas tomadas no início dos anos de 1990, na crise bancária na Suécia. O que é importante para os marxistas nestas medidas, é que mesmo essas medidas de nacionalização capitalista desafiam a ideia de que o mercado é o mais eficiente método de organização da produção. A partir disso, levantamos a ideia socialista de nacionalização com o controle e gestão dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda no preço das mercadorias, especialmente de petróleo e minérios, terá efeitos devastadores nos produtores primários que tinham receitas orçamentadas muito mais elevadas durante o crescimento económico, especialmente a bolha inspirada pelo forte crescimento económico da China. Muito pouco dos lucros desse rápido crescimento dos preços reverteu para as massas e a crise forçará a que essa sua quota seja ainda mais reduzida.&lt;br /&gt;Obama tem alertado para a perca de milhões de postos de trabalho. Ele propõe um estímulo 700 mil milhões de dólares para safar os EUA dos caos económico. A recente cimeira do G20 tentou unificar o estímulo pacotes com um sucesso apenas moderado. O pacote de reacção na China só é menor do que o anunciado pelo Obama. A liderança chinesa tem terror das consequências sociais, se nada fizer. Já dezenas de milhares de fábricas fecharam este ano na China, então será que os pacotes de estímulos terão algum efeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mundo enfrenta agora um período de "deflação".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante a expansão da globalização, a deflação provocada pelos produtos chineses baratos era "boa", uma vez que manteve os preços em baixo e obrigou os trabalhadores a aceitar aumentos salariais moderados com medo que as empresas se deslocalizassem. Mas essa deflação é "má", com as quedas generalizadas de preços que está a decorrer. Comentadores capitalista têm sugerido a «teoria helicóptero» de dar dinheiro para as pessoas, a fim de levá-las para consumir. O comentador do FT Samuel Brittan pensa que Gordon Brown deverá, se necessário, recorrer a produção de notas para pagar o pacote de estímulos. Acusa os Conservadores britânicos de estarem de serão com os 'Bourbons' - aprender nada e nada lembrar - voltando às politicas de Thatcher nesta crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: este é o fim da era da desregulamentação e do mercado livre capitalista. Isto não quer dizer que não haverá medidas propostas neo-liberais; os patrões vai propor manter os salários baixos, cortes na despesa pública, «para que todos nós fazermos sacrifícios» e podem tentar implementar privatizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A eleição de Obama marca um novo período.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Milhões votaram nele na esperança de mudança. Isso significa que as ilusões nele podem demorar mais tempo a dissipar, tal como vai haver um sentimento entre alguns sectores que ele deve ter uma chance. A sua resposta económica, já referida neste documento, mas haverá importantes decisões a serem tomadas no campo das relações mundiais também. A sua eleição não irá interromper o desenvolvimento de rivalidades inter-imperialistas e pode haver choques geopolíticos, como a instabilidade na Coreia do Norte, se o regime de Kim Jong-Il colapsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Iraque é uma "miragem de tranquilidade» e Obama terá de cumprir a sua promessa de retirar as tropas dos Estados Unidos. Terá de lidar com o Irão; Obama pode tentar negociar com o regime - Israel pretendia atacar o Irão, mas foi vetado por Bush -, mas o regime iraniano está a ser sujeito a pressões domésticas e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama, prometeu um «reforço militar» no Afeganistão, mas os talibans ainda são fortes e têm-se tornado mais fortes, não obstante a chegada de cada vez mais forças militares invasoras. A questão de Israel e Palestina é uma delicada questão sob o Capitalismo, e continua ter que se ver o resultado das eleições gerais israelitas e quais as políticas que vão ser levadas a cabo pelo novo do novo governo israelita e da administração Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A nova situação mundial e as tarefas do CIT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os Socialistas enfrentam hoje uma confusão de consciência; há elementos da revolução e contra-revolução na situação e os trabalhadores ainda não viram claramente o caminho a seguir. O CIT tem demonstrado que tem a clareza de ideias, de perspectivas, estratégias e tácticas como uma resposta para a maior crise desde os anos 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo número de camaradas referiram importantes pontos durante a discussão. Sobre a economia, um camarada do Rattvisepartiet Socialisterna (Parido da Justiça Socialista), Suécia,  comentou sobre a forma como os receios dos capitalistas de uma crise de  'estagflação' no início deste ano já tinha virado para receios de 'estagdeflação'. Pela sua própria natureza financeira, o capital é volátil, houve 112 crises financeiras em 93 países desde 1974. Um camarada  da nossa secção alemã, o Sozialistische Alternativa (SAV) explicou como se sentem os capitalistas: é o "Dia depois de Pearl Harbor" disse o arqui-especulador Warren Buffett.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos companheiros russos relataram quão rapidamente a crise económica atingiu o país. Esta deu-se muito rapidamente depois da guerra com a Geórgia. O governo Medvedev-Putin pode não ser capaz de evitar protestos contra as políticas sociais e as repercussões da crise económica. A rápida queda no preço do petróleo poderá também conduzir a tensões internacionais. O petróleo russo custa $66 dólares por barril para extrair mas é vendido a $50 dólares. Quem vai pagar a diferença: os governos ocidentais ou o governo russo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um camarada  do Movimento Democrático Socialista na Nigéria disse que a crise invoca 1929-33, mas 80 anos depois o capitalismo ainda sobrevive. O capitalismo vai sobreviver a esta crise se não for construído um partido revolucionário para tomar as oportunidades apresentadas. Um camarada grego recordou à assembleia que a recessão de 1974-75 foi o prenúncio dos acontecimentos revolucionários na Europa e no mundo neocolonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um camarada malaio invocou a crise económica asiática de 1997-98. Os países asiáticos foram forçados a mendigar ao FMI para garantias bancárias. Desta vez, o FMI tem pressa para salvar o sistema. A crise asiática viu a queda da ditadura indonésia no movimento reformasi e de outros regimes foram abalados. Os países asiáticos vão passar por isso de novo com o alastramento da crise? Na Tailândia já está em desenvolvimento um impasse político e estão a desenvolver-se outras crises na Indonésia e nas Filipinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo número de camaradas discutido o efeito do pacote de estímulos chinês. Será que vai evitar a recessão na China e, em articulação com outros programas reflacionários, o mundo capitalista como um todo? Houve algum debate sobre a questão na China, mas um acordo geral de que a China não poderá nem «distanciar-se» a partir da crise mundial, nem ajudar a atenuá-la. No entanto, ficou claro que a economia chinesa está, na melhor das hipóteses, de frente para um abrandamento considerável em suas taxas de crescimento que se sente como uma recessão. Já estão a ser organizados protestos, como resultado deste abrandamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foram colocadas questões importantes nomeadamente sobre se o regime do Partido «Comunista» tentará ficar no poder no próximo período. Além disso, no caso de se vir a desenvolver-se "movimento pela democracia" - na linha do revoluções «coloridas» em países da antiga União Soviética - , quais seriam as perspectivas de tal movimento e que papel poderia desempenhar as massas operárias chinesas em tal movimento?&lt;br /&gt;Camaradas de Socialist Alternative, dos EUA, mostraram o que poderá ser possível a partir da eleição de Obama. Milhões têm ilusões nele, mas através da manutenção das críticas positivas a Obama poderemos ganhar audiência em secções radicalizadas da juventude e dos trabalhadores. Haverá também novas oportunidades a partir da campanha eleitoral de Ralph Nader e Cindy Sheehan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve também contribuições sobre as Relações Mundiais com camaradas explicando as possíveis convulsões no Médio Oriente, com a crise económica  a acrescentar à explosiva situação geral em toda a região. Camaradas do Maavak Sozialisti, Israel, explicaram que os trabalhadores têm entrados em greves e disputas para defender os seus padrões de vida e que este processo está a virar-se, também, para o plano político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Da teoria à prática&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro camarada do SAV explicou quais são as nossas tarefas no novo período que se avizinha. A situação coloca em causa o futuro do sistema capitalista e permite o desenvolvimento de um clima extremamente radical entre uma parte crescente da classe trabalhadora. Precisamos de ter uma visão de futuro do socialismo; a propaganda socialista está a tornar-se muito mais importante, mas também o é o nosso programa e o nosso uso de reivindicações transitórias para apontar o caminho para socialismo. Como é que vamos colocar as nossas reivindicações concretas de controlo e gestão dos trabalhadores? Como deveremos aumentar a nossa reivindicação de um governo dos trabalhadores? A velocidade e a profundidade da recessão tornam possíveis muitas evoluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi, sem dúvida, uma discussão inspiradora numa altura que as fileiras do CIT adaptam-se ao novo período, em que se assiste a crescente de radicalização e de luta, e a uma crescente sede de ideias socialistas que apenas a nossa Internacional pode proporcionar satisfatoriamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-8786573284220564800?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/8786573284220564800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=8786573284220564800&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8786573284220564800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8786573284220564800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/11/crise-econmica-mundial-e-relaes.html' title='Crise Económica Mundial e Relações Mundiais'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-3864413855119339799</id><published>2008-11-07T00:20:00.003Z</published><updated>2008-11-07T00:29:39.705Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><title type='text'>E.U. eleições presidenciais --  Vitória de Obama - neo-conservadores apodrecidos</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Novas Lutas a caminho&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;Por Tony Saunois (CIT)&lt;/blockquote&gt;A esmagadora vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais e os E.U. os grandes ganhos pontuadas pelos democratas no Senado e na Câmara de Representantes representa um ponto de viragem para o E.U.A.. Na hora de escrever este afigura Obama conquistou mais de 52,3% dos votos populares e mais de 62 milhões de votos. O aumento na afluência massiva - que, no momento da escrita estima-se que tenha atingido 64% - o aumento dramático no registo e votos de afro-americanos, latinos e os jovens representam um esmagamento condenação de Bush e os neo-presidiários, bem como um generalizado, mesmo que incoerente desejo de «mudança» entre a massa da população dos EUA. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Durante a campanha eleitoral as sondagens indicavam que mais de 90% da população achava que Bush faz um "mau trabalho" e 80% consideraram o país para estar no caminho errado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A reacção contra o regime de Bush e os efeitos da crise económica tem produzido uma politização de massas nos EUA, que se reflectiu nesta eleição. Os enormes comícios de Obama, durante a eleição, marcados pela presença de dezenas de milhares, com mais de 250.000 pessoas nas primeiras horas da manhã no comício de vitória em Chicago, indicam a enorme polarização e as altas expectativas que se desenvolveram durante a campanha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Embora à hora a que escrevemos este artigo, os resultados finais ainda não estão contabilizados, é claro que Obama obteve uma enorme vitória entre importantes camadas da população. Entre os jovens eleitores Obama foi líder por 69% a 31% para McCain. Entre os eleitores que votaram pela primeira vez, Obama ganhou 69% a 30%. A única faixa etária em que Obama ficou atrás foi a de 60 anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Durante toda a campanha a questão da raça foi caracterizada como um importante tema que é, sobretudo no EUA, devido à sua história racista. Embora ainda exista racismo, a vitória de Obama foi possível porque a sua campanha atravessou as divisões étnicas e raciais. Sem surpresa, um número estimado de 95% de afro-americanos votaram para ele. Entre os latinos, 63% apoiaram-no. Enquanto que entre os brancos ele ganhou uma minoria 43%. Isto não conta toda a história, como entre a classe trabalhadora branca os números parecem terem sido mais uniformemente dividida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O apoio a McCain foi obtido esmagadoramente a partir de pequenas cidades e áreas rurais, enquanto Obama conquistou 71% dos votos nas grandes cidades e 59% nas cidades mais pequenas e 50% nos subúrbios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Nesta eleição o factor decisivo que vimos foi a enorme polarização de classe que teve lugar na sociedade americana nos últimos anos. Embora a votação de Obama e do Partido Democrático, que continua a ser um partido capitalista, não seja um voto consciente de classe ele indica o fosso que se abriu e o amargo ódio que se tem desenvolvido contra os ricos - especialmente os banqueiros e financeiros. A chaga da guerra do Iraque continua a ser uma questão importante, mas a crise económica que se está a desenrolar tomou precedência nas mentes das pessoas. Por conseguinte, em algumas sondagens, 10% consideram o Iraque como principal tema. Isto representou uma mudança importante que teve lugar durante os últimos meses. No entanto, o Iraque continuará a ser uma questão importante para o povo e para a Presidência Obama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Durante toda a campanha eleitoral, dezenas de milhares de pessoas envolveram-se na campanha eleitoral de Obama. Na Europa e os Estados Unidos, os comentadores capitalistas têm argumentado que a actividade de campanha e os activistas é uma coisa do passado. Apesar dos anúncios na TV e da imprensa, alegara, é tudo o que é preciso para a política na era moderna. Ambos os partidos capitalistas, o Democrata e o Republicano têm feitos as eleições com máquinas eleitorais com poucos militantes no terreno, no próprio sentido do termo. No entanto, a mobilização de milhares de pessoas em actividades durante esta campanha mostra como as pessoas podem rapidamente ser envolvidas em acção política activa quando percebem que uma verdadeira batalha para defender os seus interesses está em jogo. É surpreendente como rapidamente estas camadas se envolveram em actividade por Obama. Embora os anúncios TV, etc., fossem utilizados na campanha de Obama, é significativo que encontros de massas, reuniões de trabalho, a prospecção e a utilização dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blogs &lt;/span&gt;e a Internet foram uma característica principal desta campanha. Isto tem importantes lições para os EUA e de outros países para o futuro, quando um novo e verdadeiro partido de esquerda ou de trabalhadores se desenvolvam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Estima-se que entre 120 e 130 milhões terão votado nesta eleição, tornando-a, proporcionalmente, na que teve a mais elevada afluência desde que foi dado o direito de voto às mulheres em 1920. As pessoas estiveram horas na fila para exercer, em cenas que são um reminiscência da primeira eleição pós-apartheid na África do Sul. Para os afro-americanos, sobretudo, a vitória de Obama tem sido tão significativa, como a vitória de Evo Morales foi para os povos indígenas da Bolívia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Outra característica importante na eleição e durante a crise económica têm sido a questão do «socialismo», e que foi trazida de volta ao debate político no Estados Unidos pela primeira vez em décadas. Ironicamente isso foi feito pelo neo-conservadores da direita republicana, inclusive no Congresso. Primeiro levantaram a questão quando o pacote de garantias foi anunciado. Em seguida, Obama foi acusado de ser um "socialista" e até mesmo um "comunista" pelos republicanos. Nem Obama, nem os Democratas são socialistas e ambos defendem o capitalismo. No entanto, os eventos e a direita dos Republicanos, inadvertidamente colocaram a questão do socialismo de volta à mesa de discussão. Infelizmente, não houve uma esquerda forte ou um partido dos trabalhadores que pudesse tirar partido disso. No entanto, como o capitalismo contínua em declínio, isso irá voltar a introduzir a questão para debate e discussão sobre o rumo a seguir nos próximos meses e anos entre os trabalhadores e os jovens como os efeitos da crise que atinge os EUA. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A vitória de Obama representa, além do mais, uma nova derrota ideológica para o neo-conservadorismo e tem despertado um enorme entusiasmo, não só nos Estados Unidos mas internacionalmente. Os povos da Europa Ocidental, e especialmente da Ásia, África, América Latina em particular, olham para esta vitória com grandes esperanças e expectativas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A questão crucial na sequência da vitória eleitoral de Obama é: que políticas vai a sua nova administração introduzir? A seguir à sua vitória, vai ser o seu programa e políticas capaz de satisfazer as expectativas e esperanças que foram despertadas entre milhões?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Obama toma o poder num pano de fundo da pior crise económica desde os anos 1930. Ela já está a ter um efeito devastador sobre as vidas de milhões de pessoas por todos os Estados Unidos. Internacionalmente, o imperialismo norte-americano continua atolado em duas grandes guerras - no Iraque e no Afeganistão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A reivindicação para a mudança e reformas poderá obrigar Obama a introduzir algumas reformas, por exemplo na saúde e na assistência às pessoas ameaçadas de despejo de suas casas na sequência do colapso financeiro. Aqueles que votaram por ele também irão exigir que tome medidas no sentido de retirar tropas do Iraque. Se ele o não fizer, então a enorme esperança e expectativa nele podem evaporar-se rapidamente. No entanto, mesmo a introdução de algumas concessões temporárias, não serão suficientes para resolver a crise devastadora que está a ocorrer. Será necessário um verdadeiro programa maciço de obras públicas, em face a um aprofundamento da recessão e desemprego em massa. Deve ser organizada uma luta de massas para exigir o fim dos despejos de suas casas daqueles que não podem arcar com os reembolsos de hipotecas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Bush rejeita dar garantias financeiras à indústria automóvel. Assim, condena milhares de trabalhadores e suas famílias a sofrerem da miséria do desemprego Em vez de dar fiança aos directores de grandes empresas ameaçadas de falência, devem ser nacionalizadas com compensações pagas aos detentores de pequenos lotes da acções e com base na necessidade comprovada e postos sob controle e gestão democrática dos trabalhadores. Estas e outras reivindicações terão de ser desenvolvidas pela classe operária e pelos que votaram em Obama, para lutar contra os efeitos da recessão.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O aprofundamento da crise económica do capitalismo não permitirá que Obama satisfaça as reivindicações e necessidades daqueles que votaram nele ele. Ele não chega ao poder na mesma fase do ciclo económico como fez Franklin D Roosevelt, na década de 1930. Roosevelt assumiu a presidência em 1933 e introduziu o «New Deal», quando o crash de 1929 a economia estava a começar a sair da crise. O 'New Deal' introduziu algumas medidas mínimas que foram utilizadas pelos sindicatos. Contudo, foi uma questão de "reformas publicitárias" e não significaram ganhos significativos a longo termo para a massa da classe trabalhadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Significativamente, durante o comício da vitória Obama apelou a todos os americanos ricos e pobres, republicanos e democratas para estarem unidos. Ora como é que é possível dispor de "unidade de classes" entre ricos e pobres, no momento em que os capitalistas estão a tentar descarregar o custo da crise sobre os trabalhadores e as suas famílias? Uma administração "arco-íris”, incluindo republicanos como Colin Powell também está a ser considerada.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Além disso, em matéria de política internacional Obama deixou claro que a desastrosa intervenção militar no Afeganistão será reforçada com a ameaça de novas incursões no Paquistão. Os Congressistas Democratas também exigem que a Grã-Bretanha intensifique a sua intervenção no Afeganistão. Isto não impedirá a inevitável derrota das forças EUA nessas catastróficas intervenções estrangeiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Esta eleição abre uma nova era de luta nos Estados Unidos. Uma era que vai colocar a necessidade de construir um novo partido político que lute para defender os trabalhadores e desafie o capitalismo. Uma era que vai oferecer uma verdadeira alternativa socialista ao capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-3864413855119339799?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/3864413855119339799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=3864413855119339799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/3864413855119339799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/3864413855119339799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/11/eu-eleies-presidenciais-vitria-de-obama.html' title='E.U. eleições presidenciais --  Vitória de Obama - neo-conservadores apodrecidos'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-9118199225866802471</id><published>2008-10-31T03:48:00.006Z</published><updated>2008-10-31T04:04:25.335Z</updated><title type='text'>O “Império Americano” depois de Bush</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Qual será a politica externa dos EUA depois das eleições? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p style="margin-left: 9pt;"&gt;Tony Saunois, CIT Londres, a ser publicado na revista Socialism Today, do Socialist Party (CIT na Inglaterra e País de Gales)&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;   &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Os dois mandatos de George W Bush têm sido caracterizados pela guerras no Afeganistão e no Iraque, a brutalidade da Baía de Guantánamo e crescente desigualdade na sociedade dos EUA . Agora, ele preside num aprofundamento recessão global. Com o candidato democrata, Barak Obama, claro favorito para ganhar a corrida à Casa Branca, o que é que a nova situação vai significar para a política externa dos EUA?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha eleitoral presidencial nos EUA, abriu um novo capítulo para o imperialismo norte-americano. A esmagadora oposição contra as políticas do regime Bush e o aparecimento de uma grave recessão profunda e viu uma massa a procurar por «mudança». Um gigantesco entusiasmo e grandes expectativas foram despertadas, especialmente entre os jovens e os afro-americanos no candidato democrata, Barak Obama. Até o fecho desta edição, ele está claramente à frente nas sondagens e é o mais provável vencedor. O entusiasmo e a esperança de que a sua presidência irá significar ultrapassam os EUA. Sondagem após sondagem, na Europa, América Latina, Ásia e África, Obama é, de longe, o candidato favorecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Embora o resultado das eleições para o Congresso e a escala da maioria democrata, especialmente na Câmara dos Representantes, sejam factores importantes para determinar o que realmente fará Obama, em alguns domínios de intervenção dos EUA, uma coisa é clara: Obama está a chegar ao poder num mundo completamente diferente situação do que quando Bush e os neo-cons tomaram o poder em 2000. A questão da política externa dos EUA na era pós-Bush está a ser colocado bruscamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt; Quando Bush e os neo-conservadores (neo-cons) se apoderaram do poder, desencadearam o seu poderio económico e militar da única verdadeira super-potência que se manteve após o colapso da antiga União Soviética estalinista, em 1989-90. O «império», como presidente venezuelano Hugo Chávez apelidou-o, tentou impor o seu enorme poderio económico e militar a nível internacional. A invasão do Iraque, reforçando a intervenção no Afeganistão, o Plano Colômbia e outros, era a realidade do mundo "unipolar"dos neo-cons. As catástrofes que choveram sobre os povos do mundo através destas e de outras intervenções, embora demonstrando o poder do imperialismo dos EUA, também têm demonstrado as limitações da potência. Apesar de se ter constituído um poderoso «império», não é como o império romano na sua ascendência. Ele tem mais em comum com o período de declínio de Roma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As catástrofes que se seguiram ao reinado neo-con revelaram o facto de que o imperialismo norte-americano, embora continue a ser a maior potência económica e militar, é historicamente um poder a desvanecer. A entrada da China emergente na arena do mundo capitalista representa um novo desafio a esse «império» quer económica, quer militarmente. A Rússia também já desempenhou um papel mais assertivo do que no período imediatamente após o colapso da antiga União Soviética. Ela tem procurado estabelecer a sua própria esfera de influência que a levou a conflitos com os imperialismos da União Europeia e os Estados Unidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estes conflitos entre os principais blocos, OS EUA, a UE, a China, o Japão e a Rússia representam uma mudança nas relações internacionais inter-imperialistas, em comparação com o período após o colapso da antiga União Soviética e da Europa Oriental. Tais conflitos e choques de interesses estão destinados a aumentar com o surgimento de uma recessão global. É esta tendência, o relativo declínio e potência do imperialismo dos EUA, juntamente com o legado da crise que deixam os neo-con, -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;intervenção no Iraque, no Afeganistão, o Médio Oriente e a Ásia, - que irão moldar a política externa dos EUA nos próximos anos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar da sua reduzida potência, no entanto, o imperialismo dos EUA continua a ser de longe a maior potência. Isto reflecte-se no seu orçamento militar, que se situava em US$547 mil milhões em 2007, comparado a US$59 mil milhões para a China e US$36,7 mil milhões para a Rússia. Os gastos militares da China são estimados, na presente tendência para subir para US$360 mil milhões até 2020. Ainda é pouco provável que ela será capaz de alcançar esta meta e ultrapasse os EUA dado o aparecimento de uma profunda, prolongada recessão mundial que irá ter consequências devastadoras na China economicamente e socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Rússia tem beneficiado da riquíssima fonte de lucros&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;petrolífera nos últimos anos, que foi parcialmente utilizada para a adaptação e reequipamento das suas Forças Armadas. A queda dos preços mundiais do petróleo que está a decorrer inevitavelmente terá consequências devastadoras e cortará toda a sua recente expansão económica e militar. Continua a haver uma sombra do poder da antiga União Soviética. O facto de os EUA continuar a ser a maior potência imperialista vai obriga-los a intervir quando necessário, embora a partir de uma posição enfraquecida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Um declínio de poder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o contexto internacional mudou e as crises que mergulhou o neo-cons, juntamente com o declínio do poder do imperialismo americano, significará que a nova Presidência não será uma mera "marca Bush II" - mesmo no caso de uma vitória por John McCain, que, no momento da escrita, parece improvável. Essas novas características irão forçar o novo inquilino da Casa Branca para adoptar uma abordagem política mais "multipolar" política que será mais "consensual". A ideologia da "intervenção imperialista liberal» está programada para dominar o novo governo. Mesmo no final do jogo da presidência Bush, a antiga unipolar doutrina dos neo-cons foi praticamente abandonada. O facto de o regime de Bush foi obrigado a negociar com a Coreia do Norte, não foi capaz, até agora, de apoiar um ataque contra o Irão, e não poder intervir no conflito Rússia / Geórgia reflecte esta crise. O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, foi aconselhado por Condoleezza Rice, Secretária de Estado, a não atacar a Ossétia do Sul. No entanto, o governo georgiano sentiu-se confiante o suficiente para ir em frente, encorajados por algumas vozes dissidentes, em Washington, que deram «uma piscadela de olhos e um aceno com a cabeça». No entanto, esta intervenção e a resposta da Rússia ilustram a posição enfraquecida em que se encontra o imperialismo dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A actual crise económica também ilustra a mudança que tem ocorrido desde que Bush chegou ao Gabinete Oval. Que as principais potências imperialistas, no G7 foram obrigadas a unir-se e acordar uma estratégia para lidar com a crise reflecte isso. No entanto, isto não significa que os EUA e outras potências capitalistas não irão reverter para quebrar essa união e adoptar medidas proteccionistas ou intervencionistas se eles decidirem que é seu próprio interesse fazê-lo. Eles terão de adoptar uma abordagem semelhante para a política externa nas suas próprias esferas de interesse se disso forem capazes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A diminuição do poder de imperialismo dos EUA tem sido revelada pelo abandono da ideologia neo-liberal de não-intervenção estatal que tem dominado a política mundial nos últimos 25 anos como a potências imperialistas a reagiram para tentar evitar uma catástrofe. Geralmente, na era pós-1945 era, imperialismo EUA tentou impor a sua posição e utilizar o seu poder económico internacional em matéria de política económica. Por exemplo, ele liderou o caminho em que estabeleceu o acordo de Bretton Woods na sequência da segunda guerra mundial. Significativamente, foi atrás dos países da UE, nos pacotes de fianças aos bancos e da parcial nacionalização do sistema bancário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por todo o mundo neo-colonial, bem como na Europa, a hostilidade contra os EUA, como consequência das políticas de Bush, aumentou dramaticamente. Bush vai deixar a Casa Branca com a autoridade e a credibilidade internacional dos EUA a níveis baixos recorde. O devastador fracasso de intervenção dos EUA no Iraque e no Afeganistão, e agora o abandono das políticas neo-liberais quando confrontados com o potencial colapso do sistema financeiro do mundo, tem incentivado as massas na Ásia, África e América Latina. Após ter sofrido as consequências brutais do neo-conservadorismoko económico e na política externa, o seu evidente fracasso veio aumentar o moral das massas nestes continentes, é medida que tomam conta das potências imperialistas a mergulhar numa crise e Bush é exposto como um presidente condenado a falhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Section5"&gt;  &lt;p style="margin-left: 9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Grandes Esperanças em Obama&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/div&gt; Ao mesmo tempo, há, sem dúvida, as altas expectativas e ilusões sobre o que vai fazer uma presidência Obama de início. Na Europa, Obama é esmagadoramente favorável ao candidato. A esperança de que um novo Democrática presidência, em especial um presidente negro, vá adoptar políticas muito mais radicais, progressistas e «humanas» é esmagadoramente na opinião pública na América Latina, na África e na Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Embora Obama seja obrigado a adoptar uma política externa "multipolar", "consensual", a questão crucial é o que isso significa na prática para as massas destes continentes. Esta mudança de política será feita para assegurar a forma mais eficaz de tentar defender os interesses do imperialismo e capitalismo EUA em declínio. O imperialismo dos EUA está a ser força do à mudança com os limites dos seus poderes demonstrados nos campos militar e social , nas catástrofes que se agravaram no Oriente Médio e Ásia. Na América Latina, o fracasso, até agora, de remover Chávez na Venezuela, ou derrotar Evo Morales, na Bolívia representam mais um revés e pode resultar numa eventual mudança de política dos EUA pela nova Administração. O claro falhanço da política dos EUA face a Cuba, que reforçou o regime vigente, combinado com as medidas no sentido da restauração capitalista por Raúl Castro, também aumentaram a pressão na procura de uma alternativa política a ser adoptada no governo norte-americano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não é a primeira vez que têm existido tais esperanças de que uma nova presidência Democrática «radical» significaria. Com efeito, é possível que estas esperanças sejam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mais acentuado no mundo neo-colonial, nesta fase, na sequência da experiência de dois mandatos de George W. Bush. No entanto, houve também grandes expectativas após a eleição de Bill Clinton, depois das administrações de Ronald Reagan e George Bush pai. No entanto, convém não esquecer que a mais «consensual» abordagem de Clinton não impediram intervenção militar dos EUA na Sérvia ou a Somália. Nem Obama irá abster-se de uma intervenção militar onde esteja em causa interesse do imperialismo norte-americano e onde os EUA tenham capacidade militar para o fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como Obama como : "Nós não podemos recuar em todo o mundo, nem tentar provocar até à submissão. Temos de liderar pelo que fazemos e pelo exemplo... ". No entanto, as massas do mundo, não querem ser liderados por imperialismo americano. Se não podem ser convencido "pelo que fazemos e pelos exemplo", prosseguiu Obama, "É preciso também tornar-nos melhor preparados para colocar as botas no terreno, a fim de apanhar os inimigos que combatem de forma irregular e desencadear campanhas altamente adaptável a uma escala global". (Foreign Affairs, Julho / Agosto 2007) No mesmo artigo, ele defendeu a expansão as forças terrestres doa EUA, acrescentando 65.000 soldados para o exército e 27.000 para os marines. A Guarda Nacional, defendeu, deverá ter fundos suficientes para "a recuperar o estado de prontidão".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A actual crise no Médio Oriente, em particular no Iraque e no Irão, juntamente com o agravamento da situação no Paquistão e no Afeganistão, estará no centro da política externa dos EUA nos próximos meses e anos. Encurralado no atoleiro do Iraque, Obama tem vindo a apoiar a retirada das tropas de combate dos EUA. No entanto, a perspectiva de uma retirada completa não é provável devido aos conflitos e divisões que foram abertos na sequência da invasão do Iraque e do derrube da ditadura de Saddam Hussein. Apesar das recentes alegações de alguns comentadores de que o reforço das tropas permitiu ao imperialismo dos EUA estabilizar a situação e reduzir os níveis de violência, a situação permanece extremamente volátil com a perspectiva de um recrudescimento dos confrontos étnicos entre os povos sunitas e xiitas. Ao mesmo tempo, ainda recentemente, surgiram novos conflitos. O comandante cessante das tropas americanas, general David Petraeus, advertiu: "Os E.U. ainda enfrentam uma longa luta no Iraque e os recentes ganhos de segurança não são irreversíveis ". Isto é, não obstante a aparente queda da violência sectária e do número de baixas das tropas americanas ocupantes. O exército americano está neste momento a perder mais soldados no Afeganistão do que no Iraque.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Enquanto o Governo liderado pelos xiitas, chefiado pelo primeiro-ministro Nouri al-Maliki, reforçou a sua posição, tensões e conflitos subjacentes permanecem que poderem entrar em erupção a qualquer momento. O governo comprometeu-se a integrar até 20.000 combatentes armados sunitas e assumir o controlo dos Conselhos do Despertar, que os EUA paga para virar combatentes contra a insurgência. Apesar da promessa de Malik, já há sinais de que seu regime está a orquestrar de uma campanha de intimidação de muitos deles. Além disso, cerca de 100.000 combatentes sunitas tinham sido pagos pelos os EUA. As recentes detenções de líderes sunitas têm levado ao aumento das tensões xiitas, sunitas e uma vaga de atentados bombistas. Reacendeu-se o medo de um conflito sunita-xiita que estava por trás da decisão de Bush da recente retirada de 8000 soldados - a um número inferior a um ritmo mais lento do que muitos analistas perviam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Além destas tensões, a decisão de Maliki de enviar tropas iraquianas para a cidade de Khanaquin maioritariamente curda - aparentemente como parte de uma mais vasta operação militar contra as forças da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Al-Qaida - tem inflamado os curdos que viam-na como uma jogada de Maliki e do governo iraquiano. Esta intervenção tornou qualquer perspectiva de uma solução negociada sobre o estatuto de da região rica em petróleo de Kirkuk ainda mais improvável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A possibilidade da erupção desses conflitos é ainda agravada pela recessão económica mundial e as consequências que poderá ter no Iraque e em todo o Médio Oriente, especialmente com a queda dos preços do petróleo. Perante este cenário, a perspectiva da dissolução do Iraque, ou, pelo menos, a sua fragmentação numa série de divisões das misturas entre xiitas, sunitas, curdos e outros povos, é algo que os os EUA e outras potências imperialistas são susceptíveis de enfrentar na futuro próximo. Apesar da recente redução das tropas dos EUA para o actual nível de 140000, é provável que o novo ocupante da Casa Branca decida escalar a ofensiva no Afeganistão, deixando uma série de tropas fortemente fortificada no Iraque para proteger interesses dos EUA, especialmente os campos petrolíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Espiral descendente no Afeganistão&lt;/h2&gt;O  objectivo de Obama da redução da intervenção militar no Iraque, enquanto intensifica-a no Afeganistão e, se necessário, no Paquistão, em vez de fortalecer imperialismo na região, é certo se vai tornar um desastre tão grande como o Iraque, e provavelmente pior. Mesmo antes de uma importante redução forças no Iraque dos EUA, o Pentágono planeia aumentar o número de tropas no Afeganistão de 33.000 para 47.000 por causa do evidente fracasso da intervenção. Longe de estabilizar a situação, uma renovada ofensiva irá impulsionar ainda mais resistência talibã. Durante 2008, os EUA, perderam mais tropas no Afeganistão do que em qualquer outra altura desde a ocupação iniciada em 2001. Todas as 16 agências de espionagem dos EUA concordaram, num recente relatório da Estimativa Nacional da Inteligência (NIE) sobre o Afeganistão, mas a publicação foi adiada para depois da eleição presidencial, que os EUA e as forças da NATO enfrentam uma "espiral descendente".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A esmagadora hostilidade contra os EUA e as tropas da NATO tem dado um maior apoio e simpatia aos insurgentes. Esta tem sido re-executada pelo mar de corrupção e nepotismo que o governo de Hamid Karzai nada e por um colapso na segurança. Com relatos de locais que vão ter com os talibãs para a receber "justiça" contra os bandidos e ladrões, pois eles não podem obtê-lo a partir do aparelho estatal oficial, o regime Karzai está rapidamente a perder a confiança&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e qualquer legitimidade que pode ter tido entre grandes secções da população. Numa situação desesperada existe com um aumento de violência e de falta de segurança em Cabul e noutras cidades. Rodric Braithwaite citou jornalistas afegãos, antigos profissionais dos Mujahideen :&lt;i style=""&gt; "Eles desprezam o presidente Hamid Karzai, a quem comparam como Shujah Shah, um fantoche dos britânicos durante a primeira guerra afegã. A maioria preferiu Mohammad Najibullah, o último presidente comunista. As coisas estavam melhor sob os soviéticos. Cabul estava segura, as mulheres estavam empregadas, os soviéticos construíram fábricas, estradas, escolas e hospitais ... Mesmo os talibã não eram tão ruins: eles eram bons muçulmanos, mantinham a ordem &lt;/i&gt;..." (Financial Times, 16 de Outubro de 2008)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Com a mudança de ambos lados dos chefes militares tribais à proposta mais vantajosa, e com mais de 50% da renda nacional proveniente do florescente comércio do ópio, o escritor britânico, Max Hastings, comentou que&lt;i style=""&gt;, "a mais alta aspiração"&lt;/i&gt; devem ser para um "&lt;i style=""&gt;tribalismo controlado&lt;/i&gt;". &lt;i style=""&gt;(Guardian, 13 de Outubro de 2008)&lt;/i&gt; A intensificação da ofensiva militar só irá resultar numa maior catástrofe que irá arrastar os EUA e as forças da NATO ainda mais profundamente para o pântano em que se encontram e irá desestabilizar ainda mais a já explosiva situação no vizinho Paquistão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size: 34.5pt; position: relative; top: 2.5pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;Tensões entre os EUA e o Paquistão &lt;/h2&gt;O apodrecido Musharraf Perves foi finalmente retirado do poder, para uma grande irritação do imperialismo norte-americano, que se baseava no seu regime e o tinha como seu principal aliado na região na "guerra contra o terror". Durante nove anos, o imperialismo norte-americano apoiou o regime, untando-o com um valor estimado em $11 mil milhões de ajuda em troca do seu apoio. Esta política de Musharraf, que era um traidor do imperialismo EUA., serviu para minar o seu apoio. No Paquistão, inundado numa enorme pobreza, a corrupção e a opressão nacional, evoluiu para um virtual Estado fracassado. O Paquistão está à beira de uma implosão e até mesmo uma possível uma divisão como uma consequência da desintegração económica e social que está a decorrer. Os preços de muitos alimentos de primeira necessidade dispararam até 100% em poucos meses. As centras de energia são frequentemente interrompidas, causando devastação Massas e para as empresas em crise que não podem funcionar. A NIE conclui que o Paquistão está "&lt;i style=""&gt;à beira do abismo&lt;/i&gt;". Um diplomata americano afirmou que o Paquistão tem "&lt;i style=""&gt;não nenhum dinheiro, nenhuma energia e nenhum governo&lt;/i&gt;". &lt;i style=""&gt;(Guardian, 17 de Outubro de 2008)&lt;/i&gt; A nova coligação governamental, chefiada por Asif Ali Zadari - famoso pela corrupção e conhecido como «Sr. 10%» por causa do suborno que foi acusado de aceitar - corre o risco de ser fugaz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As regiões fronteiriças com o Afeganistão, O Warizastaão do Norte e o Waririzastão do Sul , maioritariamente composta por Pashtuns, e a Provincia Froteiriça do Nordeste tornaram-se a principal base de forças talibãs e outros insurgentes que operam no Afeganistão. O Warizistão tornou-se aquilo que um diplomata descreve como um "supermercado de terroristas", onde forças talibãs armam, treinam e lançam ataques no Afeganistão. No Warizastão do Norte e do Sul, o galhardete branco do Tehrik-i-talibãs do Paquistão, uma força islamista local, esvoaçam nos edifícios governamentais. A capital de Região Fronteiriça do Nordeste, Peshawar, foi praticamente rodeada pelas suas milícias armadas. Além disso, existe uma situação explosiva no Baluquistão. Quando os mortíferos atentados bombistas que atingiram Karachi e os bandos armados dos senhores de guerra tribais que operam nas zonas rurais Sind são adicionados a este aspecto, a dimensão da catástrofe que enfrentam os povos do Paquistão não pode ser exagerada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A oposição ao imperialismo dos EUA entre as massas na daRegião Fronteiriçao do Nordeste e Warizistão do Note e do Sul tem alimentado o crescimento das forças talibãs e outros insurgentes nessas áreas. Os serviços de segurança paquistaneses, ISI, e elementos do exército estão crivados de simpatizantes dos insurgentes que se opõem a colaboração com os EUA e sua "guerra contra o terror".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É neste contexto que Bush autorizou a utilização de operações especiais e unidades de infiltração do Afeganistão no Paquistão. O Almirante Mike Mullen, falando ao Congresso em nome dos Comandos-Chefes juntamente com o Secretário da Defesa, Robert Gates, exortou a que estes sejam acelerados. Esta estratégia tem sido apoiada por Obama e os Democratas: &lt;i style=""&gt;"Eu estarei com os nosso aliados insistindo - não pedindo simplesmente - - que reprimam no Paquistão os talibãs, e perseguiam Osama bin Laden e seus lugar-tenentes, e terminem a sua relação com todos os grupos terroristas". (Foreign Affairs, Julho / Agosto 2007)&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Esta situação tem suscitado tensões entre os EUA e o novo primeiro-ministro do Paquistão, Zadari. Estas recentes incursões resultaram com o exército paquistanês abrindo fogo sobre as forças americanas. Os perigos das operações militares em território paquistanês foram claramente enunciados no artigo por um tenente-general Shahid Aziz, um antigo comandante-chefe sob Musharraf. Ele acusou Musharraf de &lt;i style=""&gt;"Convidando os norte-americanos para lutar a guerra deles no território paquistanês, sem consultar o exército... os militantes irão multiplicar-se por milhares. O exército paquistanês não será capaz de apoar as operações dos EUA. A crise financeira e agitação de rua vai criar o caos no país e vai espalhar a guerra ".&lt;/i&gt; (Guardian, 16 de setembro de 2008). Essa política é apoiada por Obama, que levantou a questão de usar tropas dos EUA no Paquistão antes de Bush autorizar as recentes incursões. Recentes confrontos terem aberto um profundo cisma em Zadari do governo. Um parceiro de coligação, o Jamiat-Ulama-i-Islam, propôs ainda que os talibãs se dirigissem ao Parlamento, depois de um relatório ser apresentado pelos militares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Uma combinação da crise afegã e os eventos no Paquistão ameaçam ser um pesadelo para o imperialismo dos EUA e terá consequências horríveis para os povos de toda a área. A política de Obama mais «botas no terreno» vai apenas atiçar as chamas da insurgência e fazer uma explosiva situação ainda mais instável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Um arco de crises&lt;/h2&gt;   A crise que envolve o Paquistão, o Afeganistão e o Iraque devem ser adicionada a do Irão que, juntos, e embrulham os imperialismo dos EUA e das potências ocidentais num &lt;i style=""&gt;"arco de crise"&lt;/i&gt; abrangendo toda a área. Quando a sorte dos povos palestiniano é acrescentado, juntamente com as perspectivas de o derrube do regime pró-ocidental de Hosni Mubarak do Egipto, bem como uma série de transformações ao longo do Golfo e do Médio Oriente, a dimensão dos problemas enfrentados pelos imperialismos do EUA e ocidentais apenas nesta área são imensos. Agora, eles estão a enfrentá-los da partir de uma posição enfraquecida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tem havido muita especulação sobre as perspectivas dum ataque a instalações nucleares iranianas. A consequência de um tal ataque militar seria colocar em chamas todo o Médio Oriente. Além disso, o regime iraniano não deixará certamente de retaliar pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e, assim, cortar a parte de leão das reservas de petróleo para o Ocidente. As consequências desses ataques, e os esforços e recursos que estão a ser despejados no Iraque e no Afeganistão, até à data, têm dissuadido o regime de Bush de apoiar um tal ataque de Israel apesar da intensa pressão. O regime israelita está determinado a evitar que o Irão desenvolva um programa de armamento nuclear e empreendeu uma série de manobras militares para demonstrar a sua capacidade de lançar um ataque deste género, embora provavelmente iria necessitar da assistência de os EUA para realiza-la. Além disso, mesmo Bush mostrou-se disposto a modificar a sua posição, tomada de medidas para criar aberturas diplomático a nível discreto. Estes, no entanto, já foram suspensos até depois das eleições presidenciais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto Bush e seu regime até agora foram consultados sobre um eventual bombardeio aéreo, apesar de não ser provável, não se pode excluir que Israel poderia agir unilateralmente, em determinada fase. A crise social em Israel pode conduzir a classe dirigente israelita a usar isto como um meio de&lt;i style=""&gt; "reconstruir a unidade nacional"&lt;/i&gt; contra um inimigo comum. Por outro lado, a ameaça de um tal ataque tem sido usada pelo regime iraniano no sentido de tentar reforçar o seu próprio apoio. Face a tais pressões, é possível que Obama vá aplicar o sua a política externa «&lt;i style=""&gt;consensual&lt;/i&gt;» e abrir caminho para negociações, seja abertamente ou nos bastidores. No entanto, como ele próprio alertou, esta será acompanhada pela aplicação de sanções ainda mais duras contra o Irão, cujo preço será pago pelo povo iraniano.&lt;div class="Section12"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   No entanto, na América Latina, é possível que Obama vá adoptar uma abordagem diferente dos neo-cons, principalmente em relação a Cuba e, possivelmente, à Venezuela e À Bolívia. Isto reflecte o fracasso da política EUA em relação a Cuba desde a revolução de 1959 e as tentativas de Raúl Castro para avançar para a restauração capitalista, juntamente com uma atitude mais aberta por uma segunda e terceira gerações de latinos Cubanos e americanos na Flórida e outros estados. Como parte do processo, é possível que as sanções comerciais sejam flexibilizadas. Alguns analistas têm especulado que isto poderia ser feito a troco de "eleições livres" em algum momento no futuro, sem data especificada. No entanto, o início da recessão mundial irá complicar ainda mais o processo de completa restauração capitalista em Cuba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Não é de excluir que Obama passa fazer algumas aberturas a ambos Morales e Chávez, cujos ambos governos enfrentam um aumento da pressão e agitação em consequência da queda dos preços do petróleo e outras matérias-primas. Ao mesmo tempo, a determinação da ala direita nesses países para remover ambos os governos e as perspectivas de ainda maior por explosões sociais das massas exigindo mais políticas radical anti-capitalista do que até agora têm sido introduzidos, poderia facilmente descarrilar a intenção de Obama de «&lt;i style=""&gt;reabrir um diálogo&lt;/i&gt;" com esses governos. Além disso, a perspectiva de turbulências ainda maiores noutros outros países latino-americanos, como o Brasil, o México e a Argentina, é certo que abriram novos conflitos com o imperialismo como EUA, quanto mais radicais e combativos forem os movimentos sociais emergentes que podem pressionar os novos governos a tomar medidas ainda mais radicais que os levem ao choque com o imperialismo dos EUA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O imperialismo americano é a única grande potência imperialista com uma fronteira directa com um neo-colonial país - o México. O governo mexicano tem sido preparado para adoptar políticas pró-capitalista e colaborar com o imperialismo dos EUA. Quanto tempo pode continuar a fazer isso é outra questão que irá enfrentar Obama. Com 80% das exportações mexicanas com destino aos EUA e US$25 mil milhões enviados de volta, todos os anos, por mexicanos que trabalham nos EUA, a recessão em desenvolvimento já está a ter consequências devastadoras. A perspectiva de grandes convulsões sociais e de classe no México terá importantes repercussões no seio nos próprios EUA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Uma Nova Era&lt;/h2&gt;  As novas relações inter-imperialistas que se estão a desenvolver vai abrir uma nova era, com crescentes tensões entre os principais blocos e dentro deles, como foi recentemente mostrado na UE durante a crise económica. A ideia que está sendo propagada de um novo acordo de Bretton Woods não corresponde às novas realidades que existem para o capitalismo global. O acordo de Bretton Woods foi realizado quando os EUA eram, claramente, a potência mundial dominante. A existência de um sistema social alternativo, o antigo regime estalinista na União Soviética e do Leste da Europa, com economias planificadas, governados por ditaduras burocráticas, fornecia uma "cola" que vinculava outros países imperialista e capitalista juntos. Com o colapso desses regimes, hoje já não existe tal "cola" e os recursos disponíveis no mundo capitalista num período de profunda recessão são muito diferentes das que existiam depois da segunda guerra mundial, quando uma se dava reviravolta em crescendo do capitalismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Embora sejam possíveis acordos temporários entre as várias potências imperialistas, estes não irão oferecer um retorno à estabilidade relativa, que se seguiu o acordo de Bretton Woods. A sangrenta carnificina no Oriente Médio, Ásia, África e no Cáucaso não pode ser resolvido no âmbito capitalismo e do imperialismo. Apesar de sua posição enfraquecida, os EUA, como a maior potência imperialista, serão obrigados a intervir em algumas dessas crises. A perspectiva de aumento de conflito e guerra é o que a nova era do capitalismo e do imperialismo vão dizer - até que a classe trabalhadora e outros explorados pelo capitalismo substitui-lo pelo socialismo, a única forma de resolver os conflitos e horrores que são o produto da intervenção imperialista e do capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-9118199225866802471?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/9118199225866802471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=9118199225866802471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/9118199225866802471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/9118199225866802471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/10/o-imprio-americano-depois-de-bush.html' title='O “Império Americano” depois de Bush'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-8766976933373403317</id><published>2008-10-31T00:00:00.002Z</published><updated>2008-11-07T00:20:30.238Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chile'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='América Latina'/><title type='text'>Eleições municipaisno Chile : A falsa representação da direita e da Concertación.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"  &gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por Celso Calfullan, Socialismo Revolucionario - Chile &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-CL"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="" lang="ES-CL"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;No domingo, dia 26 de Outubro realizaram-se no Chile últimas eleições autárquicas, pela primeira vez a direita pinochetista consegue passar a Concertación (aliança de centro-direita) na eleição dos alcaides. A Concertación está no poder desde o alegado regresso à democracia no Chile (a partir de 11 de Março de 1990), desde o fim formal da ditadura Pinochet, em nosso país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;A direita teve 40,56% na eleição de alcaides e a Concertación uns 38,46%, o que permitiu À direita eleger 38 alcaides ,ais do que na última eleição e a Concertación, por sua vez, perdeu 57 alcaldías das que tinha eleito em 2004.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aconteceu a mesma coisa na eleição dos Conselheiros, onde a Concertación manteve a sua superioridade eleitoral tendo por 44,43% e a direita apenas 35,99% e a importância destes dados é que nesta votação que melhor reflecte as preferências mais profundas dos eleitores e demonstra-nos que, a Concertación ainda têm mais apoio eleitoral que a direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato relevante é que, na votação dos vereadores também a direita baixou a sua votação em comparação com a última eleição municipal, passando de 37,68% para 35,99%. Este facto mostra que, apesar do facto de que a Concertación tem feito muito mal e as pessoas estão muito insatisfeitos, ainda não se vê uma alternativa para a aliança de governo e como resultado desta acaba por votar a favor da direita, e não pelo mérito da aliança de direita ,que também tem feito muito mal nos governos municipais, a partir do qual surgiram como grandes escândalos corrupção nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estes dados eleitorais não mostram o que realmente está acontecendo no país, dado que o voto é essencialmente de idosos e não os sectores mais dinâmicos da população que são os que realmente pode produzir as mudanças exigidas pela nossa sociedade.&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já terminou o show eleitoral e como de costume, em todas as eleições, todos se declaram vencedores, apesar de os dois grandes conglomerados têm pouca representação real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;O que está realmente por trás de tudo esses números?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Temos de recordar que dos potenciais 11, 5 milhões de eleitores, apenas votaram um pouco mais que 8 milhões, o que equivale a dois trços do que deveria ser o total dos eleitores, ou seja, um terço da população negou-se a participar nesta farsa e, o que é mais importante, esse terço que não participa é precisamente o sector mais dinâmico da população, principalmente jovens dos 18 aos 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquanto a directa e a Concertación dizem ter números perto dos 50%&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos votos, eles sabem que estão a mentir e que, com sorte, isso representa 50% dos 2/3 , inclusive essas percentagens não têm em conta os votos brancos e nulos que representam uma média de 10% dos votos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é claro é que, com o actual padrão eleitoral, onde a maioria são idosos e que não mudou muito desde o referedndo do SI e o No, é muito difícil que possam haver mudanças reais, dado que uma lata percentagem (mais ou menos 70%) tem decidido de antemão por qual conglomerado vai votar, independentemente mesmo do candidato que apresentem e mesmo se é um tipo provavelmente corrupto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A actual "democracia" com cada eleição, ´menos representativa &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="ES-CL"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A directa e a Concertación não querem modificar o actual sistema eleitoral e ainda menos o padrão electoral, ambos conglomerados sentem-se muito bem cómodos com a actual situação e com uma «democracia» que deixou de ser representativa há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As declarações das elites políticas a favor de mudanças no sistema são claramente hipócritas, dados que o actual sistema de eleições lhes assegura o controlo do poder da directa e da Concertación e continuaram a mantê-lo enquanto puderam. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima eleição presidencial o futuro presidente será eleito apenas por um terço dos chilenos com directo a voto e os depurados e senadores inclusive serão eleitos por números inferi rores a um terço dos potenciais eleitores do nosso país. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As actuais autoridades e as que vivem definitivamente não representam os três milhões e meio de jovens que não estão inscritos nas listas eleitorais e manos ainda os jovens que estão nas escolas secundárias (los pingüinos), como eles se encarregaram de demonstrar com as suas mobilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direcção do PC aparentemente também se sente cómoda, com a actual situação, por que com os 5%  dos votos que obtiveram podem negociar pequenas quotas de poder, para tentar ser parte do actual sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pacto por omissão é parte destes acordos e foi uma espécie de salva-vidas que atirou a direcção do Juntos Podemos à Concertación, num momento em que claramente este conglomerado está a cair a pique e era mais necessário que nunca diferenciarem-se deles e apresentar como uma alternativa real e não como um apêndice da aliança de governo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pacto por omissão foi o que impediu o Juntos Podemos, aliança de esquerda (Partido Comunista, Partido Humanista e outros grupos de esquerda) a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;diferenciarem-se claramente da Concertación, de maneira a que durante a campanha não conseguiram marcar nenhuma diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos dermos ao trabalho de ler as propostas da maioria dos candidatos do Juntos Podemos, não nenhuma dúvida que essas mesmas propostas poderiam ser assinadas pelos candidatos da Concertación e da direita e não haveria nenhuma diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;A aposta da Esquerda Revolucionária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Os sectores que se consideram de esquerda e revolucionários, devem apontar para organizar e mobilizar os sectores jovens da população que não estão contentes com o actual sistema e as campanhas eleitorais, claramente, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;não são atractivas para eles e tão pouco as vêm como uma forma de potenciar as lutas para produzir as mudanças que eles querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Está claro que não se pode criar ilusões de que pela via eleitoral&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se podem produzir mudanzas de fundo no actual sistema e menos, ainda, com um sistema eleitoral que é totalmente fraudulento. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Dada a pouca representatividade da democracia actual, é cada vez mais ingénuo pensar que a través de eleições os trabalhadores, jovens &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e moradores pobres de nosso país conseguiremos as mudanças que requeremos para melhorar alguma coisa nas nossas condições de vida nas comunas onde vivemos e no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Os trabalhadores, moradores e jovens, só conseguiram mudanças organizados e mobilizados&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;Hoje é mais necessário que nunca que nos organizemos r mobilizemos pelos nossos direitos. O direito a uma habitação digna, por consultórios de Saúde de real qualidade, una educação estatal e de qualidade para nossos filhos, o direito a um trabalho digno e um salário mínimo de 250 mil pesos mensais, todo isso só o conseguiremos organizados e lutando nas ruas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que não podemos esperar nada da direita e da Concertación, que só defendem os interesses de os ricos e dos empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Necessitamos construir um novo partido dos trabalhadores.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, hoje, os trabalhadores e jovens chilenos não contamos com um partido que represente os nossos interesses e que lute &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;claramente contra o capitalismo e por construir uma sociedade mais justa, solidária e com justiça social, por outras palavras que lute por construir una sociedade socialista democrática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-CL"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-8766976933373403317?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/8766976933373403317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=8766976933373403317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8766976933373403317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8766976933373403317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/10/eleies-municipais-falsa-representao-da.html' title='Eleições municipaisno Chile : A falsa representação da direita e da Concertación.'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-4720951492359570509</id><published>2008-10-01T00:00:00.000Z</published><updated>2008-10-02T01:43:02.076Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A Grande Impulsão - O Sistema Financeiro do Capitalismo  derrete-se</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Editorial da Revista Socialism Today de Outubro de 2008,publicada pelo Socialist Party, o Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Inglaterra e Gales&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos fomos frequentemente acusados de ser “catastrofistas”. Isto porque prevíamos que a bolha económica impulsionada baseada na dívida, dominada pelo capitalismo financeiro altamente lucrativo e de alto risco, iria a dada altura colapsar, resultando numa séria recessão na economia mundial. Como o comprovará uma revisão dos nossos artigos, nós nuca proclamamos uma “catástrofe” a cada momento, mas apresentamos um balanço cuidadoso e equilibrado de cada fase de desenvolvimento. E a nossa análise está agora a confirmar-se.&lt;br /&gt;Infelizmente, alguns na Esquerda sucumbiram à ideia que o impulso global de crescimento (boom), baseado na acelerada globalização e nas políticas ultra mercado livre, poderia durar indefinidamente. Os acontecimentos das últimas semanas, na sequência do colapso da bolha do imobiliário nos EUA e das repercussões severas da crise de hipotecas subprime, mudaram completamente esse quadro. Hoje, os cabeçalhos dos jornais capitalistas sérios são”catastrofistas”. “Convulsão do Capitalismo” é o título de destaque do Financial Times (20 de Setembro).&lt;br /&gt;A tentativa de Bush de salvar o sistema financeiro com muitos milhares de dólares, escreve John Plender, é “com o custo de infligir um dano severo no modelo de capitalismo de mercado livre dos EUA”. (Financial Times, 20/9). Depois dos subsídios financeiros e das intervenções no Bear Stearns, Fannie Mae eFreddie Mac, American Insurance Group, etc, tornou-se lugar-comum a referência à “socialização” ou “nacionalização” das instituições financeiras. Na realidade, as colossais dívidas da irresponsabilidade e acção predatória do capitalismo financeiro estão a ser descarregadas nos ombros da classe operária e demais trabalhadores.&lt;br /&gt;Quando o Secretário do Tesouro norte-americano, Hank Paulson, anunciou o seu $700Troubled Asset Rescue Programme, (Programa de Recuperação de Bens Problemáticos), no valor de 700 mil milhões de dólares, o comentador, Paul Krugman (um Democrata liberal), comentou: “O camarada Paulson esta a tomar o controlo dos sectores chave[1]”. Um corretor financeiro, Bill Perkins, um defensor do Mercado livre, pôs um anúncio no New York Times. O anúncio mostra Bush, Paulson e o presidente da Reserva Federal[2], Ben Bernanke, os “novos comunistas’,erguendo a bandeira americana nas sepulturas da “empresa privada” e do “capitalismo”. Perkins acredita que se devia deixar os bancos em queda falir e não subsidiá-los á custa dos contribuintes. “Penso que isto é uma versão paródia e rasca do socialismo ou comunismo”, afirmou. “Temos o governo a nacionalizar mais instituições que a Venezuela”.(Guardian, 25 de Setembro )&lt;br /&gt;Durante uns dias, no entanto, Bush, Paulson e Bernanke enfrentaram a perspectiva de um novo crash ao estilo de 1929 no sistema financeiro. Se permitissem que isso acontecesse, como a Reserva Federal e o governo fez em 1929, isso iria ameaçar a sobrevivência do sistema capitalista. De um ponto de vista capitalista, eles não tinham escolha senão tentar estabilizar o sistema financeiro. Se o pacote de Paulson vai ter sucesso ainda está para se ver. Há uma cadei de crises que estão longe de estar resolvidas.&lt;br /&gt;Todavia, a acumulação de financiamentos e de nacionalizações de facto e, agora, o plano de salvação de 700 mil milhões de dólares são golpes devastadores no prestígio do capitalismo norte-americano e na ideologia do mercado livre.&lt;br /&gt;A nacionalização do regime de Bush, é claro, não significa qualquer espécie de Socialismo. O seu objectivo é usar os recursos estatais, incluindo um aumento enorme da dívida pública, para estabilizar o capitalismo e preparar a base para a sua recuperação mais tarde. A factura das intervenções acabará por ser dada aos trabalhadores, que já são os maiores contribuintes fiscais do governo dos EUA. Além disso, milhões de famílias trabalhadoras foram trapaceadas por companhias financeiras fraudulentas com hipotecas subprimearmadilhadas, e muitas delas estão agora a perder as suas habitações. Milhões de pessoas irão sofrer com o desemprego e salários de miséria à medida que a crise financeira empurrar ainda mais a economia dos EUA para uma recessão mais funda.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Um genuíno Socialismo significaria a intervenção da classe trabalhadora no sector financeiro e todos os sectores chave da economia, para serem geridos democrático com o controlo dos que produzem a riqueza. Um planeamento democrático substituiria a actual anarquia do mercado. A produção seria orientada para a satisfação das necessidades da sociedade, não para o lucro. Contudo, como referiam Marx e Engels, mesmo as nacionalizações levadas a cabo pelo estado capitalista para responder às suas próprias necessidades e aos seus próprios interesses demonstram a redundância da propriedade privada e a possibilidade de uma alternativa, um sistema económico mais avançado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Dominação do capital financeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muitos estão a agora a culpar pela presente crise a "ganância" e o "receio" dos banqueiros, gestores de fundos de risco, accionistas e negociantes bolsistas, e por aí for a, Essas pessoas jogaram, indubitavelmente, um papel predatório e parasita. As suas actividades especulativas concentram a riqueza e os lucros nas mãos de uma pequeníssima minoria de super ricos. O ano passado, por exemplo, um administrador executivo médio no sector financeiro ganhava 275 vezes mais que um trabalhador médio. Os seus motivos egoístas, contudo são um sintoma do sistema, não a causa destes desenvolvimentos.&lt;br /&gt;Nos últimos 30anos, a classe capitalista nos EUA, na Grã-Bretanha e noutros países saiu do investimento na actividade produtiva, da produção de mercadorias e serviços requeridos pela maioria do povo. Procuravam níveis de lucro mais altos no sector financeiro, quer nos países capitalistas avançados e na China e outras economias em desenvolvimento. As derrotas da classe operária e dos trabalhadores nos anos 80, seguidas do colapso do Estalinismo na União Soviética e na Europa de Leste, permitiram ao capitalismo intensificar a exploração da classe operária e demais trabalhadores, especialmente nos países neo-coloniais e no mundo subdesenvolvido. O sistema capitalista, como um todo, tornou-se cada vez mais parasita.&lt;br /&gt;Esta foi a base na qual o capitalismo financeiro parasita se tornou dominante. Foi-lhe dada rédea solta pela globalização e pelas politicas ultras de Mercado livre (neoliberalismo). Mas o crescimento de uma desigualdade grotesca, com a redução mundial da repartição da riqueza tirada aos trabalhadores, cada vez mais restringiu o mercado ao capitalismo. A classe capitalista, particularmente aquela que opera segundo o modelo Anglo-Norte-Americano, tinha sustentado níveis relativamente altos de crescimento com base no continuo crescimento da dívida. Em 1980, a dívida global era aproximadamente igual ao PIB global. Desde então, contudo, a dívida global cresceu para mais de 3,5 da produção global. Ao mesmo tempo, o capitalismo financeiro, o canal pelo qual essa dívida era negociada para gerar lucro, representava cerca de um terço dos lucros capitalistas.&lt;br /&gt;Esta tendência, tal como nós referimos inúmeras vezes, era insustentável. Foi apenas uma questão de tempo para que todo o edifício entrasse em colapso. É isso que se está a gora a passar. O sistema bancário sombra, a rede não regulada de bancos de investimentos, fundos de investimento de risco, e os veículos não contabilizáveis dos próprios bancos implodiram. A rede sombra desenvolveu-se para ultrapassar os bancos comerciais regulados. Mas os principais bancos, os quais ainda formam o núcleo duro do sistema financeiro, não escaparam à crise de liquidez e de capital disponível. Os derivados, uma variedade completa de instrumentos financeiros exóticos que era suposto dispersar, se não mesmo anular, os riscos, acabaram por se tornar os "instrumentos financeiros de destruição maciça", tal como Warren Buffett, o financeiro "à moda antiga", avisou.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Haverá uma profunda reacção, nos EUA e internacionalmente, à crise capitalista e à subsidiação estatal ao capital financeiro apodrecido. À parte das contradições económicas, a crise irá produzir indubitavelmente um monumental escândalo à volta das práticas corruptas, da fraude e dos roubos ainda maior que o escândalo anterior à volta da Enron. Os trabalhadores serão forçados a organizar-se e a luta contra os efeitos da crise capitalista. Esses eventos irão criar um campo fértil para o crescimento do interesse à volta do genuíno Socialismo e do Marxismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Contagem para o colapso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os eventos de Setembro marcaram uma nova e critica etapa da crise no sistema financeiro global: O Mundo foi levado à beira de um colapso do tipo de 1929.&lt;br /&gt;A 7 de Setembro, o Tesouro Norte-americano foi forçado a avançar e tomar conta da gestão directa do Fannie Mae e do Freddie Mac, os dois gigantescos prestamistas de crédito à habitação apoiados pelo governo. Isto seguiu-se à intervenção governamental em Julho, quando foi garantido que a sua divida de hipotecas no valor de 5 triliões de dólares em troca de acções dessas instituições – de facto, uma nacionalização parcial. Mesmo isso não foi capaz de estabilizar esses gigantes. A ‘bazooka’ de Paulson’s ‘provou não ser suficiente para segurar aos investidores estrangeiros, especialmente aos bancos centrais asiáticos, que venderam as obrigações que detinham do Fannie e Freddie. Um controlo total pelo governo, nacionalizando efectivamente as instituições, era a única medida que restava.&lt;br /&gt;Então (14-15 de Setembro) Lehman Brothers e Merrill Lynch, dois dos 5 gigantescos bancos de investimentos da Wall Street, enfrentavam a falência. Outros bancos de Wall Street recusaram-se a intervir sem que o governo interviesse a assegurar os fundos tóxicos do Lehman e do Merrill. Paulson e Bernanke recusaram. Eles acabaram por ficar numa tremenda pressão política para evitar utilizar mais nenhum dinheiro dos contribuintes. Além disso os defensores do Mercado livre exigiam que eles evitassem criar mais “danos morais”, isto é, darem mais sinais que os especuladores irresponsáveis fossem protegidos das suas próprias parvoíces pelas garantias dadas pela fiança do governo. Ao recusarem apoiar a operação governamental de salvamento do Lehman e do Merrill, Paulson e Bernanke esperavam enviar uma mensagem que não haveria mais fianças apoiadas pelo governo do tipo dado à Bear Stearns para os bancos em falência. OLehman Brothers entrou em falência, e a Barclays International e outros abutres começara a debicar as cerejas dos fundos e acções potencialmente lucrativos de Lehman. O Merrill Lynch, por outro lado, apressou-se a vender-se a si próprio ao Bank of America, um banco de depósitos com reservas de capital muito maiores.&lt;br /&gt;Paulson e Bernanke, contudo, fizeram um monumental erro de cálculo. Pensavam que podia marcar uma linha, mas a sua recusa a apoiar uma recuperação do Lehman ou do Merrill desencadeou uma abrupta queda geral das acções do sector bancário. Isto assinalou que a monte de bancos estava prestes a seguir o Lehman Brothers e oMerrill Lynch na queda. Entre os mais ameaçados estavam os dois restantes bancos de investimento, Morgan Stanley e Goldman Sachs. Todo o “sistema bancário sombra” a rede altamente especulativa, cheia d dividas e não regulada e de bancos de investimentos e fundos de risco estava a implodir. Por causa das suas inúmeras ligações com os principais bancos, que também operam com veículos financeiros não contabilizáveis, os bancos de investimento ameaçavam levar à falência muitas outras instituições. Se Paulson e Bernanke tivessem apoiado a salvação do Lehman e do Merrill, isso não iria para parar a putrefacção desses bancos (e a subsequente falência do Washington Mutual mostrou-o), mas mantendo-se afastados enquanto Lehman eMerrill se afundavam, eles aceleraram o ritmo da crise bancária.&lt;br /&gt;Na Grã-Bretanha, o HBOS (Halifax-Bank of Scotland), um dos principais bancos e prestamista de crédito, enfrentava a bancarrota. Apenas se salvou com um rápido “casamento de conveniência”, forçado pelo Bank of England, com o banco Lloyds TSB.&lt;br /&gt;O colapso do Lehman e do Merrill teve um imediato efeito devastador no mercado monetário de curto prazo. Os fundos do mercado monetário, usados pelos bancos para financiar os seus empréstimos a curto prazo, foram normalmente considerados tão seguros como o próprio dinheiro. Um aspecto chave da contracção do crédito foi o bloqueio desse mercado de dinheiro a curto prazo, quando os bancos começaram a acumular dinheiro vivo – liquidez – e a evitar fazer qualquer empréstimo de potencial risco a outros bancos. Apesar da Reserva Federal ter cortado drasticamente as taxas de juro, a taxa de juros de empréstimos inter-bancários, normalmente apenas uns centésimos mais alta que a taxa da Reserva Federal, disparou de para níveis sem precedentes. Impulsionada pelo impacto das falências o Lehman e do Merrill, a severa contracção do crédito tornou-se uma completa paralisia deste mercado monetário vital.&lt;br /&gt;A Reserva Federal, cooperando com outros principais bancos centrais, foi forçado a injector $180 mil milhões no sistema bancário mundial (nesta ocasião, trocando dividas, dólares por euros, libras, etc.). Nos dias seguintes, injectaram ainda mais 100 mil milhões n o sistema, e os bancos centrais da Grã-Bretanha e do Japão e ainda o Banco Central Europeu ainda injectaram liquidez adicional. Mais, a Reserva Federal e outros bancos centrais acordaram em aceitar uma larga gama de garantias como colaterais de empréstimos, acções, obrigações de empresas, etc., por outras palavras muito mais valores de riscos que as Obrigações de Tesouro estatais em que eles previamente insistiam. (Desde então, mais liquidez, na forma de empréstimos a curto prazo, foi injectada no sistema pelos bancos centrais).&lt;br /&gt;Paulson permitiu o colapso do Lehman e do Merrill, mas enfrentando o possível colapso de uma gigantesca companhia seguradora, o governo foi forçado a intervir. A crise da AIG foi desencadeada pela perca de estatuto de segurança que lhe foi atribuída por uma agência avaliadora. Isso ameaçou uma corrida para a venda das acções da AIG, o que depauperou ainda mais as suas reservas de capital. O problema não foi com o enorme negócio segurador da AIG nos EUA, Europa e Ásia. A crise surgiu do seu envolvimento no sistema bancário paralelo através do seu negócio mundial de títulos de crédito mal parado, uma forma de seguro usada para garantir um estatuto de grau de investimento numa série de valores financeiros (títulos baseados em hipotecas, obrigações de empresas, obrigações municipais, etc.)). A AIG tinha investido $447 mil milhões em tais seguros (incluindo $300 mil milhões de instituições europeias).&lt;br /&gt;A quebra de estatuto de crédito da AIG significou também uma quebra do valor dos seguros emitidos pelas títulos de dívidas de crédito emitidas pela AIG. Isto, por seu turno, criou problemas a qualquer financiadora imobiliária que usasse títulos emitidos pela AIGcomo fiança colateral para os seus empréstimos. Por outras palavras, um colapso da AIG iria significar um aumento da quantidade de dívidas tóxicas no sistema financeiro global. As percas seriam absolutamente chocantes (estimasse que seriam pelo menos 180 mil milhões de dólares de percas no sistema financeiro global). Ao mesmo tempo, o colapso da AIG também significaria o colapso do seu negócio mundial na área dos seguros. Para evitar um catastrófico crash, Paulson foi a dar um passo em frente para garantir 85 mil milhões de dólares de títulos da AIG em troca de acções preferenciais da companhia seguradora.&lt;br /&gt;Durante a semana crítica, de 15 a 19 de Setembro, as Bolsas de Valores mundiais afundaram-se. A fiança governamental da AIG não foi capaz de estabilizar os mercados de acções. Ao mesmo tempo, o preço do petróleo, que estava numa tendência de descida nas últimas semanas, recomeçou a aumentar – provavelmente devido ao um movimento de compra de futuros de petróleo causado pelo pânico. Paulson e Bernanke evidentemente que compreenderam que estavam a enfrentar uma severa situação do estilo de 1929. Se eles se tivessem mantido à margem, iria sem dúvida acontecer um colapso do sistema global financeiro que, por sua vez, ria provocar uma enorme recessão da economia capitalista mundial. Tendo presente as lições do crash de 1929, quando a Reserva Federal e o governo norte-americano se colocaram à margem e permitiram o colapso do dominó financeiro, Paulson e Bernanke decidiram que não tinham escolha senão intervir e salvar o sistema capitalista.&lt;br /&gt;A 19 de Setembro, Paulson anunciou o seu Troubled Asset Relief Programme (Programa de Auxilio a Valores Problemáticos - TARP), um plano de 700 mil milhões de dólares para dar uma base de sustentação às instituições financeiras em colapso e re-estabilizar o sistema bancário dos EUA e do mundo. Paulson anunciou ter evitado um crash global, pelo menos para já. Mas este plano é apenas uma medida paliativa que não irá, por si própria resolver a contracção do crédito e a paralisia do sistema bancário&lt;br /&gt;Na altura que este artigo está a ser publicado, há a noticia da falência do Washington Mutual, WaMu, a maior falência bancária da história dos EUA. O WaMu foi tomada pelo regulador ( a 25 de Setembro) e vendida ao banco JP Morgan Chase.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Os bancos europeus também foram martelados pelas suas enormes percas derivadas dos títulos contaminados pelos subprime. O mais gravemente atingido foi o banco suíço, UBS – União dos Bancos Suiços, que teve um total de prejuízos de cerca de 50 mil milhões (mais do que o Merrill Lynch).[3] O jornal Financial Timescomentava que muitos bancos europeus são actualmente não apenas “demasiado grandes para cair” como “demasiado grandes para salvar”. “Por exemplo, o total das obrigações do Deutsche Bank (com um rácio de garantia de mais de 50!) chega a cerca de 2.000 mil milhões de euros (mais do que o do Fannie Mae) ou mais que 80% do PIB alemão. É simplesmente demais para o Bundesbank ou mesmo para o estado alemão …” (Os Bancos Europeus Vivem com Tempo Emprestado, Financial Times, 24 de Setembro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;O pacote de Paulson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois da crise com os bancos Lehman Brothers e Merrill Lynch, e a paralisia do Mercado monetário de curto prazo (apesar de continuarem gigantescas injecções de liquidez por parte da Reserva Federal e outros bancos centrais) Paulson foi forçado a anunciar a 18 de Setembro um pacote de auxílio, o TARP. Sem dar nenhuns detalhes, Paulson propôs gastar 700 mil milhões de dólares dos contribuintes para estabilizar o despejo do lixo tóxico nos títulos não vendáveis que ainda estão na posse das instituições financeiras.&lt;br /&gt;Já tinham sido anunciados como perdidos 500 mil milhões de dólares de prejuízo, mas alguns estimam que dado os títulos ainda existentes do mercados das hipotecas como mais um milhão de milhões de dólares. O mercado de Valores global reanimou-se imediatamente ao anúncio de Paulson. Quase de seguida, contudo, dirigentes do Congresso norte-americano, quer Democratas, quer Republicanos, começaram a protestar com o carácter de varredura do plano de auxílio de Paulson e os poderes extraordinário que ele reclamava para si como Secretário do Tesouro.[4]&lt;br /&gt;Paulson propôs que fossem dado ao Secretário de Tesouro (inicialmente por dois anos) poderes ilimitados para comprar títulos a qualquer um a qualquer preço de acordo com a sua vontade. Mais ainda, reclamava imunidade contra qualquer tipo de acção judicial por parte dos tribunais ou agências administrativas governamentais. Inicialmente, propôs-se comprar títulos apenas de bancos dos EUA, mas rapidamente estendeu a sua pretensão a subsidiárias de bancos norte-americanos noutros países.&lt;br /&gt;Se isso tivesse sido aceite pelo Congresso, Paulson seria o mais poderoso Secretário do Tesouro da história dos EUA: Com a sua foto na capa, a revista Newsweek intitulava-o ‘Rei Henry’. De facto, o Secretário do Tesouro pode tornar-se o executivo económico do capitalismo norte-americano, sem supervisão (meramente apresentado contas, dois em dois anos, ao Congresso) e numa fonte rival de poder do próprio Presidente.&lt;br /&gt;Tal como Bush, depois do 11 de Setembro, Paulson, apoiado por Bernanke, está a tentar usar a ameaça do colapso global financeiro para obter rapidamente a aprovação do Congresso das suas propostas sem uma discussão dos seus conteúdos. Paulson, por exemplo, exige que o pacote seja “limpo”, querendo dizer que não deve ter como destino fixado nenhuma proposta como a compare pelo governo de acções em troca da compra de débito tóxico, ou limites à remuneração dos banqueiros, ou auxilio aos proprietários de habitação que enfrentam despejos. Desejoso de afiançar os banqueiros corruptos, Paulson rejeita brutalmente as legitimas reivindicações dos proprietários de habitações.&lt;br /&gt;Paulson propõe-se pagar algo perto do valor facial dos títulos tóxico, mais de 60 cêntimos de dólar, opondo-se ao seu valor actual de Mercado de 20 ou 30 cêntimos. Mais, vários bancos, casas financeiras e outras companhias estão a pressionar para se aumentar o âmbito do auxílio. Por exemplo, há pedidos para se incluírem as obrigações municipais, as dividas dos cartões de crédito e de aquisição de carros. As firmas de Wall Street já estão as taxas que esperam recolher ao serem contratadas para administrar as operações do programa de Paulson.&lt;br /&gt;Não é de admirar que os chefes das companhias financeiras sejam entusiásticos com as propostas de Paulson. Contudo, alguns Republicanos pró-mercado livre denunciam veementemente o programa como um plano de “socialização da dívida”. O Senador Jim Bunning, um Republicano do Kentucky, proclamava: “O mercado livre para todos os efeitos está morto na América”.Dizia que o plano de Paulson iria “pegar nas dores de Wall Street e espalhá-las pelos contribuintes … isto é socialismo financeiro, é anti-americano”.&lt;br /&gt;Os líderes Democratas, por outro lado, exigem medidas para ajudar a relaxar a pressão sobre os proprietários de habitação própria. Paulson rejeitou esses pedidos com base que os conjuntos de títulos tóxicos são demasiadamente complexos para permitir a redução individual dos pagamentos dos hipotecados. “O sector bancários de hipotecas (… )está a lutar contra a mudança com todo o seu poder, tal como fizeram quando apareceram com a lei imobiliária que foi adoptada em Julho””. (International Herald Tribune, 24 de Setembro)&lt;br /&gt;A actual proposta de Paulson é completamente diferente das medidas usadas para auxiliar os bancos de depósitos e empréstimos no princípio dos anos de 1990. Nessa altura, o governo dos EUA nacionalizou efectivamente os bancos em queda e vendou os títulos que ficaram dessas empresas depois de algum tempo, antes de os devolver ao sector privado. O crescimento robusto da economia depois de 1994 restaurou o valor das propriedades hipotecadas e permitiu ao governo recuperar parte dos custos do auxílio.&lt;br /&gt;Uma medida similar foi tomada pelo governo sueco depois do colapso da bolha imobiliária em 1991-92. O governo nacionalizou uma larga secção do sector bancário sueco, eliminando os accionistas dos bancos falidos e, subsequentemente, mais uma vês, vendeu os títulos que poderiam ser vendidos e os bancos foram mais tarde para o sector privado. Esta operação de salvamento, contudo, representou cerca de 4% do PIB sueco (apesar de ter recuperado parte do dinheiro mais tarde). A classe capitalista dos EUA, contudo, iria indubitavelmente opor uma total resistência a uma nacionalização total do sector bancário norte-americano.&lt;br /&gt;A actual proposta de auxílio de Paulson, custando à volta de 700 mil milhões de dólares, é equivalente a cerca de 5 do PIB dos EUA. No entanto, Paulson não tem intenção de tomar o controlo dos bancos americanos falidos, apenas afiança-los comprando os seus débitos tóxicos, e assim permitindo-lhes de recompor as suas reservas de capital e continuarem como é costume. Paulson nem se quer pretende acções dos bancos em troca de lhes comprar o crédito mal parado.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Irá Paulson obter a aprovação do Congresso para este pacote? Dada a força da oposição no Congresso, é previsível algum atraso, e Paulson pode ser forçado a aceitar algumas modificações, particularmente em relação aos poderes extraordinários e não supervisionados que reivindica. Contudo, face à ameaça de mais falências e quedas no mercado financeiro e a possibilidade de novas convulses, parece ser provável que o Congresso aceite o pacote de uma forma ou outra, antes de se encerrar para as eleições presidenciais de Novembro.[5]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Uma alternativa Socialista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulson diz que as pessoas não querem saber de quem são os bancos. Milhões de proprietários de habitação própria, contudo, irão querer saber que o governo está a usar o dinheiro dos impostos para salvaguardar os bancos que venderam títulos e hipotecas tóxicos ao mesmo tempo que milhões de cidadãos estão a enfrentar taxas de juro penosas e judiciais e a ameaça de despejo. De facto, milhões de americanos já estão revoltados com o plano de Paulson.&lt;br /&gt;Organizações comunitárias, sindicatos e todos aqueles que defendem os interesses das classes trabalhadoras devem exigir que, - em vez da nacionalização dos créditos mal parados, dos títulos tóxicos do capital financeiro, - os bancos e as instituições financeiras (companhias de seguros, fundos de risco, etc.) devem ser nacionalizadas mas com um plano democrático e sob gestão e controlo dos trabalhadores. As indemnizações devem se atribuídas apenas com base de comprovada necessidade aos pequenos accionistas e depositantes.&lt;br /&gt;Os bancos devem fornecer crédito e capital às indústrias que produzem bens e serviços necessários à maioria da população, não para financiar as actividades especulativas de uma minoria hiper-rica de financeiros. Os bancos devem fornecer hipotecas a preços baratos para a aquisição de habitação própria (com um tecto que exclua as casas de luxo para ricos). Devem também disponibilizar crédito barato para os pequenos negociantes e pequenos agricultores que sirvam as necessidades das comunidades locais.&lt;br /&gt;Tais medidas, claro, colocarão a muitos a questão da propriedade e do controlo de largos sectores da economia, e a necessidade de um planeamento democrático que substitua a anarquia do Mercado e o objectivo cru do lucro pessoal. O governo dos EUA, por exemplo, está neste momento a considerar um pacote estatal para garantir empréstimos às grandes companhias do sector automóvel, a Ford, a Chrysler e a GM. Essas corporações estão numa profunda crise e devem ser trazidas para a propriedade pública sob controlo e gestão dos trabalhadores para darem resposta às necessidades da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Os sindicatos e grupos comunitários devem opor-se totalmente aos despejos. Quando hipotecas manhosas, foram vendidas através da fraude e do engano, devem ser canceladas. Os que compararam casas de habitação para si próprios que não possam pagar as amortizações das hipotecas devem ter o direito a alugar essas propriedades com uma renda acessível, social. Onde, através de despejos e falências de empreiteiros e companhias proprietárias, haja casas desocupadas, o estado e as autoridades municipais devem assumir o controlo dessas casas e alugá-las a rendas acessíveis. As decisões referentes a atrasos de pagamentos de hipotecas, despejos, e aos direitos dos proprietários de habitação própria, em geral, não devem ser tomadas por funcionários do estado nem por tribunais de falência mas por comités que salvaguardem os interesses dos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Um novo período&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se passar no Congresso, o pacote de Paulson, provavelmente com algumas alterações, pode evitar um crash financeiro. Haverá ainda grades e sérias discussões sobre os detalhes das medidas a serem implementadas. No entanto, este plano de salvação não irá, por si só, reavivar o sector financeiro. A crise imobiliária nos EUA, a raiz da contracção do crédito, está longe de ter acabado. Enormes percas no sector financeiro significam que a contracção do crédito irá continuar por anos, memo que os títulos tóxicos sejam removidos pelo governo.&lt;br /&gt;A salvação do sector financeiro não evitará a recessão na economia dos EUA, a qual já está a reunir condições. Além disso, o abrandamento económico dos USA, combinado com a crise financeira em mutas outras economias, está a puxar o mundo para um refluxo económico. Existe desde já uma recessão aguda em economias europeias. O Japão depois d uma fraca recuperação nos últimos anos, está novamente enlaçado no crescimento zero. Espera-se que a China, ainda vista como o dínamo da economia mundial, abrande o crescimento dos 11-12% para cerca de 8% em 2008. Apesar de 8% ser uma taxa de crescimento relativamente alta, esse abrandamento trará sérios efeitos na China, quer económica, quer politicamente.&lt;br /&gt;A subjacente crise capitalista de produção e de redução da taxa de lucro foi adiada várias vezes desde os anos 80, através de uma série de bolhas financeiras que alimentaram o débito baseado no consumo nos EUA e noutros lados (conduzindo à produção de mercadorias baratas na China e outras economias de baixo custo). Mas agora chegou o tempo das contas. O colapso da montanha extrema dos débitos quase de certeza que significará um prolongado período de fraco crescimento economia capitalista mundial. Indubitavelmente, será um ciclo económico mas não é provável que haja um retorno ao tipo de global boom do tipo experimentado entre 2001-2007.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;A recente face de acelerada globalização e de medidas desregradas de políticas neoliberais está a chegar ao fim e um período completamente novo de desenvolvimentos está a abrir-se. A intervenção massiva dos estados no sector financeiro tem amplas implicações para o comércio, o fluxo internacional de moeda e a politica industrial. Haverá ainda mais profundas tensões entre as principais potências capitalistas. Uma prolongada estagnação, pontuada com fracas recuperações e renovadas recessões irão provocar crises sociais e poderosas lutas políticas. A crise económica do capitalismo é também uma crise política e ideológica e é inegável que ela coloca o Marxismo de volta à agenda política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;[1] A expressão inglesa “taking over the commanding heights “ é conhecida como uma reivindicação do movimento operário e marxista e reforça a ironia que o referido comentador usa. (nota do tradutor)&lt;br /&gt;[2] Equivalente ao nosso Governador do Banco de Portugal. (nota do tradutor)&lt;br /&gt;[3] Durante a tradução do artigo, domingo, 28 de Setembro, foi anunciado a nacionalização do 8º maior banco britânico, especializado em empréstimos para habitação, o segundo nacionalizado pelo governo de Gordon Brown. Em relação à situação em Portugal, o Publico anunciou também que o BCP pode vir a ser prejudicado pela actual crise via a sua parceria coma Fortis, empresa belgo-holandesa parceira do BCP na área dos Seguros, e que na semana passada teve quebras de 20% no mercado de valores. Para além disso, nos últimos meses, comentadores económicos, economistas e operadores bancários portugueses alertavam para o nível de endividamento interbancário dos bancos portugueses. Hoje, curiosamente, estão silenciosos (nota do tradutor)&lt;br /&gt;[4] O Secretário de Tesouro é equivalente ao cargo europeu do ministro das finanças. Contudo, e dado o carácter presidencial do executivo norte-americano, não é usual a atribuição de poderes especiais aos Secretários do governo norte-americano (nota do tradutor)&lt;br /&gt;[5] Com efeito o pacote foi acordado durante o Domingo, 28 de Setembro e com alterações em relação ao pacote original (nota do tradutor )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-4720951492359570509?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/4720951492359570509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=4720951492359570509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/4720951492359570509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/4720951492359570509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/09/grande-impulso_6944.html' title='A Grande Impulsão - O Sistema Financeiro do Capitalismo  derrete-se'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-608780983750588664</id><published>2008-09-19T03:50:00.003Z</published><updated>2008-09-19T04:05:47.162Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='União Europeia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novos Partidos de Trabalhadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alternativa Socialista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Marcha contra o racismo e o capitalismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Fórum Social Europeu  - Esperados 20.000 em Malmö&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Mattias Bernhardsson e Per-Åke Westerlund, Partido da Justiça Socialista Rättvisepartiet Socialisterna (CIT Suécia)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/em&gt;Os políticos de Malmö, Suécia, estão a alertar para o”caos” e ”distúrbios” durante o Fórum Social Europeu (FSE) ente 17 e 21 de Setembro. Os jornais estão a fazer uma lista do que “pode correr mal” durante o FSE por causa do ”hooligans” da esquerda. A preocupação dos manifestantes, contudo são sobre o rápido aprofundamento da crise na Europa, os ataques aos direitos sindicais, as políticas de imigração racistas, as ameaças climáticas e muitos outros assuntos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os organizadores estimam que 20.000 participantes tomarão parte da manifestação central durante o FSE, no sábado, 20 de Setembro. A operação policial é a maior de sempre no sul da Suécia. Os media e a policia focalizam os seus avisos particularmente numa Festa de Rua não oficial contra a indústria de armamento e as políticas de emigração da União Europeia. Infelizmente, organizações como a ATTAC também estão a condenar a referida Festa de Rua. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os políticos queixam-se contra o Município de Malmö por este ter financiado o FSE com 2,5 milhões de coroas suecas, o que na verdade é uma gota de água no oceano, comparado com o que os partidos políticos capitalistas e os seus grupos de reflexão recebem do Estado sueco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CIT&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; na Suécia, o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Partido da Justiça Socialista (Rättvisepartiet Socialisterna)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; está  a mobilizar para o FSE e a manifestação. Iremos realizar duas reuniões públicas, integradas no programa do FSE. Numa dessas reuniões abordaremos o tema “A ascensão da luta de classes na Europa e os novos partidos de trabalhadores” e no outro”A China em convulsão – luta de massas e desastre ambiental”. Publicamos um numero especial do nosso semanário, com 16 páginas, focado no FSE e em questões chave na Europa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A crise económica na Europa&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não há muito tempo, a maioria dos economistas previam que a Europa e a Suécia teriam melhores perspectivas económicas que os EUA. Mas durante o ultimo mês e meio, a crise atingiu duramente a Europa. A Espanha, a Dinamarca, a Irlanda, a Grã-Bretanha – é difícil decidir que país foi mais afectado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A queda económica é dramática. No segundo trimestre deste ano o PIB da zona Euro caiu 0.2 %, em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o segundo trimestre do ano passado a queda foi de 0.8%. Esta é a primeira queda no PIB da zona Euro deste que o euro foi lançado, há dez anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São as maiores economias que mais perdem. A Alemanha, cuja economia vale 1/3 da economia da zona Euro, caiu 0.5 % em relação ao 1º trimestre, enquanto que a França e a Itália caíram 0.3 %. O crescimento da Espanha foi apenas de 0.1 % e o da Holanda foi de zero.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A bolha financeira rebentou, o que ameaça o sistema bancário e coloca sobre enorme pressão todas as aquisições de débitos financeiros. Há uma enorme escalada dos preços dos produtos alimentares e das matérias primas e enormes aumentos dos combustíveis.  There are huge price hikes on food and raw materials and huge gas price increases. O consume, que conta cada vez mais no crescimento económico, está agora em contracção quer pelos aumentos dos preços quer pela contracção do crédito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aguda queda na procura é agora ainda mais agravada pelo crescimento do desemprego e encerramento de empresas porque os capitalistas já não conseguem encontrar mercados lucrativos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sector imobiliário de habitação está em crise, tal como a industria da construção civil. As licenças de construção caíram 60 % em Espanha, no ultimo ano, e 20 % em toda a União Europeia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste quadro, a OCDE reviu em baixa os seus prognósticos para a zona Euro para um crescimento de 1.3 % para este ano (em Junho previa 1.7 %).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem deverá pagar esta crise? O abrandamento económico já está a ser usado como um argumento para mais ataques ás condições de trabalho e vida dos trabalhadores. Em Espanha, por exemplo, os patrões exigem um Mercado laboral mais “flexível”, isto é, tornar mais fácil despedir trabalhadores. Os economistas capitalistas estão também a tentar impedir que os sindicatos exijam compensação pelos aumentos do custo de vida, dizendo que isso trará mais inflação.  O actual aumento recorde de preços, contudo, desenvolveu-se apesar de aumentos salariais extremamente modestos desde há muitos anos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os capitalistas europeus perderam a confiança. As Bolsa de Acções perderam um terço do seu valor nos últimos doze meses. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda está para se saber exactamente até onde irá esta queda económica mas é provável que seja uma crise muito profunda e arrasadora. O programa neo-liberal de privatizações de desregularizações foi um desastre. Os capitalistas tentaram agora por o fardo da crise nos ombros os trabalhadores e dos pobres. A crise inicia um período tumultuoso.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Crise política europeia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A vitória do “Não” na Irlanda - o único país em que foi permitido um referendo ao novo tratado da União Europeia – diz tudo sobre a situação política na Europa. Os constantes ataques dos políticos às condições de vida dos trabalhadores  foram confrontados por uma gigantesca desconfiança e oposição. A necessidade de novos partidos de trabalhadores é aguda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quase ausência de apoio de todos os governos ou partidos capitalistas existentes é resultado das suas políticas. A social-democracia na Alemanha, na França e na Inglaterra está numa profunda crise. Partidos de direita ganharam eleições na Itália, na França e na Grécia, para enfrentarem de imediato protestos de massas. Os velhos partidos tentam pintarem-se como “novos”, como por exemplo os Moderados direitistas suecos que se reivindicam de ser um “partido de trabalhadores” . &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tendência é de viragem à esquerda. Numa sondagem, a maioria na Grã-Bretanha, na França, na Itália, na Espanha e na Alemanha, apoia aumentos de impostos sobre a riqueza e um abaixamento de impostos para os pobres. Nos novos estados da UE, na Europa central e de leste, a preferência por uma economia de mercado não ganha a maioria. E apenas uma pequena minoria acredita que a corrupção é um problema menor do que em 1989, na altura da queda do Muro de Berlim.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A União Europeia é um projecto do grande capital. O propósito do Tratado de Lisboa e da nova Constituição Europeia, e de reforçar o papel de bloco imperialista da União Europeia. A importante vitória do “Não” no referendo da Irlanda foi baseada na resistência ao neo-liberalismo, na defesa dos direitos dos trabalhadores e na oposição à militarização da União Europeia.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A nova radicalização é notada quer no plano politico que nas lutas laborais. Isto apesar de importantes factores estarem a travar este processo. O mais importante é a falta de partidos dos trabalhadores. O colapso dos Estalinismo e a gigantesca campanha de propaganda capitalista durante o processo de globalização, afectaram a consciência das massas.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas a luta de massas e a experiência da crise capitalista irá mudar as consciências e criar a base para novos partidos socialistas de massas. Vários países europeus tiveram movimentos grevistas este ano. Greves salariais tiveram lugar em mais de 80 locais na Bélgica, A Holanda e a Polónia também assistiram a ondas grevistas, tal como a Alemanha no começo do ano. Os trabalhadores na Polónia e na Roménia ganharam aumentos salariais na sequência de greves.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A oposição generalizada às politicas de direita levaram a três greves gerais na Grécia no ultimo ano, uma delas a maior desde há muitos anos. Trabalhadores do sector público entraram em greve na Grã-Bretanha e Portugal. Na Itália, o regresso de Berlusconi como primeiro ministro está a causar novas mobilizações.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Novos Partidos de Trabalhadores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estão a desenvolver-se novas alternativas políticas em muitos países. A aliança de esquerda  &lt;strong&gt;&lt;em&gt;SYRIZA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, na Grécia e o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Die Linke&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (A Esquerda ), na Alemanha, são cada uma deles a terceira força politica nas sondagens nos dois países. A iniciativa da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;LCR&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; por um novo partido anti-capitalista em França está despertar muita atenção.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rättvisepartiet Socialisterna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, e o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CIT&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, apoiam e participam nessas novas formações. Sublinhamos a necessidade, nessas novas formações, de se orientarem através da luta , para ganharem e organizarem novas camadas de trabalhadores e jovens; para serem democraticamente organizadas de forma que diferentes alternativas socialistas e operárias possam participar.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A classe capitalista irá tentar contrariar a radicalização e a luta dos trabalhadores. Na Suécia, vemos actualmente os conservadores Moderados usarem quer concessões, quer discursos sobre a necessidade de “reformas”, com o qual tentam desviar dirigentes de lutas , ao mesmo tempo que os mesmos Moderados incitam ao nacionalismo e racismo, com uma retórica contra a imigração. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Itália e na França, mesmo dirigentes políticos de topo atacam o euro e a União Europeia, dizendo que é um “colete-de-forças”. Na França, no ano passado, e na Alemanha, já este ano, os governos decidiram colocar entraves às aquisições de companhias por empresas estrangeiras.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os governos iram usar o racismo. Na campanha eleitoral, Berlusconi defendeu que a Itália devia fechar as suas fronteiras e por os imigrantes desempregados em campos de concentração. Isto foi directamente contra a comunidade cigana, já sujeita a crescente racismo &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Partidos abertamente racistas tiveram grandes resultados em eleições, por exemplo, na Áustria, Bélgica, França; Roménia, Eslováquia e Suíça. Na Dinamarca, o Partido do Povo, racista, influencia o governo de direita, bem como a oposição social democrata e o Partido Socialista Popular.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O verdadeiro desafio contra a classe capitalista na Europa, contudo, vem da luta dos trabalhadores e dos movimentos de protesto de massas.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A luta laboral e a radicalização serão as bases para fundação de um movimento de classe renovado. A luta contra o capitalismo e a exploração tem de ser internacional.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Os novos partidos tem de defender as famílias trabalhadora e os mais&lt;br /&gt;oprimidos, orientando-os a fazerem parte da luta de classes e participar na luta&lt;br /&gt;contra o racismo. Esses partidos têm de ser democráticos, opostos à burocracia e&lt;br /&gt;aos privilégios dos actuais partidos do sistema. A alternativa ao capitalismo na&lt;br /&gt;União Europeia é uma Europa democrática e socialista  &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-608780983750588664?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/608780983750588664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=608780983750588664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/608780983750588664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/608780983750588664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/09/marcha-contra-o-racismo-e-o-capitalismo.html' title='Marcha contra o racismo e o capitalismo'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-8189591761295916603</id><published>2008-09-17T12:47:00.004Z</published><updated>2008-09-17T14:28:45.698Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Crise Capitalista - Karl Marx estava certo</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Editorial do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Socialist&lt;/span&gt;, semanário do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Socialist Party&lt;/span&gt;, Secção do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;CIT &lt;/span&gt;na Inglaterra e Gales&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Este é um momento que Karl Marx adoraria. De qualquer ângulo que se olhe, o capitalismo financeiro está a ser sovado”&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(The Guardian).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os gurus económicos e oráculos do capitalismo estavam errados e os socialistas revolucionários e marxistas certos. Isto é o que o colapso do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lehman Brothers&lt;/span&gt; – o quarto maior banco de investimentos do mundo – significa.&lt;br /&gt;Ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Domingo sangrento” &lt;/span&gt;financeiro seguiu-se a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“2ª Feira do afundanço”&lt;/span&gt; e o colapso dos preços de acções por todo o mundo. Isto abalou actuais fundamentações ideológicas – e muitos mais aspectos – do capitalismo. &lt;br /&gt;Os representantes dos capitalismo diziam que o colapso do Estalinismo e, com ele, das economias planificadas da Rússia da Europa de Leste e de outros países, deixava o capitalismo como o único veículo eficaz para fornecer bens e serviços aos povos do mundo. O futuro seria de um aumento sem fim dos padrões de vida. &lt;br /&gt;Nós dizíamos que se mantinham as contradições inerentes dentro do capitalismo – um sistema baseado na produção para o lucro e não das necessidades -, particularmente o ciclo económico de “crescimentos, recessões”,. Essas contradições estavam, contudo, disfarçadas por um dado período histórico, pela “financialização” do sistema através de uma enorme expansão do crédito.&lt;br /&gt;Mas, como um elástico no seu ponto de ruptura, está situação estava condenada a partir-se mais tarde ou mais cedo. O banco &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lehman Brothers&lt;/span&gt;, por exemplo, viu a sua dívida ser comprada (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;leveraged&lt;/span&gt;) – isto é, recebeu um empréstimo– numa escala monumental de 35 vezes o valor dos seus activos. Esse banco tem 164 anos, e sobreviveu a duas guerras mundiais, à depressão dos anos 30 e a um colapso e recuperação em 1984 mas agora foi vergado por esta crise. Contudo o seu patrão, Dick Fuld, conhecido como o “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;gorila&lt;/span&gt;” pelo seu modo agressivo, pagou-se a si próprio 22 milhões de libras no ano passado quando as fragilidades do banco já eram óbvias! Ele não irá sofrer – ao não ser prestígio pessoal – mas os 25.000 trabalhadores da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lehman Brothers&lt;/span&gt; sofrerão.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;As raízes desta crise são bem conhecidas. Elas baseiam-se na desintegração do mercado imobiliário nos EUA, particularmente do sector &lt;span style="font-style:italic;"&gt;subprime &lt;/span&gt;(crédito de alto risco) que empresta a pessoas na maioria pobres que não têm perspectivas de pagar as suas hipotecas inflacionadas. Contudo, isto não é apenas um problema financeiro, mas agora é uma cadeia de crises imanentes, bombas por despoletar, que poderão ainda assim deflagrar, com mais enormes castelos de cartas a cair da “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;arquitectura financeira”&lt;/span&gt; do capitalismo norte-americano e mundial.&lt;br /&gt;Porque é que a Reserva Federal dos EUA interveio na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bear Stearns&lt;/span&gt;, e no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Freddie Mac&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fannie Mae&lt;/span&gt;, e não no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lehman&lt;/span&gt;? A simples resposta é que Hank Paulson, Secretário do Tesouro dos EUA, e os estrategas económicos do capitalismo norte-americano acreditavam que a não ser que aqueles fossem intervencionados, um novo “crash” financeiro, como o de 1929, era possível. Nouriel Roubini, um economista capitalista que tem consistentemente concordado connosco, marxistas, na seriedade e na escala desta crise, chamou à acção de Paulson de “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;socialismo para os ricos&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;Outros bancos e empresas estão por isso em linha, com a sua tigela de esmolas, pedindo por intervenções do Estado, o qual eles antes defendiam que não devia ter intervenção nos trabalhos do chamado mercado livre capitalista. Se eles vão ser ajudados, que tal os cerca de 2 milhões de trabalhadores norte-americanos que já perderam as suas habitações – número este que Roubini estima que atinja os 10 milhões – exigirem tratamento igual aos dos plutocratas financeiros? Não o fazer irá prejudicar o candidato republicano direitista McCain, que será visto como estando abertamente ao lado dos ricos, que foram “salvos” pelos seus amigos na Reserva Federal.&lt;br /&gt;Por isso, foi permitido à &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lehman Brothers&lt;/span&gt; morrer mas uma operação de salvamento “não oficial” está a ser levada a cabo para salvar a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Merrill Lynch&lt;/span&gt;. Outro gigante financeiro, a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;American International Group (AIG)&lt;/span&gt;, responsável por segurar contra “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;riscos&lt;/span&gt;” no enorme Mercado dos “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;derivados&lt;/span&gt;” – e também sponsor do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Manchester United&lt;/span&gt; – está à beira do abismo. Mas Ken Lewis, o chefe executivo do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bank of America&lt;/span&gt;, disse que o colapso da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;AIG &lt;/span&gt;seria ainda um maior choque no sistema que a bancarrota do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lehman&lt;/span&gt;. Ele incitou aos autoridades a encontrar uma maneira de salvar a companhia. “Não conheço nenhum dos maiores bancos que não tenha uma exposição significativa no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;AIG&lt;/span&gt;,” disse. “Isso seria um problema muito maior dos que agora estamos a observar.&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lehman &lt;/span&gt;não era, parece, crucial para a economia dos EUA ao passo que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fannie&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Freddie &lt;/span&gt;e mesmo o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bear Stearns&lt;/span&gt; são parceiros principais nas finanças do governo nas finanças domésticas US. Metade dos 9.000 bancos dos USA podem colapsar se não foram ajudados. Mas, consequências que advêm do colapso do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lehman &lt;/span&gt;podem ainda assim ser muito severa, com grandes repercussões internacionais; dividas a investidores japoneses no Lehman são consideráveis, por exemplo.&lt;br /&gt;Instabilidade&lt;br /&gt;O capitalismo americano – e particularmente o sector financeiro – ainda não está, por isso, fora dos problemas. A industria dos “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;derivados&lt;/span&gt;” está altamente instável, os preços comerciais do imobiliário continua a cair e, e isto é crucial, as instituições de “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;seguros&lt;/span&gt;” (como salvaguarda contra o colapso financeiro das firmas) pode também colapsar. Há a ameaça de um efeito dominó financeiro, o que significa que está crise não é um fenómeno passageiro.&lt;br /&gt;Ela irá expandir-se – de facto, já está a fazê-lo – para a “economia real”, quer na Grã-Bretanha – que entrou em recessão -, quer nos EUA. Isso irá, inevitavelmente arrastar-se para a Europa, Japão, o resto da Ásia e, por ultimo, afectará a China. Serão os trabalhadores do sector financeiro – e na sua maioria administrativos – que serão os primeiros a sofrer. Sessenta e três mil já perderam os empregos, na maioria em Londres e Nova York. Mais 20.000 postos de trabalho nos serviços financeiros da Grã-Bretanha desaparecerão no próximo ano.&lt;br /&gt;Cerca de 1 milhão e quarenta mil pessoas trabalham nos bancos, instituições financeiras e seguradoras no Reino Unido. Alguns dos afectados colocaram mensagens desesperadas nos websites: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“dh (calão para querido marido (dear husband) ) perdi o emprego. Sem poupanças e provavelmente sem receber esta semana… Com que raio nos vamos safar? Que tempo nos dará o banco se não podermos pagar a hipoteca?”&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Podemos lamentar esses trabalhadores mas nem uma lágrima por os apinocados ‘&lt;span style="font-style:italic;"&gt;masters of the universe’&lt;/span&gt; que, apesar das lágrimas de crocodilo, não irão sofrer realmente. O desemprego irá agora aumentar substancialmente, estimando-se que meio milhão de pessoas se juntarão às fileiras de desempregados que já existem na Grã-Bretanha. Estes eventos representam uma enorme condenação do capitalismo neo-liberal, o domínio sem limites do “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;mercado&lt;/span&gt;”, no qual uma mão cheia de bilionários podem arruinar a vida de milhões.&lt;br /&gt;Além disso, eles não compreendem totalmente o funcionamento do seu próprio sistema. Alan Greenspan, antigo presidente da Reserva Federal Americana, confessa com pena, que ele “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;não compreendeu&lt;/span&gt;” os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“novos instrumentos financeiros"&lt;/span&gt;. Eddie George, antigo governador do Bank of England, também admitiu que não os compreendia! Que hipóteses temos, os restantes, de compreender esses mecanismos que se tornaram “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;armas financeiras de destruição de massas”?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A solução não é apenas a nacionalização capitalista &lt;span style="font-style:italic;"&gt;‘de facto’&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bear Stearns&lt;/span&gt; ou do exemplo mais explicito da intervenção do Estado dos EUA no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fannie &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Freddie&lt;/span&gt;. Esses bancos em queda não deveriam só ser nacionalizados mas postos sobre controlo e gestão dos trabalhadores, com indemnizações baseadas em necessidades provadas e protecção dos pequenos depositantes. Mais, isso seria o primeiro passo para se juntarem num programa de produção democrático e socialista da economia como um todo.&lt;br /&gt;Os grandes eventos ou confirmam ou desmentem as ideias. O capitalismo falhou no período mais favorável para este sistema.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Se os trabalhadores não quiserem ser arrastados para o abismo do desemprego e da pobreza, necessitam de adoptar as armas políticas do Socialismo e do Marxismo.&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-8189591761295916603?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/8189591761295916603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=8189591761295916603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8189591761295916603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8189591761295916603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/09/crise-capitalista-karl-marx-estava.html' title='Crise Capitalista - Karl Marx estava certo'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-1791959878558610408</id><published>2008-06-19T13:22:00.003Z</published><updated>2008-09-17T12:56:10.693Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Um bilião de dólares derretido</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Economia mundial: Uma crise prevista&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cometário ao livro The Trillion Dollar Meltdown, de Charles R Morris, por Lynn Walsh, Editor de &lt;/span&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Socialism Today&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, revista mensal do &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="font-weight: bold;" productid="Socialist Party" st="on"&gt;Socialist  Party&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; (CIT Inglaterra e Gales), Traduzido da versão castelhana de Luis Montilla, Espanha.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na reunido anual da Société Générale, realizada a 27 de Maio, accionistas irritados quixaram-se das movimentações para converter o banco num casino. A SocGen obteve 50.000 milhões de euros (79.000 mil de dólares) de prejuízo como resultado das actividades do "negociante de topo ", Jérôme Kerviel. Contudo, para os accionistas, Kerviel foi apenas um bode expiatório, o produto de a actividade especulativa do banco.&lt;br /&gt;A economia capitalista, no conjunto, especialmente nos EE.UU. e na Inglaterra, assemelha-se cada vez mais a um casino. O sector financeiro representa, na actualidade à volta de 50% dos lucros empresariais. O sector sombrio bancário, composto por um punhado de "fundos de cobertura" (fundos de investimento livre, de risco, ou hedge funds) não regulamentados e bancos de investimento, hoje representa mais da metade de todo o crédito, enquanto que os bancos tradicionais, bancos de retalho estão mais e mais embrulhados em acções especulativas através da actividade não regulada "fora de balanço".&lt;br /&gt;O sector de crédito foi o sector que cresceu mais rápido na economia mundial desde 1980. No princípio desta década, o total de activos financeiros (acciones, obrigações, empréstimos hipotecas, etc.), todas relacionadas com coisas reais (propriedades, empresas, etc.) foi aproximadamente igual ao produto interior bruto mundial (PIB). No final de 2005, eram o equivalente a 3,7 vezes o PIB mundial, por outras palavras, relacionada não só com a produção deste ano mas também com a maior parte da produção dos próximos três anos. No princípio da década de 1980, os derivados financeiros (créditos sobre instrumentos financeiros) estavam apenas a começar a desenvolver-se. Em 2005 o seu valor nominal total representou três vezes o total de activos financeiros e 10 vezes o PIB mundial. Durante os últimos três anos, o sector financeiro cresceu, sem dúvida, mais do que a economia real que é a produção de bens e serviços (não financeiros).&lt;br /&gt;As finanças foram promovidas em todos os aspectos pela política e legislação governamental, com uma desregularização das actividades do sector financeiro e uma política fiscal favorável. Com tipos de juros historicamente baixos (negativos em termos reais, para mais de 31 meses depois de 2000) que proviam aos grandes jogadores dinheiro fresco. Cada vez que havia uma ameaça de instabilidade, Alan Greespan, e agora Ben Bernanke (anterior e actual Governadores da Reserva Federal, o banco central dos EUA, nota do tradutor português) responderam com novas injecções de liquidez.&lt;br /&gt;A principal actividade dos bancos de investimento e dos "fundos de riso" é comprar e vender dívida entre eles próprios (com lucro em cada transacção). Isto supõem, indubitavelmente, uma forma de jogo de azar levada a cabo à custa da maioria da população, que redistribui a riqueza da maioria da população pelos ricos, e a dos ricos para os super ricos. Entre 1980 e 2005, a décima parte dos maiores contribuintes norte americanos aumentaram a sua base tributável de 34% para 44%. Mas os maiores ganhos foram para a centésima parte de 1% da população, que aumentou a sua quota de ganhos de 9% para 19%. A centésima parte desse 1% (15.000 contribuintes) teve, em média, ganhos de 26 milhões de dólares depois dos impostos!&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Essas tendências estão bem analisadas na &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“O derreter de um bilião de dólares”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Charles Morris é um antigo banqueiro que fez a sua carreira no sector financeiro norte-americano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Conhece, sem dúvida, como funciona o sistema e dá um claro e conciso relato da infra-estrutura financeira e do seu funcionamento interno, assim como uma descrição rápida do desenvolvimento da economia norte americana nos últimos 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;Se queremos saber como funcionam os CDOs (Obrigações de Dívida Colaterales- Colateralisadas, Debt Obligations), CDSs (Derivados de Crédito - Credit Default Swap), CMBSs (títulos comerciais suportados por hipotecas - Commercial Mortgage-Backed Securities) e uma séria de outros instrumentos financeiros, este é o livro a ler. Morris não é um anti-capitalista, mas livro serve como excelente documento para a acusação do capitalismo financeiro contemporâneo.&lt;br /&gt;Morris viu chegar a crise. O seu livro foi publicado em Novembro de 2007, mas antecipa o desenrolar da crise bancária que continua nos nossos dias. Entendeu que a criação de dos créditos "livres de risco" através de uma série de instrumentos financeiros exóticos era uma ilusão perigosa. Mais tarde ou mais cedo, os empréstimos de alto risco, os "toxic waste" (lixos tóxicos) ocultos em vários CDOs, voltariam e atingiriam os bancos que tinham tentado passar essa dívida através da securitação. Em consequência, a partir de Junho de 2007, o banco de investimentos Ber Stearns foi forçado a encerrar os seus fundos de risco que participavam no mercado hipotecário subprime, a grande avalancha começou e ainda contínua.&lt;br /&gt;Mas a crise das hipotecas subprime está apenas a começar. Morris estima o total dos prejuízos das subprime em 450.000 milhões de dólares, o que muitos comentaristas consideram uma cifra baixa. Mas ele estima um prejuízo potencial superior a 345.000 milhões de dólares da divida das empresas, principalmente de diversos tipos de obrigações de alto rendimento (junk bonds- lixo) e outros instrumentos financeiros parecidos. Além disso, poderão haver 215.000 milhões de dólares de prejuízos dos valores de dívida dos cartões de crédito e CMBSs vinculados ao desenvolvimento da propriedade comercial. Todo isto soma 1 bilião de dólares "derretidos".&lt;br /&gt;No entanto isto não inclui nenhuma estimativa das percas potenciais CDSs, uma forma de derivados usados para assegurar uma ampla gama de outros valores por falta de pagamento. Esses instrumentos só se desenvolveram recentemente, mas têm um o incrível valor nominal de 45 biliões de dólares. Morris considera os CDSs como um risco inerente (partes das transacções, se uma das partes se tornar insolvente, serão forçadas a não cumprir as suas obrigações), ameaçam prejuízos colossais no caso de uma queda deste sector. Os valores predeterminados por defeito no próprio mercado de intercâmbio dariam lugar a gigantescas depreciações no valor dos títulos previamente assegurados pelos CDSs. "Em resumo, enfrentaríamos uma trombose completa do sistema de crédito que poderia fazer do problema das hipotecas subprime seja visto como um passeio no parque. Inclusive, não tem sentido tentar estimar a magnitude dos prejuízos".&lt;br /&gt;Inclusive a previsão de um bilião de dólares de prejuízo é prudente. Supõe uma "correcção ordenada" dos mercados financeiros. Uma crise caótica, convulsiva, um desastroso colapso do sistema financeiro, poderia produzir prejuízos até 3 biliões de dólares. Isto é similar à estimativa das potenciais percas financeiras apresentada por Nouriel Roubini, desvalorizadas por muitos analistas como absurdamente altas.&lt;br /&gt;Evidentemente, prejuízos entre 1 e 2 biliões de dólares significariam uma importante crise financeira e económica. Contudo Morris também teme que os capitalistas financeiros tentem ocultar os seus prejuízos na medida do possível, adiando o cancelamento dos activos valor e evitando a liquidação que poderia levar a uma queda caída dos mercados financeiros. Isso, diz Morris, é o que fez o capitalismo japonês quando eclodiu a sua bolha de activos no final da década de 1980: "Um colapso proporcionalmente na mesma escala que a actual, e com características similares... em que não se fez frente aos problemas, dada a rede de políticos e banqueiros envolvidos. E quase 20 anos depois, o Japão ainda não recuperou ".&lt;br /&gt;Morris não vê uma saída fácil, mas um cenário com uma aterragem difícil, uma combinação de um colapso creditário com recessão económica. A bolha imobiliária norte americana, um factor importante no recente crescimento da sua economia, foi produzida pelo surgimento massiva de créditos relativamente fáceis, especialmente os créditos subprime. A queda do pique imobiliário já tinha começado a corroer o consumo, a principal força impulsionadora do crescimento norte-americano. O capitalismo dos Estados Unidos deslizou para a recessão&lt;br /&gt;Já houve uma enorme ronda de depreciações no sector hipotecário das subprime, o que representa enormes prejuízos para os bancos de investimento. Contudo, há poucos sinais de alívio do custo do crédito. È impossível prever até onde isto chegará. Mas a previsão de Morris dos finais do ano passado pode confirmar-se: "O cenário é propício para um verdadeiro choque e pavor, com um aumento das depreciação dos activos por toda a maior parte de 2008. A generalização dos CDSs, sobretudo nos fundos de risco de crédito, forçará à venda das contas à margem. As depreciações requereriam desinvestimentos nos fundos de pensões e nas companhias de seguro que violam as regras das empresas de investimento. Os titulares das maiores tranches de CDO liquidaram esses seus activos como dissolução da protecção de crédito, já que tem o direito a fazê-lo. Acrescentar a isto os ligeiros maus resultados dos monolines nos mercados de seguros de crédito, e o sistema financeiro global será uma catástrofe".&lt;br /&gt;Analisando a crise actual, Morris diz: "Espanta que tenhamos cegado a este ponto". Ele descreve habilmente as causas aproximadas: a inundação de créditos baratos, desregularização dos mercados financeiros, os desenvolvimentos informação e telecomunicações, que facilitam o desenvolvimento da titularização e do comercio mundial. Mas os excessos da bolha económica atribuem-se simplesmente à excessiva oscilação do pêndulo do período pre-1980-liberal-keynesianista o mercado, consenso monetarista do período seguinte. Mas quais foram as forças económicas e sociales subjacentes a essas tendências?&lt;br /&gt;Morris refere-se à oscilação do ciclo político/ideológico, desde o paradigma keynesiano/liberal das décadas de 1960 e 1970 à Escola de Chicago (mercado ultraliberal) de capitalismo financeiro que se desenvolveu nos começos da década de 1980. Houve indubitavelmente uma mudança político-ideológica da classe governante. Mas Morris não tenta de juntar a sua explicação a uma análise à mudança da correlação de forças das classes e das dinâmicas da produção capitalista.&lt;br /&gt;O crescimento do pós-guerra, de acordo com Morris, desvaneceu-se por causa de um excesso de intervenção governamental e da regulação. Elogia a política adoptada pelo Governador Reserva Federal, Paul Volcker, que em 1980 retirou a inflación para fora do sistema e iniciou um período de taxas de juro positivos (por algum tempo, altos). Isso favorecia os banqueiros e instituições de crédito. As mudanças da era Reagan, incluindo a total desregulamentarização de finanças (continuado por Clinton), abriu o caminho para o auge da economia norte-americana, em meados da década de 1990, como a história da “Menina dos Caracóis de Ouro e dos Três Ursos" ("nem muito quente, nem muito frio "). Contudo, Morris reconhece que a redução da inflação dos preços ao consumo foi acompanhada pelo aumento da inflação dos preços das acções. A classe capitalista acumulou cada vez mais dinheiro e procurou o lucro através da especulação financeira.&lt;br /&gt;Esta evolução, contudo, reflectiu mais que a nova tecnologia e uma mudança governamental. A queda da produtividade e nos lucros no final do crescimento económico do pós-guerra reflectiu o facto de que o capitalismo, restringido pela propriedade privada das forças de produção e no marco do estado-nação, está a chegar aos limites da sua capacidade para desenvolver as forças produtivas. Cada vez mais, os capitalistas abandonam a actividade produtiva para se virarem para a especulação financeira. Durante a época de 1980 e 1990, os capitalistas aumentaram os seus lucros através da intensificação da exploração da classe trabalhadora, enquanto que ao mesmo tempo o investimento de capital caiu para níveis históricos. Uma das características da recente bolha foi o enorme superávit monetário de muitas empresas, desviado através da remuneração e das opções sobre acções dos executivos de topo ou distribuído aos accionistas sob a forma de dividendos ou recompra de acções. "Os lucros foram muito altos durante a maior parte da década de 2000 e os gastos de capital foram suaves..." Este excesso de lucros não investidos é uma das principais fontes de dinheiro que fluiu no sector financeiro. Ao mesmo tempo, os excedentes dos grandes exportadores como a China, o Japão ou os países exportadores de petróleo foram também canalizados para os mercados financeiros centrados nos países capitalistas avançados.&lt;br /&gt;Morris refere-se à "extrema importância dos serviços financeiros no crescimento económico de Estados Unidos" como um factor chave em muitos dos assuntos que se descrevem. Mas esta é uma crise orgânica subjacente de acumulação capitalista que explica em última instancia o desenvolvimento da bolha económica e os seus grotescos excessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "fanatismo anti-regulamentar" dos últimos 25 anos foi demasiado longe, diz Morris. Como que alguns outros estrategas da classe dominante nos últimos meses, chegou a rejeitar a ideia de que os mercados têm sempre razão, que resolveram qualquer problema. A crise subprime (depois de toda uma série de crise financeiras e escândalos) está a minar a credibilidade do sistema de mercado norte-americano. Os recentes acontecimentos podem representar o "último suspiro” do rude mercado da escola de Chicago, a marca do capitalismo financeiro…" A restrição da função do governo, diz, foi demasiado longe: "O sector público nacional nos Estados Unidos empobreceu e corrompeu-se, e estamos a pagar um preço por isso…Necessitaremos de restabelecer um certo equilíbrio. A primeira prioridade será restabelecer uma supervisão efectiva sobre o sector financeiro".&lt;br /&gt;"A minha crença pessoal é que a mudança na década de 1980, de um governo centrado no estilo de gestão para um mais impulsionado pelos mercados, foi um factor decisivo na recuperação económica da América nos anos 1980 e 1990. Mas a amplitude da queda financeira actual sugere que chegámos ao ponto em que o dogmatismo de mercado converteu-se num problema, em vez de ser uma solução. E depois de um quarto de século, é hora do pêndulo oscilar na outra direcção ".&lt;br /&gt;Historicamente, contudo, a transição de um período para outro, não sucede suavemente, como na oscilação do pêndulo. Não se trata simplesmente duma questão da classe capitalista abandonar um paradigma ideológico/político e adoptar outro. Os estrategas do capital realmente não têm nem a ideia de como encontrar uma saída. Os governos capitalistas retroceder para a ideia da regulação, mais isso não consertará o sistema, que está organicamente doente. Uma importante crise internacional no capitalismo produzirá acontecimentos convulsivos e agitação. E os governos capitalistas confrontar-se-ão com revoltas de massas da classe operária e demais trabalhadores, de camponeses pobres e dos despojados e excluídos que estão a ser empobrecidos pela super-exploração do capital financeiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-1791959878558610408?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/1791959878558610408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=1791959878558610408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/1791959878558610408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/1791959878558610408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/06/um-bilio-de-dlares-derretido.html' title='Um bilião de dólares derretido'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-2489067038260183035</id><published>2008-03-31T13:56:00.003Z</published><updated>2008-03-31T14:07:23.262Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A Crise que aí vêm... (II) Porque sobem os preços alimentares?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;orque é que o preço dos bens alimentares está a atingir recordes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Aumentos de preços provocam tumultos e lutas por aumentos salariais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Per-Åke Westerlund, Offensiv, (CIT Suécia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Os preços mundiais de bens alimentares estão ao seu mais alto nível. A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, FAO, avisou da possibilidade de séria agitação social e escassez alimentar. Porque é que estes preços estão a subir? E quais serão as consequências?&lt;br /&gt;O índice dos preços de bens alimentares da revista The Economist está ao seu mais alto nível desde a sua criação em 1845! A FAO também alerta para o potencial de escassez alimentar, pela primeira vez desde os anos 70, devido aos aumentos dos preços.&lt;br /&gt;O preço dos produtos alimentares tornou-se um dos mais importantes na maioria dos países. A China assistiu ao maior aumento de preços de bens alimentares no ano passado (18% até Novembro), mas os ovos e a carne viram os preços aumentarem quase 50%. No Sri Lanka os aumentos dos preços dos bens alimentares foi de 17%, no Paquistão e na Indonésia, 16%, na Rússia e América latina mais de 10%. Contudo, não for as intervenções governamentais e os preços teriam crescido ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Mortos em Protesto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na China, três pessoas morreram esmagadas quando um supermercado colocou à venda óleo alimentar barato. A escala de preços dos bens alimentares também provocou tumultos e protestos de massas no México, no Iémen no Bengldesh, na Índia, no Burkina Faso e no Senegal. Em Marrocos, 50 pessoas foram feridas pela polícia num protesto contra o aumento dos preços alimentares.&lt;br /&gt;Esta nova crise alimentar está a desenrolar-se ao mesmo tempo que 854 milhões de pessoas, um sexto da população mundial, já não tem alimentos suficientes. No meio da globalização capitalista e com um forte crescimento da economia mundial nos mais recentes anos, mais quatro milhões de pessoas por ano engrossam as fileiras dos famintos e subnutridos.&lt;br /&gt;Os países pobres que importam uma grande parcela dos seus alimentos foram ainda mais atingidos no ano passado. Por exemplo, a Mauritania onde o preço dos alimentos importados duplicou no último ano. Neste país, uma pessoa morreu e 17 foram feridas em tumultos, no passado mês de Novembro. Globalmente, o preço de bens alimentares importados cresceu 21% no ano passado. Outros países com grade parte dos bens alimentares importados são o Nepal, o Bangladesh, a Bolívia, a Jamaica e a região Sub-Saharaniana de África. De todos esses países aumentam os relatos do perigo do aumento da fome entre a população.&lt;br /&gt;O maior e mais espectacular aumento de preços foi nos cerais. De Maio a Setembro de 2007 o preço mundial do trigo duplicou, de 200 dólares por tonelada para 400. No ano passado, o preço do milho cresceu 50%, o arroz subiu 20% para o seu preço mais alto desde sempre, e a soja custa mais 20%. O preço de produtos de consumo diário também está a crescer, em 10% em muitos países europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias e coincidentes razões para esta escalada de preços.&lt;br /&gt;Em primeiro, o bio-diesel. Um terço da colheita do milho do ano passado nos EUA, que é o maior exportador mundial de alimentos, foi para a produção de bio-diesel em vez de ir para a alimentação. Segundo o Banco Mundial, um tanque cheio de etanol de um veículo militar SUV usa o equivalente de milho que produziria pão e outra comida durante um ano para uma pessoa. Isto sublinha que o capitalismo vide da produção para o lucro e não para as necessidades humanas.&lt;br /&gt;Segundo, a crise climática. Inundações catastróficas atingiram 57 países em 2007. A seca e fogos reduziram as áreas cerealíferas em alguns países, como a Austrália e partes do Brasil. Prevê-se que a seca e o aumento dos desertos reduzirá em metade os campos de cultivo nos próximos 12 anos, com o pior impacto na Africa. As promessas vazias feitas pelos governos, que na verdade estão no bolso do grande capital, não irão resolver esta gigantesca crise.&lt;br /&gt;Terceiro, o preço do petróleo disparou, crescente aumento do preço do petróleo está a fectar o preço da produção alimentar, dos transportes e dos fertilizantes.&lt;br /&gt;O quarto factor é a crescente procura, particularmente na China e na Índia. Durante uma série de anos o preço baixo das mercadoras da China fez baixar os preços mundiais e manteve a inflação em baixa (algo que erradamente alguns atribuíram à acção dos bancos centrais). Agora, a a forte procura de China está a fazer aumentar os preços mundiais, incluído a alimentação. O consumo de carne na China, segundo o The Economist, aumentou de 20 kg per capita por ano em 1985 para 50 kg em 2007.&lt;br /&gt;Os governos não têm resposta&lt;br /&gt;O descontentamento causado pelo aumento da alimentação provocou tumultos e protestos, e a exigência do aumento salarial e da demissão de governos. Na Rússia, o aumento de produtos alimentares esteve proibido durante o período eleitoral, de Novembro a Janeiro, para ajudar a campanha eleitoral de Putin. Na Venezuela, as companhias do sector privado alimentar causaram deliberadamente a escassez de alimentos no período que antecedeu o referendo presidencial em Dezembro e esse foi um dos factores que levou a que Chavéz não alcança-se a maioria.&lt;br /&gt;Os governos são impotentes para imporem restrições aos preços enquanto as multinacionais continuarem a controlar a produção, o comércio e os preços. No Zimbabué, a tentativa do presidente Mugabe de para a inflação de 3 dígitos por decreto, falhou redondamente – o resultado foram prateleiras vazias nas lojas. Mesmo o governo chinês foi forçado a aumentar o preço dos combustíveis como resultado de uma campanha de sabotagem promovida pelas empresas estatais de combustíveis.&lt;br /&gt;Em muitos países, os governos têm vindo a usar as suas reservas alimentares que estão agora ao seu nível mais baixo dos últimos 35 anos. Essas medidas só terão impacto a curto prazo, refreando os aumentos de preços por um período de tempo limitado enquanto que a o esvaziamento das reservas significará que os governos enfrentarão mais problemas tentando enfrentar futuras crises.&lt;br /&gt;O neoliberalismo deu ainda maior poderes às grandes multinacionais. Em muitas artes do mundo as empresas de produção alimentar foram encerradas e os países pobres que costumavam exportar bens alimentares tornaram-se importantes importadores. Os investimentos da produção alimentar caiu. Tal como na industria farmacêutica, os pobres que não podem pagar são deixados sem esses bens durante toda a sua vida. A alimentação tornou-se outra mercadoria para os super ricos especular e fazerem enormes lucros, enquanto que milhões morrem de fome.&lt;br /&gt;O aumento dos produtos alimentares é um factor importante por detrás do aumento mundial da inflação.&lt;br /&gt;A inflação dos bens alimentares na zona euro foi de 4.3% em Novembro, e nos EUA foi de 4.8%. Com o crescente receio de um crash financeiro e uma forte queda no valor do dólar, os bancos centrais enfrentam agora um dilema. Os bancos e especuladores (‘investidores’) exigem taxas de juros mais baixas para reduzir o custo dos seus empréstimos. Contudo, isso aumenta ainda mais o risco de inflação. O que quer que os bancos centrais decidam fazer, iremos assistir a crises nos próximos tempos durante as quais os governos por todo o mundo irão por o custo sobre os ombros da classe operárias e restantes trabalhadores e dos pobres. Tal como no aquecimento global, é o próprio sistema capitalista que é responsável pelo aumento do preço dos alimentos e da sua escassez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A resposta dos trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O controlo do preço e o fornecimento de bens alimentares requer um planeamento democrático. Isso apenas pode ter lugar se as multinacionais do sector alimentar foram propriedade pública. Então, os recursos poderão ser distribuídos de forma a que cada um possa ter acesso a uma alimentação nutriente e saudável a preço acessível e o ambiente não seja destruído pelos métodos de produção e distribuição das multinacionais agro-alimentares ávidas de lucros. Os trabalhadores em todos os países enfrentam assuntos e desafios similares – necessitamos de uma luta global contra o capitalismo, por uma genuína democracia socialista. Têm de ser criados novos partidos de trabalhadores e organizações democráticas das massas trabalhadoras para formar um movimento de base mundial pelo planeamento democrático e socialista. As lutas de hoje contra o aumento dos preços da alimentação – greves, marchas de fome, e revoltas politica – faz parte da luta para construção do movimento&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-2489067038260183035?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/2489067038260183035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=2489067038260183035&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/2489067038260183035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/2489067038260183035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/03/p-orque-que-o-preo-dos-bens-alimentares.html' title='A Crise que aí vêm... (II) Porque sobem os preços alimentares?'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-3606818350056208520</id><published>2008-03-31T13:30:00.003Z</published><updated>2008-03-31T13:43:34.442Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A Crise que aí vêm... (I) $4.5 triliões de dólares</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Economia Mundial - $4.5 triliões de dólares evaporados dos mercados bolsistas num mês.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A implosão da bolha de créditos secundários de hipotecas torna-se global.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laurence Coates &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do Rättvisepartiet Socialisterna, (Partido da Justiça Socialista) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores na Suécia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto é séria a turbulência nos mercados bolsistas e financeiros ? Poderão as intervenções do bancos centrais, como a da Reserva Federal do EUA ao baixar a taxa de juro, na passada Sexta-Feira (17 de Agosto), restaurarem a calma? Comentado essa intervenção da Reserva Federal, o Telegraph, (Londres, 19 de Agosto) advertia que o mundo continua a defrontar-se com “ a mais séria crise financeira desde o colapso global dos preços das acções em 1987”.&lt;br /&gt;Por detrás do tumulto nos mercados bolsistas está o que o Washington Post chamou de "uma crise total de crédito e liquidez" provocado pela implosão da bolha de hipotecas nos EUA e em particular no sector de alto risco do mercado secundário de hipotecas. O enorme crescimento do mercado secundário de hipotecas – empréstimos a compradores de habitação com maus historiais de crédito ou com níveis de dívidas excessivos – resume tanto a loucura como o parasitarismo sem restrições do capitalismo moderno.&lt;br /&gt;Nós, socialistas, somos partidários de um sector de habitação de propriedade pública, e sob controle público para garantir habitação decente e com rendas baixas , em vez do actual mercado imobiliário, impiedoso, que toma as suas vítimas entre as familiares dos trabalhadores com poucas opções senão o endividamento por toda a vida.&lt;br /&gt;Enquanto a bolha dos empréstimos à habitação crescia nos últimos seis anos, o mercado secundário de hipotecas crescia como um gigantesco esquema piramidal totalizando mais de 1.300 biliões de dólares ou cerca de um oitavo dos empréstimos total para habitação nos EUA.&lt;br /&gt;A explosão da bolha imobiliária no ano passado levou os bancos e os fundos de investimento de risco , que fizeram enormes lucros da loucura dos sub-prime,  a terem enormes perdas. Os fundos de investimento de risco, são companhias de investimento com muito secretismo que exercem uma influência decisiva sobre o mercado financeiro global, representando um terço de todas as transações de valores de Wall Street.&lt;br /&gt;Devido a uma engenharia financeira sem precedentes, as dívidas do mercado secundário de hipotecas e de outras formas de “lixo” financeiro (finantial junk), foram “embrulhadas” e vendidas como “activos” a bancos e fundos de investimento de todo o mundo, operando na ilusão de , como os empréstimos estavam baseados nos EUA eram uma aposta segura. O resultado é o equivalente financeiro da doença das vaca loucas  - com as carcaças contaminadas do sub-prime a espalharem-se pela cadeia alimentar global. Ninguém sabe onde ou quando ocorrerá a próxima infecção.&lt;br /&gt;Uma onda de colapsos de fundos de risco – aproximadamente um por dia – abalou o sistema financeiro global, começando com o colapso dos fundos Bear Sterns de New York, em meados de Junho. A este seguiu-se erupções na Austrália, Gra Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Japão, Holanda e Suíça.&lt;br /&gt;"É como grãos de milho num caçarola a aquecer", disse o director de um fundo de riscos de New York. "Primeiro saltam um grão ou dois, mas depois é uma cacofonia."&lt;br /&gt;Cada novo colapso ou assinalamento de um fundo provoca um novo ataque de pânico nos mercados bolsistas, onde os próprios fundos de risco somam uma grande participação nas operações diárias. Se, há uma década atrás, os fundos de risco eram amplamente periféricos, hoje em dia estão no centro do sistema financeiro global, quase todos os bancos importantes estabeleceram os seus próprios fundos de risco para ganharem uma fatias dos lucros gerados. Todo o impacto desta situação ficou patente a 8 de Agosto com as frenéticas ondas que atingiram o BNP Paribas, o maior e mais conhecido banco comercial francês, quotado na bolsa, como resultado dos biliões de euros perdidos  no mercado secundário de hipotecas em 3 dos seus fundos de risco. Na Alemanha, em finais de Julho, o Governo de Merkel viu-se obrigado a organizar um resgate de $4.8 biliões de dólares para o IKB Deutsche Industriebank, um banco de tamanho médio. Apenas dez dias antes da operação de resgate, o IKB tinha anunciado que praticamente não seria afectado pela sua exposição nos mercados secundários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Colapso do crédito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um colapso do crédito ou crise de liquidez significa que os bancos e outros emprestadores de dívidas de "alto-risco", negam-se a fazer novos empréstimos. Nas últimas semanas os principais bancos têm estado a recusar emprestar inclusive uns aos outros, através do chamado mercado inter-bancário que lubrifica as rodas do sector financeiro. Isso explica a injecção massiva de liquidez pelos bancos centrais, liderados pelo Banco Central Europeu na Europa, que bombeou 204 biliões de euros adicionais na última quinzena. A Reserva Federal, dos EUA, e os bancos centrais no Japão, na Austrália e noutros mercados regionais, seguiram a medida com injecções de crédito mais pequenas mas ainda assim consideráveis. Até agora, contudo, estas medidas fracassaram excepcionalmente em restaurar a estabilidade nos mercados financeiros.&lt;br /&gt;"As pessoas estão a perder a fé no crédito, e por isso a economia está a contrair-se," sublinhou o patrão de fundos de risco, Barton Biggs.&lt;br /&gt;As quedas acumuladas dos maiores mercados de valores desde a erupção da crise em Julho são mais de 10%, a definição oficial de uma "correcção". Esta fez evaporar a assombrosa soma de 4.5 triliões de dólares dos mercados globais de valores em quatro semanas. Apenas na semana passada (13-17 de Agosto), a queda do índice Dow Jones foi de quase dez por cento, ao passo que  o índice de acções Topix de Tóquio caiu 9.4 por cento. O índice FTSE de Londres veio-se abaixo em 12.5% e o DAX alemão 9.9% num mês. Alguns mercados "emergentes" mais pequenos sofreram quedas maiores– 21% na Indonésia e 17% no Brasil. O mercado bolsista na China, que ainda continuam encerrado ao mundo exterior, continua coma a sua própria lógica de bolha e, empurrado pela sua própria lógica de bolha, segue conra a corrente, aumentando 25 % no mesmo período.&lt;br /&gt;Alguns analistas em Wall Street estão a fazer paralelos com a “Segunda Feira Negra” de 1897, a pesar de então a liquidação foi muito mais abrupta – o Dow Jones caiu 22% numa sessão de negócios.&lt;br /&gt;Ainda assim, a turbulência do mercado fez estremecer a confiança irracional da classe capitalista e a sua crença que o mundo estava a chegar a um novo "super ciclo" de expansão global prolongada.&lt;br /&gt;"Dizem que uma lâmpada torna-se mais brilhante mesmo antes de queimar-se", notou o Mercurio de San José (19 de Agosto). "O índice Dow Jones encerrou com 14.000 em 19 de Julho, o mais alto recorde de todos os tempos, mas por detrás desta marcha triunfante, as fundações estavam roídas."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bernanke o salvador?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira 17 de Agosto o FED (Reserva Federal, o Banco Central dos EUA) diminuiu a sua taxa de desconto, isto é, o custo que pagam os bancos a outras instituições financeiras. Ainda que os mercados financeiros se tenham alinhado imediatamente, recuperando algumas das suas percas dos dias anteriores, iniciou-se um furioso debate sobre o porquê do FED estava a lançar bóias aos bancos e fundos de risco– os arquitectos da crise dos mercados secundários de hipotecas -  ai mesmo tempo que a taxa de juro sobre milhões de proprietários de habitações hipotecadas permaneciam inalteráveis.&lt;br /&gt;A acção do FED sublinha a profundidade da crise actual. Somente dois dias antes um funcionário do FED tinha declarado que apenas uma "calamidade" faria com que o FED implementasse uma redução das taxas de emergência. Há um temor crescente que o fogo nos mercados secundários possa provocar bancários, e muita gente pergunta “Que é que sabe Bernanke que nós não sabemos?”&lt;br /&gt;Outro risco, igualmente sério, é que uma rápida caída nos preços de activos inflacionados (acções ou outros instrumentos financeiros, mas também propriedades) e os níveis crescentes de endividamento tenham impacto sobre os gastos dos consumidores e empurre a economia para a recessão.&lt;br /&gt;Isto foi assinalado detalladamente pelo Comité dos Mercados Abertos da Reserva Federal como justificação da redução de taxas na quinta-feira : "As condições do mercado financeiro deterioraram-se, e as condições de restrição ao crédito e uma maior incerteza têm o potencial para travar o crescimento económico."&lt;br /&gt;É possível que a FED tenha actuado porque uma das mais importantes empresas financeiras dos EUA estivera perto do colapso. Uma suspeita recai sobre a Countrywide Financial, a maior emprestadoras de créditos para habitação norte americana, que detêm um em cada seis empréstimos para habitação. Sublinhando o facto de que o contágio dos mercados hipotecários está a estender-se, Countrywide têm relativamente pouca exposição aos créditos secundários de hipotecas e até há poucas semanas atrás estava considerada um dos "jogadores mais sólidos" no sector hipotecário de EEUU. As acções da companhia desfizeram-se em 25 por cento a semana passada.&lt;br /&gt;Assim sendo, a acção da FED, terá conseguido deter a caída em vertical dos mercados globais? Sobre este ponto há não pouco pessimismo entre os actores financeiros.&lt;br /&gt;"A minha recomendação é não entrar em pânico. Mas vai haver umas poucas semanas difíceis nos mercados," declarou um importante director de Fundos da City de Londres ao The Independent, no Domingo (19 Agosto).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fiasco das hipotécas secundárias &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O crescimento do sector de hipotecas secundarias foi o ingrediente chave na bolha do crédito de habitação – crescimento anormal de um sector económico - provocada pelas políticas da FED como sequela da quebra das empresas de novas tecnologias dot.com com em 2000-01, onde as taxas de juro foram reduzidas às mais baixas dos últimos 40 anos. Um fluxo de crédito barato provocou políticas de empréstimo loucas por parte das companhias financeiras dos EUA, em busca de mercados de lucro rentáveis. De alguma forma isto tinha semelhança da forma como os bancos ocidentais pressionam os países pobres nos anos 70 para que aceitassem enormes empréstimos em condições fáceis, que logo fracassaram massivamente na forma da "Crise da Dívida do Terceiro Mundo ". Ao mesmo tempo que crescia a bolha imobiliária, as companhias financeiras desenvolveram esquemas loucos para convencer e pressionar a secções cada vez mais amplas da população dos EUA para contrair mais dívidas. Uma dessas estratégias foi a dos "empréstimos Ninja" para pessoas que contraiam empréstimos “sem rendimentos, sem emprego e sem bens” ( do inglês “No INcome, no Job or Actives”!&lt;br /&gt;Quando explodiu a borbulha do imobiliário, nos finais de 2006, os preços das casas começaram a cair e a morosidade dos empréstimos disparou a níveis recorde. O ano passado, mais de um milhão de norte americanos perdeu a sua habitação por execução de hipoteca. Pelo menos 70 companhias hipotecárias entraram na bancarrota ou colocaram-se à venda, o que provocou um efeito dominó que ainda está a decorrer no mercado financeiro.&lt;br /&gt;Ainda que o sector de hipotecas secundárias seja significativo em si mesmo, há crescentes provas que a crise está-se a estender às hipotecas norte-americanas "de primeira". Nas últimas semanas houve pedidos de socorro de varias companhias que transaccionam com empréstimos "jumbo", assim chamados porque superam o nível de $417.000 dólares que companhias patrocinadas pelo  governo como Freddie Mac comprariam.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Feito na América"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na era da globalização capitalista com uma interligação sem precedentes dos mercados financeiros, a crise actual não pode circunscrever-se aos EUA. A prática de "securitização "2 especialmente, mediante a qual pequenas participações de hipotecas secundarias e de outras dívidas de alto risco foram re-embaladas e vendidas a bancos e companhias de seguros em todo o mundo sob a forma de produtos financeiros complexos tais como obrigações de dívida colatariazadas (CDOs), agravou enormemente a situação. Até há poucas semanas esta mezinha financeira entusiasmava os economistas capitalistas que defendiam que ela dispersaria – e por tanto diminuiria – o risco financeiro.&lt;br /&gt;A verdade é que, em vez de diminuir o risco, a dispersão global teve o efeito oposto como se verifica agora. Os fundos de risco transformaram-se nos transportadores do vírus das hipotecas secundárias a cada recanto do sistema financeiro global.&lt;br /&gt;Como explicou The International Herald Tribune (6 de Agosto), "Este ciclo curativo vai levar muito mais tempo porque não está concentrado no sistema bancário como foi nos anos 90".&lt;br /&gt;A falta de transparência e regulação no que concerne aos fundos de risco e mercados derivados significa que as autoridades, mas também as administrações dos Bancos e de fundos, agora estão a trabalhar às cegas, sem capacidade de calibrar, em toda a sua extensão, o "contágio" financeiro da combustão das hipotecas secundarias. Por sua vez, isto fez aumentar a aversão a todo o risco dentro do sistema bancário – inclusive face a produtos financeiros não ligados a empréstimos de hipotecas secundárias.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ponto de viragem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida que estes acontecimentos marcam um importante ponto de viragem para a economia capitalista global, assinalando o fim da era do crédito barato – pelo menos nos EUA e na maioria dos países da Europa Ocidental - que alimentou o crescimento económico global desde 2001.  Juntando as reservas de intercambio internacional de moeda e a base monetária dos EUA, o volume global de dólares aumentou a uma taxa média sem precedentes de cerca de 18% nos últimos 4 anos, de acordo com o The Economist (8 de Fevereiro de 2007).&lt;br /&gt;Como advertiram repetidamente os marxistas e alguns dos comentadores capitalistas mais conscientes, esta maré de liquidez criou desequilíbrios insustentáveis na economia global – a enorme disparidade do valor das moedas, balanças comerciais e níveis de investimento, especialmente entre as economias capitalistas mais antigas de Ocidente e as potências económicas emergentes da Ásia. Também entre cada economia nacional há disparidades extremas uma vez que a participação dos salários no produto na maioria dos países caiu significativamente como consequência das políticas neoliberais – subcontratação, precarização e desregulação. Isso produziu lucros sem precedentes mas também uma dependência maior que nunca do endividamento para evitar um colapso do consumo.&lt;br /&gt;Dez anos depois da crise asiática que mostrou aos lideres hipócritas norte americanos e ocidentais dando lições aos governantes e às massas asiáticas de como o seu tipo de capitalismo era gastador, não rentável e opaco, os bancos ocidentais e o governos ocidentais, com pouco dinheiro, podem ser forçados a uma dependência ainda maior dos “bolsos profundos” do sector bancário asiático, na sua maioria controlado pelo estado, para manterem-se acima da linha de água. Isso provocará agudos conflitos quando fundos avaliados por governos entrem nas economias ocidentais não somente como credores mas, cada vez mais, como compradores em busca de ganhos entre os escombros do mercado de valores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a velocidade e a profundidade da crise continue a ser uma pergunta em aberto, o estreitamento da liquidez global que está em curso terá importantes consequências em todo o espectro económico desde os preços (ainda inflacionados) dos activos, ao consumo e ao investimento. Uma contracção do consumo nos EUA reverberá à volta do mundo, reduzindo a procura de exportações chinesas e de outros exportadores asiáticos e provocará um aumento do proteccionismo comercial.&lt;br /&gt;Os analistas globais, como o FMI, de momento, continuam aferrados às suas previsões optimistas de um robusto crescimento económico global de 5.4 % para 2008. Em particular, esperam que continue o crescimento acelerado na China, Índia e outros estados asiáticos. Mas em dado ponto a explosão das bolhas da habitação e dos activos e o estreitamento do crédito, terão impacto inclusive nessas regiões da economia global que na actualidade tem taxas de crescimento mais rápidas. Como assinalou o porta-voz do Primeiro Ministro de Singapura, "o principal risco negativo é a probabilidade dos problemas actuais no mercado de crédito norte americano se expandam a outros mercados financeiros."&lt;br /&gt;Inclusive se os bancos centrais estão a começar a reduzir as taxas de juro novamente, não há garantia que as condições de crédito melhorem se o sistema financeiro está sobrecarregado com – ainda não declarados - créditos mal parados. Depois do estoiro da sua bolha de propriedades e activos em 1990, o capitalismo japonês experimentou mais de uma década de estagnação económica, apesar do Banco do Japão (BoJ) ter rebaixado as taxas de juro a 0%.&lt;br /&gt;Como predisse um analista: "Tudo o que o governo pode fazer é adiar o dia do juízo final imobiliário, não o podem deter. O mercado imobiliário norte- caminha para uma séria quebra, tal como os restantes mercados  imobiliários por todo o mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Créditos sub-prime&lt;br /&gt;[2] Consolidação (como empréstimos hipotecários) e venda a outros investidores para revenda ao público sob a forma de bónus ou valores.&lt;br /&gt;[3] Empréstimos marginais são empréstimos para adquirir acções ou valores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-3606818350056208520?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/3606818350056208520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=3606818350056208520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/3606818350056208520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/3606818350056208520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/03/crise-que-vm-i-45-trilies-de-dlares.html' title='A Crise que aí vêm... (I) $4.5 triliões de dólares'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-771168064905980911</id><published>2008-03-31T13:25:00.000Z</published><updated>2008-03-31T13:56:31.165Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A Crise que aí vêm...</title><content type='html'>Sob esta designação publicamos um conjunto de textos produzidos por militantes do Comité por Uma Internacional dos Trabalhadores que analisam a crescente crise económica mundial e procuram quer antever as prováveis consequências da crise que se está a instalar, bom como as tarefas que se colocam aos marxistas, aos socialistas revolucionários e aos trabalhadores em geral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância de um pensamento claro sobre estas amtérias que a burguesia e os reformistas nos querem  fazer crer impenetráveis para poderem continuar a alienar os trabalhadores e activistas é patente no pequeno artigo que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alternativa Socialista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;No seu estudo clássico &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“O Imperialismo, Estádio Supremo do Capitalismo”&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lenine &lt;/span&gt;escreveu que:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Traduzindo na linguagem humana comum, isto significa que o desenvolvimento do capitalismo chegou a uma etapa quando, embora que a produção de mercadorias ainda “reine” e continue a ser considerada como a base da vida económica, na realidade foi minada e a maior parte dos lucros vá para os “génios” da manipulação financeira."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Operando fora de controlos governamentais inclusive mínimos, 3/4 dos fundos de investimento de risco têm sede nas Ilhas Caiman, um paraíso fiscal.&lt;br /&gt;Os políticos capitalistas têm una total responsabilidade por esta situação – um grupo de trabalho da administração Bush decidiu recentemente, em Fevereiro de este ano, que os Fundos de Risco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(edges funds) "não necessitavam de regulação"&lt;/span&gt; informou o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Washington Post &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;4 de Julho de 2007).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desde o colapso dos Fundos de Investimento de Risco da empresa Administração de Capital a Largo Plazo, em 1988,  colocando uma ameaça gigantesca ao sistema financeiro,  o volume de dinheiro administrado por fundos de Risco nos EUA aumentou de cerca de $300 milhões de dólares para bem acima dos $1 triliões de dólares. Globalmente, supõem-se que gerem quase $2 triliões, ainda que ninguém está completamente certo disso. O papel dos Fundos de Investimento de Risco serve muito para explicar a volatilidade da bolsa de valores nas últimas semanas.&lt;br /&gt;Durante o auge do crédito, os bancos e as firmas de intermediação emprestaram grandes somas de dinheiro a Fundos de Investimento de Risco e outros especuladores o que conduziu à baixa das taxas primárias sobre activos de risco, como os que têm como base a dívida hipotecária secundária.&lt;br /&gt;Agora que o mercado colapsou, os bancos e correctores querem que os fundos de risco consigam mais garantias para assegurar empréstimos marginais ou que vedam activos. Os investidores ricos por detrás da maioria dos fundos de investimento de risco procura aos gritos retirar os seus investimentos.&lt;br /&gt;Isso explica porque é que, antes do “voo para a qualidade” que ocorre normalmente quando os investidores detêm activos perigosos, as acções de muitas das principais e presumivelmente mais sólidas empresas foram manchadas pelo pânico boçal das últimas semanas.&lt;br /&gt;As acções em companhias como General Electric, Wal-Mart, Samsung e gigantes mineiras como BHP Billiton e Rio Tinto sofreram uma forte queda. Isso deve-se, parcialmente, a que os Fundos de Investimento de Risco foram obrigados a vender a maior parte dos seus nomes mais líquidos para cobrirem as percas do mercado secundário de hipotecas e de ouros activos de alto risco. Quedas continuas no preço das acções podem causar grandes problemas, para conseguir novos empréstimos, mesmo a companhias com balanços saudáveis, desdobrando a crise, portanto, aos investimentos e outras áreas da economia do “mundo Real”. &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-771168064905980911?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/771168064905980911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=771168064905980911&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/771168064905980911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/771168064905980911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2008/03/crise-que-vm_31.html' title='A Crise que aí vêm...'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-8018417316714959978</id><published>2007-09-05T15:22:00.000Z</published><updated>2007-09-05T15:28:01.444Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria Socialista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trotsky'/><title type='text'>A tarefa mais importante de Trotsky</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-style: italic;"&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Patricio Guzmán, Socialismo Revolucionario, CIT Chile&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;" lang="ES"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Até ao fim da sua existência Trotsky pensava que a última década tinha sido a mais importante da sua vida militante . Não se pode entender plenamente, que queria dizer León Trotsky quando se referia a que os últimos dez anos, eram os mais importantes de sua vida, sem mencionar a Quarta Internacional. Frente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à bancarrota da Internacional Comunista, Trotsky impulsionou a formação de uma nova Internacional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Sob a condução corrompida do estalinismo, a III Internacional apenas tinha servido para sumar derrota atrás de derrota para a classe operária (derrota da primera revolução na China, subida ao poder do nazismo na Alemanha, consolidação de um estado totalitario na própia URSS), e tinha semeado a confusão generalizada ao retomar uma política de colaboração de classes própria da social-democracia e do menchevismo (formação das Frentes Populares e logo depois o Pacto com Hitler). O ascenso do nazismo ao poder, sem resistência por parte do PC Alemão com milhões de militantes e simpatizantes, e sem que os seus dirigentes tivessem reconhecido os erros da sua linha política do chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Terceiro Período"&lt;/span&gt;, foi a demonstração de que a III Internacional, da mesma forma que a II desde a Primera Guerra Mundial, já não se podia endireitar. Desde então, a luta de Trotsky ando em torno da definição das bases para construir a IV Internacional e dotá-la de bases programáticas sólidas. O método de transição que para ele sintetizava o contributo do bolchevismo, a superação da dicotomia entre o programa mínimo e o programa máximo da social-democracia na sua melhor época. Nas palavras do próprio dirigente revolucionário, no &lt;i&gt;“Programa de Transição”&lt;/i&gt;: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É necessário ajudar as massas, no processo da luta quotidiana, a encontrar a ponte entre as suas reivindicações actuais e o programa socialista da revolução. Esta ponte deve conter um sistema de reivindicações transitórias, que partam das condições actuais e da actual consciência das amplas camadas da classe operária e conduzam invariavelmente a um só resultado final: a conquista do poder pelo proletariado.&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Quando milhares de quadros do bolchevismo, tinham sido assassinados fisicamente na URSS e no resto do mundo, pelos estalinistas e os fascistas, León Trotsky considerou que era vital assegurar o fio da continuidade entre a geração de Outubro e os novos militantes revolucionários, ao ponto que pensava que essa era a tarefa mais importante que tinha tido na sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;A Quarta Internacional nasceu, em 1938, em condições muito difíceis, durante uma maré contra revolucionária, quando a Segunda Guerra Mundial já se anunciava no horizonte, e agrupando apenas punhados de militantes que tinham resistido ao estalinismo. Alguns consideram que a proclamação da IV Internacional foi um erro. Mas, como afirma Peter Taaffe: &lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;"Isto somente se poderia considerar um erro se não se tiver em consideração o que representava para Trotsky, incluindo o seu momento histórico. Trotsky esperava que de II Guerra Mundial surgiria uma onda revolucionária– o que efectivamente teve lugar na Europa durante o período de 1943 a 1947 – que levaria a divisões nas velas internacionais, criando as bases, desse modo, para a criação de partidos e uma Quarta Internacional de massas. Isto não sucedeu completamente assim, porque a social-democracia e o estalinismo salvaram o capitalismo, entrando em governos de coligação na Europa Ocidental, particularmente na França e na Itália, tal como através do governo trabalhista na Grãn Bretanha em 1945-51. Estas foram as pré-condições políticas para o ‘ boom’&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;económico do pós guerra que introduziu uma certa estabilidade no mundo capitalista"&lt;/i&gt;. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Trotsky não tinha previsto que ambos, o Estalinismo e a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Social-Democracia, saíriam fortalecidos da Segunda Guerra Mundial. Especialmente o Estalinismo pelo seu papel na derrota do Fascismo e na vitória na II Guerra Mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Certamente, os ritmos não se realizaram como o revolucionário russo esperava, mas as suas análises e prognósticos mais importantes se viram confirmadas paela realidade, sob o poder burocrático no interior da URSS as contradições sem solução, económicas e políticas, eventualmente provocaram a sua impulsão em 1991. A burocracia, confrontada com esta impulsão escolheu abandonar a economia planificada e foi instrumental no restabelecimento do capitalismo, uma possibilidade que Trotsky colocou no seu trabalho monumental "&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A Revolução Traída "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;O capitalismo global só assegura calamidades ao mundo, a única saida é o socialismo, a economia planificada, a colectiva, sob a gestão democrática dos trabalhadores. E para levar a cabo a gigantesca transformação necessita-se de uma ferramenta apropriada; o partido mundial da revolução socialista, a Internacional dos Trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Georgia; font-weight: bold;"&gt;O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores, com organizações nos cinco continentes, representa uma continuidade desta luta pela Internacional Revolucionária que,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no seu tempo, empreenderam León Trotsky e um punhado de quadros que se agruparam sob as bandeiras do marxismo revolucionário.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-8018417316714959978?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/8018417316714959978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=8018417316714959978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8018417316714959978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8018417316714959978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/09/tarefa-mais-importante-de-trotsky.html' title='A tarefa mais importante de Trotsky'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-6903989532906328747</id><published>2007-09-05T15:08:00.000Z</published><updated>2007-09-05T15:22:33.828Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chile'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><title type='text'>Novas Perspectivas para o Chile</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 9.5pt; font-family: Georgia;"&gt;Traduzimos o artigo do nosso camarada &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Patricio Guzmán&lt;/span&gt;, da organização chilena &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Socialismo Revolucionario, agrupamento de militantes do CIT no Chile,&lt;/span&gt; publicado no passado dia 30 de Agosto na newsletter CIT-America Latina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 9.5pt; font-family: Georgia;"&gt;Este texto poderá ser um lembrete para muitos dos militantes que, face à ofensiva brutal do governo Socrates e do patronato, e confrontados pela falta de perspectivas das principais organizações de esquerda, descrêem da capacidade dos trabalhadores e juventude para se auto-organizar e recomeçar de novo... &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size: 9.5pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A irrupção da classe trabalhadora organizada mudou em poucos meses o panorama e as perspectivas políticas no Chile &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Patricio Guzmán, Socialismo Revolucionario, Chile,30 de Agosto de 2007&lt;br /&gt;Cada vez mais gente está cansada. A pesar dos empresários e políticos ao serviço dos capitalistas, tanto da direita como da Concertación, no governo,  se congratulam com a economia chilena, para a massa das famílias trabalhadoras a vida não melhora. Há uma crescente frustração, face ao contraste com as constantes promessas e a realidade do trabalho precário, sobre-endividamento, baixos salários e , agora também, inflação&lt;br /&gt;No Chile, o movimento operário e popular voltou ao  protagonismo. Contudo, falta a muito para andar, mas os capitalistas já não podem continuar a apregoar as supostas bondades do "modelo chileno", sem que a resistência dos explorados e excluídos lhes negue a evidência Fala-se muito em “crescimento”, mas não se fala muito da destruição do meio ambiente, da concentração progressiva da riqueza (20% da população controla 60% do PIB chileno), da péssima qualidade da educação, da saúde e da habitação, das taxas de endividamento da população muito para além que qualquer racionalidade ( As empresas financeiras chegam a distribuir massivamente cartões de crédito a jovens estudantes que não trabalham.&lt;br /&gt;Tão pouco se fala do trabalho precário, que chega a 70% da força laboral do país .Para impedir a sindicalização e a negociação colectiva as empresas recorrem ao subterfúgio da “externalização ou outsourcing", subcontratam outras empresas ou criam centenas de entidades  sociais fantasmas - empresas no papel - para que os trabalhadores estejam pulverizados e o companheiro de trabalho seja, tecnicamente, de outra empresa. Estes são trabalhadores chamados "subcontratistas" que de acordo com a legislação laboral vigente é –lhes proibida a negociação inter-empresa se o patrão não estiver de acordo, estando na prática proibidos de negocial. Ora qo que acontece é que os subcontratistas ganham muito menos e carecem dos subsídios dos seus companheiros contratados directamente pela empresa matriz.&lt;br /&gt;Este ano, finalmente, esta situação de injustiça explodiu. Mais de 5.000 operários industriais subcontratistas que trabalham para uma gigantesca empresa de exploração florestal - Bosques Arauco,  filial del Holding industrial – entraram em greve e conseguiram forçar a negociação colectiva. Pagaram um alto custo, foram fortemente reprimidos pela policía uniformizada e Rodrigo Cisternas, um trabalhador e pai, de 26 anos de idades, morreu, abaito por mais de 100 tiros dos carabineros (força policial).&lt;br /&gt;Mas o exemplo foi seguido pelos trabalhadores subcontratistas da mineira CODELCO, qu depois de uma dura greve também conseguiram a negociação colectiva. Hoje são muitos os sectores movilizados, num processo de sindicalização durante a luta. &lt;br /&gt;Outros sectores também se colocaram em marcha, como o da construção, com altos níveis de subcontratação. E também o s trabalhadores dos sectores agro-exportadores e agro-industriais , tradicionalmente dos sectores mais desprotegidos do país, mas também o sector da banca. &lt;br /&gt;Aos problemas das relações laborais, há que acrescentar as dezenas de milhares de trabalhadores com dívidas de habitação, os quais têm saído às ruas e realizado centenas de manifestações para evitar que lhes sejam tiradas as suas habitações sociais. Os pescadores artesanais, aos quais a sobre-exploração das frotas industriais de arrasto deixam-nos sem meios de ganhar o sustento, tiveram de manifestar-se e enfrentar a repressão policial para conseguir ajuda de emergência. Os povos originários, continuam a ser os mais pobres e desprotegidos da população do país. Aos mapuche que procuram recuperar as suas terras, que lhes foram arrebatadas ardilosamente, são fortemente reprimidos e são-lhes aplicadas as disposições da lei anti-terrorista, recebendo condenações até dez anos por terem queimado um caniçal, e permanecem encarcerados com acusações falsas. Neste momento duas mulheres Mapuche estão em greve de fome no cácere, tentando chamar a atenção para o seu caso. &lt;br /&gt;Além disso, os trabalhadores e jovens  - cerca de 6 millones – que na cidade de Santiago se mobilizam em defesa dos transportes públicos, continuam a sofrer as consequências de uma gigantesca restruturação dos transportes da cidade, o Transantiago, que mesmo o governo admite que tenha sido um fracasso. Os tempos de transbordo e espera multiplicaram-se e há pontos onde já não chegam transportes como dantes. Entretanto a banca e as empresas envolvidas no negócio aumentaram os lucros a níveis record – superiores à média dos bancos – no primeiro trimestre de 2007.&lt;br /&gt;Com este panorama, não surpreende que a Central Unitaria de Trabajadores (CUT), cujos principais dirigentes são membros da direcção dos Partidos da la Concertación no gobernó (PS e Democracia Cristã), ou do PC (que agora negoceia um pacto eleitoral com a Concertación e incluve com  a direita pinochetista), se tenham visto pressionados a convocar uma jornada nacional de mobilização, no passado dia 29 de Agosto. Apesar das  palavras de ordem da Central terem sido genéricas ao estilo de "Contra el Neo liberalismo", "Por un estado social y solidario" ou "Por el fin a la exclusión" (esta última quer dizer que se aprove alguma modificação legal que permita ao PC entrar no parlamento),  o apelo foi recebido numerosas organizações sociais e sindicais, e inclusive pelos activistas da direcção da CUT, dando-lhes um sentido mais preciso: Contra o aumento do pão e dos produtos de primeira necessidade, por aumentos de salário, por melhores condições laborais, , por transporte digno... que os diferentes protagonistas se encargaram de precisar ainda mais nas suas empresas e bairros.&lt;br /&gt;Não é a primeira vez aque a CUT convoca uma mobilização. Em geral sempre Tem sido mais uma saudação à bandeira (para inglês ver) , sem verdadeira decisão. Neste sentido esta vez não foi  diferente, não houve apelo à paralisação, não houve instruções claras, “cada qual pode fazer o que lhe parece melhor” foi uma orientação pública de Martínez, o secretário geral da CUT. Não houve convocatória central para um acto único. &lt;br /&gt;Mas se que queriam que tudo se ficasse por uma mobilização para marcar calendário “o tiro saiu-lhes pela culatra”. A gente utilizou a convocatória para expressar a sua frustração. Milhares tentaram manifestar-se. Os presos na jornada foram 750. Houve centenas de confrontos com os Carabineros, que brilharam, como é habitual, pelo seu excesso. Inclusive foi gravada pela TV a agressão, por nenhuma razão, a centenas de pessoas que esperavam tranquilamente numa paragem de autocarros e a um Senador da Republica – o Navarro - um tenente de Carabineros partiu-lhe a cabeça a golpes quando falava pacificamente com um oficial que comandava a força.&lt;br /&gt;Desde que, no ano passado 600 mil estudantes secundaristas ocupara as escolas, o Chile mudou.. La entrada en acción de los trabajadores lo confirma. Uma nova geração que está livre dos traumas da derrota de 73 e da ditadura, entrou em movimento e está a reconstruir as organizações sindicais e sociais, , incorporando um forte sentimento de democracia de base e desconfiança dos partidos políticos tradicionais.&lt;br /&gt;A nova situação chegou para ficar. Abriram-se novas perspectivas para a construção de direcções sindicais honestas e independentes do poder, e para a construção de um partido dos trabalhadores , com um programa socialista, democrático e de luta.&lt;br /&gt;Os trabalhadores, os jovens e os pobres aprenderam uma lição fundamental, que parecia esquecida. Nesta sociedade as soluções colectivas são possíveis, as únicas possíveis para as massas dos trabalhadores, mas para conseguir coisas há que nos organizar e lutar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-6903989532906328747?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/6903989532906328747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=6903989532906328747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6903989532906328747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6903989532906328747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/09/novas-perspectivas-para-o-chile.html' title='Novas Perspectivas para o Chile'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-1139874612098503561</id><published>2007-09-05T14:50:00.000Z</published><updated>2007-09-05T15:06:58.256Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Povos Oprimidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chile'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><title type='text'>Liberdade imediata para todos os presos políticos mapuche</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Divulgamos, no espírito do Internacionalismo,  um artigo sobre uma luta quasi desconhecida em Portugal. Os mapuche são uma nação originária chilena que sofrem a opressão e a descriminização.&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parar a repressão contra a Nação Mapuche&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Nos últimos anos temos visto como a repressão tem aumentado contra as comunidades Mapuche. Uma parte importante do aparelho repressivo do Estado chileno está concentrada no território mapuche, em muitos casos para realizar fabricações que impliquem em delitos em alguma das nossas comunidades e ter a desculpa para as reprimir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O Estado chileno e os mapuche.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A actual presidenta do Chile Michelle Bachelet, como expressão máxima dos racistas &lt;i&gt;criollos acusou os melhores &lt;/i&gt;representantes e defensores do território e direitos da Nação Mapuche, de "delinquentes". A Nação mapuche no seu conjunto não aceita isso, porque os irmãos que hoje estão presos nos cárceres chilenos não são delinquentes, os delinquentes estão entre os que usurparam o nosso território e não entre os que hojo estão lutando por recuperá-lo, estão na elite deste país, entre os que hoje defende e representa a senhora Bachelet. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quem são os delinquentes?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Os únicos delinquentes que existem neste país são os que se apropriaram do território mapuche, os donos das empresas florestais, da madeira, das celuloses e todos os empresários que se apropriaram das nossas riquezas naturais, dos minérios, da pesca, os donos das empresas produtoras de electricidade e muitos mais, que inclue os representantes que estes empresários têm no Parlamento, no Poder Judicial e nos aparelhos repressivos del Estado chileno. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A luta social esta ressurgindo com força no Chile &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Felizmente que hoje está a ressurgir com força a luta social, a luta pelos direitos dos trabalhadores e não deixa de ser algo emblemático que um dos sectores que primeiro se mobilizou foram os trabalhadores das companhias florestais, luta na qual inclusive foi assassinado o operário florestal Rodrigo Cisternas, como já tinha sido assassinado Alex Lemun.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Que devemos fazer os que vivemos nas cidades? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A nossa tarefa principal hoje é organizarmo-nos, para lutar pelos nossos direitos como mapuche urbano, mas também temos como um dos nossos principais deveres apoiar a luta que está a ser travada pelos nossos irmãos nas comunidades do conjunto da Nação mapuche. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-1139874612098503561?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/1139874612098503561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=1139874612098503561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/1139874612098503561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/1139874612098503561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/09/liberdade-imediata-para-todos-os-presos.html' title='Liberdade imediata para todos os presos políticos mapuche'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-7594313655494039568</id><published>2007-08-28T15:32:00.000Z</published><updated>2007-08-28T15:40:29.829Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alemanha'/><title type='text'>Quando os operários se ergueram contra o Estalinismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;Há 51 anos que um milhão de trabalhadores da Alemanha de Leste se insurgiu contra a ditaduraestalinista  no seu país. ROGER SHRIVES revê a forma como os operários alemães tentaram a revolução política.&lt;br /&gt;Numa altura em que o Bloco de Esquerda convida o líder do antigo partido estalinista alemão e dirigente do chamado Partido de Esquerda para vir falar do "socialismo" vale a pena  relembrar esta pouco conhecida tentativa de oposição operária e socialista ao estalinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;      Tradução para português dum artigo no CWI online&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;Alemanha de Leste, 1953&lt;/em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;QUANDO OS OPERÁRIOS ERGUERAM-SE CONTRA O ESTALINISMO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A 15 de Junho de 1953, cerca de 60 operários da construção civil do estaleiro de construção do hospital de Friedrichshaim pararam o trabalho par5a elaborarem uma carta de protesto contra um aumento de 10% nas normas de trabalho impostas pelo governo estalinista da Alemanha de Leste.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não conseguissem alcançar essas normas os operários estavam ameaçados com cortes salariais de 1/3 do salário. Por isso começaram uma revolta que se tornou uma insurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo parar o trabalho era potencialmente perigoso. Mesmo desde o fim da Segunda Guerra Mundial que a Alemanha fora dividida em dois Estados antagonistas. Na área de Leste , as armas e tanques da Rússia estalinista estabeleceram um regime fantoche segundo o modelo da Rússia de 1945 3 de outros estados do Leste Europeu.-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alemanha de Leste tinha uma economia nacionalizada e um sistema de planeamento da produção, o essencial de uma economia socialista. Mas aqui a semelhança acabava. Uma economia genuinamente socialista requer uma democracia operária que controle e faça a gestão do planeamento da produção da mesma forma que um organismo humano saudável requer oxigénio para funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na Alemanha de Leste, como no resto do Bloco de Leste, uma pequena burocracia, afastada da classe operária, arbitrária nas suas decisões e ditatorial em todos os aspectos, executava o seu plano para manter os seus próprios privilégios.&lt;br /&gt;Esta contradição entre um forma socialista de propriedade e uma elite política burocrática iria, dentro de 40 anos, conduzir à estagnação e ao colapso do Estalinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revolução política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ÓDIO a esses burocratas levou os operários que construíam uma esquadra da polícia mesmo ao lado ao estaleiro do hospital Friedrichshaim, e aos operários do estaleiro de obras de Stalinallee a segurem-lhes o exemplo. Na manhã seguinte operários de Friedrichshaim e Stalinallee percorriam outros estaleiros da cidade apelando à greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente os manifestantes eram 10.000. Os seus lideres levavam uma faixa pintada á mão dizendo “Abaixo o aumento de 10% nas normas!”. Operários das fábricas, empregados de escritórios, mesmo funcionários dos escalões mais baixos da burocracia juntaram-se aos manifestantes gritando em coro: “Somos trabalhadore, não somos escravos! Fim à normas exorbitantes! Queremos eleições, não somos escravos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas gritavam o seu apoio aos manifestantes das janelas das casas e escritórios. Surgiu a palavra de ordem “Ao governo, à rua Leipsiger!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação estava a tomar uma forma política. O ditador da União Soviética, José Estaline, tinha morrido há apenas três meses. A sua morta foi o sinal para alguma da revolta latente contra as burocracias da Europa de Leste vir à superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mesmo mês, um pouco antes, as tropas tinham sido enviadas para dispersar uma manifestação em Pilsen, na Checoslováquia. Agora, menos de uma semana depois, uma revolta operária estava a desenvolver-se em Berlim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Secretário do Partido Comunista (SED) em Berlim, Heinz Brant, explicava: “ Os operários da construção civil lançaram uma fagulha para as massas. A fagulha irrompeu em chamas. Esse era o sonho de Lenine tornado em realidade, apenas que agora esta acção de massas eram directamente contra um regime totalitário em nome de Lenine”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, o regime era uma distorção de pesadelo das ideias de Lenine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os operários exigiram conversações com os dirigentes do governo, Pieck e Grotewohl. Um operário apelou à greve geral se o governo não aparecesse em meia hora. Não apareceu e os operários saíram em manifestação para alargar a greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carros de som do governo foram enviados para apelar aos trabalhadores que voltassem ao trabalho mas a multidão ocupou-os, usando-os para apelar à greve geral em Berlim para o dia seguinte..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 17 de Junho a greve tinha-se espalhado pela maioria das cidades industriais da Alemanha de Leste, envolvendo 300.000 operários. Realizaram-se plenários em fábricas de Berlim, levando a detalhadas discussões sobre os crimes do regime do SED.&lt;br /&gt;Foram eleitos comissões de trabalhadores e apelos a novas manifestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Merseburg, 10,000 operários, cantando canções revolucionárias, marcharam pela cidade onde se encontraram com outros milhares de trabalhadores. Ocuparam a esquadra da polícia, destruíram as sedes do SED e invadiram as prisões para libertar os prisioneiros. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Em Halle, 8.000 operários ferroviários tomaram de assalto a sede central do SED, as instalações da Câmara Municipal e as prisões. Em Leipzig ocuparam a sede da Juventude e destruíram todos os retratos menos os de Karl Marx. Em Brandenburg os chamados “juizes do povo” e “promotores de justiça” foram espancados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contra Revelução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS GOVERNANTES DA Alemanha de Leste tinham perdido o controlo mas então os tanques e tropas russos – que tinham colocado o SED no poder – entraram em Berlim. Foi proclamada a lei marcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do enorme heroísmo operário, a insurreição foi esmagada. O SED fez concessões económicas temporárias mas estas apenas duraram o tempo da crise revolucionária. Seis dos dirigentes da insurreição foram executados, quatro foram condenados a prisão perpétua e mais1.300 foram levados a tribunal. Estima-se que 260 operários foram mortos por balas russas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitavelmente a burocracia estalinista classificou esta insurreição de “contra-revolucionária” – na realidade, os trabalhadores nunca exigiram privatizações da industria ou o retorno ao capitalismo. O facto é que os dirigentes do SED desencadearam uma purga contra os seus próprios militantes – 71% dos secretários locais do Partido foram despedidos por apoiarem os trabalhadores – confirma isso. Um terço dos que dirigiram a insurreição tinham sido membros do Partido Comunista desde antes da guerra. A “contra-revolução” foi levada a cabo pelos estalinistas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insurreição mostrou o instinto dos trabalhadores na luta pela democracia operária – o seu exemplo foi seguido nos anos seguintes elos operários na Hungria, na Checoslováquia, na Polónia e foi uma inspiração para os trabalhadores da Alemanha de Leste em 1989 quando a ditadura estalinista colapsou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o colapso do estalinismo, e a consequente restauração capitalista, a Rússia e na Europa de Leste foram arruinadas, apesar da Alemanha de Leste ter sofrido menos com esse processo. Agora, a reivindicação da revolução social será novamente ouvida e o exemplo d3e 1953 na Alemanha de Leste continuará a ser uma inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Churchill apoiou a repressão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se a Grã Bretanha – a sua excentricidade, o seu grande coração, a sua força de carácter – pode ser resumida numa pessoa, essa pessoa terá de ser Winston Churchill” Assim disse a trabalhista Mo Mowlam defendendo Churchill na sondagem da BBC sobre a mais importante personagem britânica. Talvez a sua excentricidade explique porque é que Churchill apoiou o esmagamento da insurreição de 1953 pelos sucessores imediatos de Estaline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que Chruchill apoiou o regime estalinista contra os trabalhadores? Afinal de contas, ele era um inveterado guerreio de classe, um campeão do capitalismo contra o “comunismo”. Nos anos 20 via os dirigentes fascistas com admiração, descrevendo Mussolini como “dando o necessário antídoto ao veneno russo” e “protecção contra o crescimento do Bolchevismo”. Mais tarde, foi o arqui-apoiante da Guerra Fria .- inventando o termo “cortina de ferro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte da razão foi que Churchill, um político imperialista, estava preocupado com a força da Alemanha, durante anos rival da Grã- Bretanha pelo domínio da Europa. A Segunda Guerra Mundial extirpou muito desse poder à Alemanha, mas em 1953, o rearmamento da Alemanha estava na ordem do dia, como uma fortaleza da Guerra Fria contra a União Soviética. Churchill preveria uma Alemanha dividida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, é também possível que Churchill percebesse que os estalinistas estavam a defender o status quo contra a força de uma potencial classe operária revolucionária e que visse que uma vitória dos trabalhadores num chamado estado operário viesse a ter impacto no Ocidente capitalista tal como no Leste estalinista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Roger Shrives   in The Socialist, semanário do Socialist Party, o CIT na Inglaterra e País de Gales.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-7594313655494039568?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/7594313655494039568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=7594313655494039568&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/7594313655494039568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/7594313655494039568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/08/quando-os-operrios-se-ergueram-contra-o.html' title='Quando os operários se ergueram contra o Estalinismo'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-6473666808746793115</id><published>2007-08-13T20:18:00.000Z</published><updated>2008-12-13T04:26:36.152Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><title type='text'>Acordo Político PS/BE para a Câmara de Lisboa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Tempo de Recomeçar de Novo&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O acordo político celebrado pelo PS e o Vereador Sá Fernandes para a Câmara de Lisboa representa um golpe para todos os que sentem a necessidade de c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;onstruir uma alternativa anti-capitalista e socialista às políticas neoliberais do chamado Partido “Socialista”. Entre eles, seguramente, muitos dos activistas do BE, que ainda confiam no carácter anti-capitalista e socialista da sua organização, como aliás os últimos documentos da Convenção parecem reafirmar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A verdade é que a Comissão Política do BE pode, se quiser, invocar o carácter independente do Vereador Sá Fernandes, pare celebrar os acordos que entender&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;. Mas não deixa de assumir a responsabilidade política de entrar num acordo com uma das figuras de topo do Partido “Socialista” o qual conduz uma feroz campanha contra os direitos laborais e sociais dos trabalhadores e suas famílias, dos pobres e das minorias, para beneficio reforçado dos grandes grupos económicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Este Acordo não foi aceite pacificamente dentro do BE. Reflexo disso, é a reacção pública de um conjunto de dirigentes do BE, que o rejeitam como oportuno ou útil. A curto prazo, os trabalhadores e moradores pobres de Lisboa ele será visto a curto prazo irão vê-lo como “muita parra e pouca uva”. &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Não apenas porque&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,153)"&gt; &lt;/span&gt;é um claro retrocesso do Programa de Sá Fernandes /BE, cedendo a um caminho mais “realista”, ao ponto de vista dos grandes grupos económicos e ideológicos que estão por detrás do Partido governamental. Mas porque representa, com toda a bateria de argumentos justifi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;cativos que possam ser apresentados, uma machadada no espírito de uma oposição anti-capitalista e socialista ao sistema político e ao seu administrador de momento, o Partido dito “Socialista”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O BE entra numa gestão que, seguramente, seguirá as linhas dominantes do P”S”, nomeadamente no que diz respeito ao desmantelamento dos serviços públicos e à sua entrega à voragem do lucro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Nada obrigava o BE a atrelar-se ao acordo entre Sá Fernandes e o P”S”. Se, como está a circular, o acordo foi entre Sá Fernandes e P”S”, seria obrigação da Comissão Política do BE, - e é obrigação da Mesa Nacional do BE-, denunciar o acordo e retirar a confiança política ao Vereador independente eleito sob a sua sigla.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Mas, na realidade, o evoluir do BE, e das suas tendências dominantes, APSR, AUDP e Política XXI, já vinham anunciando o caminho que agora se abre: a nosso ver, este acordo é a antecâmara de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt; uma colaboração futura entre a CP do BE e a direcção do P”S”, com o BE a funcionar como “flor de lapela” de “esquerda” à política neoliberal do capitalismo. A Comissão Política do BE terá agora de arcar com as responsabilidades dos seus actos. Quando o P”S” começar a levar a cabo a sua política de “recuperação financeira” da CML, irá fazê-lo – já o anunciou – através de despedimentos e concessões ou privatizações de serviços públicos. Nessa altura a Comissão Política do BE estará do outro lado da barricada dos trabalhadores do Município e das famílias trabalhadoras moradoras em Lisboa e, certa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;mente, de muitos activistas dessa organização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:red;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Os Tra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;ba&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;lh&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;adores e a juventude não necessitam de nenhum Zé “salvador”, que esteja no sistema para meramente atenuar os seus males. Precisam, sim, é de Zés e Marias que digam as verdades incómodas, que dinamizem a &lt;b&gt;Luta&lt;/b&gt; co&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;tra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt; o Capitalismo e seus agentes políticos, que construam &lt;b&gt;Solidariedade&lt;/b&gt; activa entre os trabalhadores e os excluídos e qu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;e, sem subterfúgios ou meias palavras, reafirmem o &lt;b&gt;Socialismo&lt;/b&gt; como a única alternativa ao caos, corrupção e miséria que o Capitalismo provoca. Perante este quadro é tempo dos activistas anti-capitalistas e socialistas darem passos para &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Recomeçar de Novo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_smrUFAmiVLA/RsC9MHE9aAI/AAAAAAAAAAM/b-ZwKLFKPOA/s1600-h/AS-logo-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098282793939331074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_smrUFAmiVLA/RsC9MHE9aAI/AAAAAAAAAAM/b-ZwKLFKPOA/s320/AS-logo-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;?xml:namespace prefix = v /&gt;&lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;v:path connecttype="rect" gradientshapeok="t" extrusionok="f"&gt;&lt;o:lock aspectratio="t" ext="edit"&gt;&lt;v:imagedata title="AS-logo-1" src="file:///C:\DOCUME~1\main\DEFINI~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.jpg"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = w /&gt;&lt;w:wrap type="square" anchory="page"&gt;&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-6473666808746793115?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/6473666808746793115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=6473666808746793115&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6473666808746793115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6473666808746793115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/08/acordo-poltico-psbe-para-cmara-de.html' title='Acordo Político PS/BE para a Câmara de Lisboa'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_smrUFAmiVLA/RsC9MHE9aAI/AAAAAAAAAAM/b-ZwKLFKPOA/s72-c/AS-logo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-6134666943027911032</id><published>2007-07-18T22:35:00.000Z</published><updated>2007-07-20T15:56:48.755Z</updated><title type='text'>Bolivia - Apelo Internacional de Solidariedade a Sindicalistas despedidos em greve da fome</title><content type='html'>&lt;h1&gt;Bolivia – Operários petroliferos iniciaram uma greve de fome para readmissão de despedidos &lt;/h1&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apoiem os operários da Refinaria Gualberto Villarroel – enviem cartas de protesto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="firstp" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Há oito meses a multinacional estatal brasileira, Petrobras, que era a dona da refinaria petrolífera 'Gualberto Villaroel', na Bolívia, despediu dirigentes e activistas sindicais da empresa. Há dois meses, o governo do Movimiento Al Socialismo (MAS), liderado pelo Presidente Evo Morales, assumiu o controlo da refinaria mas os trabalhadores continuam a lutar pela readmissão nos seus postos de trabalho. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ontem, 17 de Julho, os trabalhadores despedidos iniciaram uma greve de fome na capital boliviana, La Paz.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Colectivo “Alternativa Socialista”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apelo Internacional de Solidariedade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Dirigentes do Sindicato Mixto de Trabajadores Petroleros Gualberto Villarroel &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Na Bolívia, é ilegal a qualquer patrão descriminar parte dos seus tabuladores criando vários tidos de condições de trabalho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 6pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Contudo, diariamente, aproximadamente 300 trabalhadores contratados a prazo na Refinaria de petróleo Gualberto Villarroel em Cochabamba, Bolívia vêm-se no fundo de um descarado sistema de dois tipos de relação de trabalho. Enquanto que os trabalhadores contratados a prazo têm contratos de curto prazo de 3 meses a 2 anos, os trabalhadores que principalmente supervisionam e fazem trabalho de gestão têm contratos permanentes. Enquanto que os trabalhadores contratados a prazo recebem magros salários entre 500-800 Bolivianos/mês ($62.50-$100 USD/mês), os trabalhadores permanentes recebem entre 7,800-90,000 Bolivianos/mês ($975-$11,250 USD/mês). E enquanto os trabalhadores permanentes estão sindicalizados, quando os trabalhadores contratados a prazo formaram o seu sindicato, o &lt;b&gt;&lt;i&gt;Sindicato Mixto de Trabajadores Gualberto Villarroel&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, os seus dirigentes e os elementos mais activos sindicais foram despedidos. Até agora 32 dirigentes e trabalhadores contratados a prazo foram despedidos e mantêm-se sem trabalho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 6pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Quando a primeira vaga de despedimentos teve lugar, há oito meses atrás, ,a refinaria Gualberto Villarroel era propriedade da Petrobras, uma corporação internacional propriedade do estado brasileiro. Os trabalhadores fizeram uma petição ao governo e depois de meses a serem ignorados foi-lhes finalmente dito que as coisas poderiam mudar uma vez que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o Governo do &lt;b&gt;&lt;i&gt;Movimiento Al Socialismo &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;(MAS) do Presidente Evo Morales tinham assumido o controlo da refinaria. Mais de dois meses passaram-se desde que o governo comprou as refinarias , a 11 de Maio e nada, absolutamente nada mudou. O Governo do MAS continua a violar as suas próprias leis mantendo este esquema de dois tipos de relações laborais na Refinaria Gualberto Villarroel. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 6pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Nos últimos dois meses, os trabalhadores contratados a prazo da Gualberto Villarroel escreveram formalmente cartas a representantes oficia do governo do MAS pedindo uma reunião para que as suas reivindicações sejam ouvidas. Mais tarde, foram à capital La Paz para pedirem pessoalmente uma reunião. Em cada tentativa de contacto foram ignorados pelo governo do MAS. A 9 de Junho enviaram uma carta final ao Ministro dos Hydrocarbonetos e ao presidente da Empresa Estatal de Petróleo, YPFB (que controla afora a Refinaira Gualberto Villarroel), avisando que passariam á acção directa se as suas reivindicações continuassem a ser ignoradas. Muitos dos dirigentes sindicais e outros trabalhadores despedidos decidiram ir para La Paze iniciarem uma greve de fome na próxima semana para forçar o governo a dar resposta a todas as suas reivindicações:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Readmissão de todos os dirigentes e      activistas sindicais despedidos nos seus postos de trabalho &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Respeito integral das leis nacionais      laborais que proíbem dos tipos de relações de trabalho numa dada empresa.      (Art. 2 del D.S. 28699).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:10;"&gt; .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Todos os trabalhadores contratados a      prazo devem assinar contratos permanentes&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Respeito pelo direito à sindicalização.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;O CWI-Bolivia, Alternativa Socialista Revolucionária&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tem estado a colaborar de perto com os trabalhadores com contratos a prazo da Refinaria Gualberto Villarroel nos últimos meses e está comprometido no apoio solidário a esta luta. O CWI-Bolivia, a pedido dos dirigentes sindicais despedidos e dos trabalhadores contratados a prazo da Refinaria Petrolifera Gualberto Villaroel, solicita aos dirigentes sindicais, trabalhadores e membros do CIT a apoiarem-nos na sua luta enviando cartas de solidariedade e cartas de protesto para os seguintes responsáveis governamentais bolivianos:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Evo Morales, Presidente da Republica da Bolivia - &lt;a href="mailto:presidencia@caoba.entelnet.bo"&gt;presidencia@caoba.entelnet.bo&lt;/a&gt; , Carlos Villegas, Ministro dos Hidrocarbonetos - &lt;a href="mailto:hidrocarburos@hidrocarburos.gov.bo"&gt;hidrocarburos@hidrocarburos.gov.bo&lt;/a&gt;, Guillermo Arequipa, Presidente of Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) - &lt;a href="mailto:webmaster@ypfb.gov.bo"&gt;webmaster@ypfb.gov.bo&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  lang="EN-GB" &gt;Fax: (591-2) 2356540 - 2373375&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Por favor enviem cópias das cartas para o CIT -Bolívia para que possam ser divulgadas pelos trabalhadores contratados a prazo da Gualberto Villarroel durante a greve de fome:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;a href="mailto:citbolivia@gmail.com"&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;citbolivia@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  lang="EN-GB" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Em Solidariedade,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Dirigentes do Sindicato Mixto de Trabajadores Petroleros Gualberto Villarroel&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Angelo Saldias, Secretario Geral, Ladislao Aguilar, Secretario de Relações, Edwin Higueras, Secretario de Conflictos, David Barrancos, Secretario Organização, Jose Soto, Secretario Actas, José Estevez, Secretario Financiero, Jaime Ledesma, Secretario Deportes, Richard Saavedra, Secretario Habitação, Fernando Mogro, Vogal 1, Wilsdon Mejia, Vogal 2, Marco Rocha, Vogal 3&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-6134666943027911032?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/6134666943027911032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=6134666943027911032&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6134666943027911032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6134666943027911032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/07/bolivia-apelo-internacional-de.html' title='Bolivia - Apelo Internacional de Solidariedade a Sindicalistas despedidos em greve da fome'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-6138275064600367449</id><published>2007-07-18T22:17:00.000Z</published><updated>2007-07-20T16:17:25.680Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><title type='text'>Escândalo do trabalho escravo na China: Como é que isto pode acontecer?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;O sistema capitalista baseia-se na exploração do homem pelo homem. Esta é uma verdade básica que cada vez mais os mecanismos ideológicos do capitalismo querem fazer-nos esquecer. Sociedades “abertas” democráticas” de “estabilidade” tem poderosas centrais de propaganda (TV, Rádios, Jornais, comentadores mas também universidades e académicos, partidos políticos e sindicatos amarelos que reforçam constantemente a ilusão “democrática”e tentam esconder “o sol com uma peneira”: sem a exploração do homem pelo homem não há capitalismo.&lt;br /&gt;O neoliberalismo, a expressão do capitalismo global, ao desregular as relações de trabalho e eliminar sucessivamente todos os constrangimentos à produtividade e competitividade”, isto é ao eliminar as conquistas históricas dos trabalhadores – para potenciar o lucro aos Capitalistas, abriu a “caixa de Pandora” da regressão social, e com ela, formas básicas de exploração do homem pelo homem, como o esclavagismo. Por todo o mundo, surgem notícias do recrudescimento desta forma de exploração: no Barsil, ou Mauritânia, no mundo neocolonial. Mas pergunta que dá título ao artigo agora publicado poder-se-ia aplicar também dos países capitalistas industriais avançados como as ‘democráticas” Espanha e Holanda, aos EUA ou a Grã-Bretanha.&lt;br /&gt;O recente escândalo das dezenas de milhares de escravos nos fornos de tijolos, minas de carvão e minas na China sublinha, por um lado, uma escala assustadora do problema, Por outro realça o carácter do capitalismo selvagem que se está a desenvolver num pais que ainda contem traços de estado operário degenerado, mas que caminha a passos largos para a restauração total do capitalismo.&lt;br /&gt;O artigo que publicamos, traduzido doinglês do site China Worker, é da autoria de um marxista chinês, Vicent Kolo, que participa, na China na luta internacional para a construção de uma Alternativa de Democracia Socialista ao capitalismo e à degeneração politica do estalinismo, no caso na sua forma maoista; nele traça um esboço de programa de acção sobre a luta contra o esclavagismo e da exploração capitalista ao mesmo tempo levantado a crítica ao modelo autoritário do regime chinês.&lt;br /&gt;Uma lição para os ‘comunistas’, ‘socialistas de esquerda’ e outros reformistas que, na Esquerda em Portugal, recusam uma crítica frontal ao capitalismo e a propaganda clara do genuíno Socialismo como única alternativa viável para a reconstrução de um movimento independente de massas dos trabalhadores e juventude contra o capitalismo que nos oprime e explora.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Colectivo “Alternativa Socialista”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;Escândalo do trabalho escravo na China: Como é que isto pode acontecer? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Os fornos de tijolos e fábricas com trabalho escravo são um produto dos sistema de “mercado” capitalista - o controlo total da industria pelo movimento operário independente é a única resposta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vincent Kolo, Beijing&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;As noticias de escravatura torturas , tráfico humano e prisão de crianças em condições “piores de que em  canis” explodiram como uma bomba na China. A questão dominou as discussões públicas e os fóruns da internet e provocou um sério golpe na credibilidade do partido ‘comunista’ governante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os primeiros e limitados relatos na imprensa foram divulgados em finais de Maio, o escândalo da escravatura nas províncias de Shanxi e Henan evoluiu para uma importante crise política para o regime chinês. Na Sexta feira, 22 de Junho, 591 trabalhadores escravizados, incluindo 51 crianças foram libertados como resultado de uma das maiores operações policiais de sempre. A comunicação social estima que  ais um milhar de crianças podem ainda estar escravizadas. Centenas de milhões viram, chocados, uma comovida reportagem televisiva de escravos a emergiram do seu cativeiro confusos, maltratados e semi-esfomeados.&lt;br /&gt;Mas esta mobilização de recursos policiais - segundo os relatos, 45.000 policias nas duas províncias - apenas aconteceu devido ao clamor publico e da comunicação social que se desencadeou quando pais de crianças desaparecidas organizaram-se num grupo de pressão, e então divulgaram o seu infortúnio na internet. (ver o artigo: Who can save our children?). Um grupo de pais juntou o seu dinheiro para comprar um carro para viajar para as pedreiras e fornos de tijolos de Shanxi em busca das suas crianças. Mas também souberam que a policia e autoridades locais não tinham vontade de os ajudar e em muitos casos eram cooperantes com os escravizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”Aprendemos a não confiar na policia mas a sermos nós próprios a ir aos fornos de tijolo” &lt;/span&gt;confessou Chai Wei, um pai de Henan. Em vez de verem isto como um caso de policia, os pais disseram-nos que “isto é um conflito entre o trabalho e o capital” de acordo com uma reportagem do Canal de TV Metro de Henan. Num confronto transmitido pela TV nacional, dirigentes locais do partido ‘comunista’ disseram aos pais: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;”deviam ter tomado melhor conta dos vosso filhos!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro pai disso como localizou o seu filho e outras crianças que conhecia trabalhando numa fábrica de tijolos em Shanxi, mas que a policia apenas lhe permitiu levar o seu filho. ”Apenas encontras-te o teu filho, não te metas nos assuntos das outras pessoas” disseram-lhe.&lt;br /&gt;Dois inspectores de trabalho que levaram a cabo a libertação de um rapaz cativo de um forno de tijolos venderam-no para outra fabriqueta em vez de o devolver aos seus pais.,&lt;br /&gt;A luta dos pais  para localizar e libertar os seus filhos fez erguer uma enorme onda de simpatia. Mas da mesma forma, a acção do governo fez levantar-se uma enorme onda de indignação. Como um repórter de TV de Henan explicou à Reuters, ”Nas nossas reportagens, o principal obstáculo foi a falta de cooperação de algumas das autoridades de Shanxi. Algumas ainda continuam a usar vários expedientes para obstruir os pais de resgatarem os seus filhos..”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que ’harmonia’?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de um comércio organizado de escravos na China não faz sentido para o objectivo confessado do Presidente Hu Jintao de construir uma “sociedade harmoniosa”. Apesar dos dirigentes locais já estarem comprometidos aos olhos do público (ninguém está realmente chocado por saber que os traficantes  e donos dos escravos eram protegidos a nível das autoridades locais) desta vez a credibilidade do governo central também está a ser afectada. Muitas questão estão a ser correctamente colocadas nos fóruns de Internet e na imprensa sobre os motivos que levaram o governo central de Pequim a tardar tanto a intervir. Como refere o Oriental Daily News, os relatos de escravatura em Shanxi apareceram duas semanas antes do governo central ter feito qualquer declaração sobre o assunto. Inicialmente apenas autoridades de baixo nível foram acusadas na investigação, um passo que muitos dizem que permitiu aos donos dos fornos de tijolo tempo para encobrir os seus crimes.  Mas muitos receiam que seja mais difícil descobrir os que continuam escravizados. Agora já alguns pais de crianças desaparecidas receberam pedidos de resgate, o que significa que alguns dos antigos escravizadores tomaram o passo lógico para assumidos raptores. Outros escravos sofreram um indubitável pior destino,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver engano sobre o efeito sério desta crise no seio da liderança central de Hu, e do Primeiro Ministro Wen Jiabao. O Conselho de Estado [o governo chinês] teve uma reunião de emergência sobre este escândalo, na quarta-feira,  20 de Junho. Wen anunciou uma inspecção nacional das condições de trabalho e exorta as autoridades a “aprenderem a lição” de Shanxi. Mas, quais são as lições de Shanxi? Este episódio sublinha que, na base do “mercado” capitalista tais práticas são impossíveis de erradicar. Em Shanxi e outras zonas pobres do interior há centenas de milhares de fornos de tijolo, forjas e minas  não registados. Como é que eles escapam continuamente aos controlos legais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta, é claro, é a protecção política: os proprietários dos fornos são avançados a tempos de periódicas, os polícias e inspectores são subornados, muita vilas e aldeias são governadas pelos proprietários e seus familiares. E que diferença farão as novas leis vindas do governo central? Como refira um comentário de Xinhua, feito na última semana, a China já tem leis que proíbem o trabalho infantil e outros abusos, mas essas leis são simplesmente ignoradas. A única lei que nunca é desobedecida na China de hoje é a lei do lucro!&lt;br /&gt;A planeada ronda de inspecções durante dois meses a fábricas, minas e esteiros, ordenada pelo governo central, não irá resolver o problema. Os seus efeitos, na melhor das hipóteses serão de curta duração, com os donos a encerrar temporariamente, a mudar de instalações ou a ameaçarem os seus trabalhadores para darem falsas declarações quando os inspectores chegarem. Hoje até há empresas que o seu negócio é aconselhar outras empresas como evadirem-se às inspecções!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Negócios e autoridades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O nexos entre políticos locais e patrões privados criminosos ou semi-criminosos é simbolizado por Wang Bingbing, proprietário do infame forno de tijolos na comunidade de Hongtong, Shanxi, no epicentro do escândalo, que está agora sob custódia policial. O pai de Wang é o patrão do partido ‘comunista’, sem a protecção do qual todo este esquema não seria possível. Foi agora despedido e expulso do partido – um pequeno preço para tais crimes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os políticos locais de Shanxi estão a ser condenados não apenas pelos testemunhos de escravos libertos e suas famílias mas mesmo pelos seus escravizadores. A esposa de um dos presos proprietário de um forno de tijolo disse à Reuters: ”As autoridades diziam que estávamos ilegais, por isso recebiam dinheiro mas não fizeram nada mais do que isso – eles queriam dinheiro”!&lt;br /&gt;O escândalo deu azo a uma efervescência na comunicação social estatal. O Jornal Nova China chamou ao assunto uma “chocante desgraça”. O principal porta voz do partido, o Diário do Povo, apelou num editorial para uma “profunda reflexão”, avisando que “de outro modo não temos como encarar a ‘harmonia’ mundial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais regionais pelo menos, testaram ainda mais os limites da censura.&lt;br /&gt;”Este assunto é acerca de muito mais do que práticas ilegais de trabalho,” comentou o Diário de Guangzhou. ”Vemos mais crimes sangrentos através deste escândalo, como raptos, sequestros, espancamentos, abusos e mesmo assassínios. Por detrás destes crimes, há um mau comportamento dos dirigentes locais.” (nosso ênfase.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Falar para sair da curva apertada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As medidas anunciadas pelo governo central são de limitação da danos – evitando que a indignação pública saia do seu controlo. Foram dadas ordens à imprensa regional para parar as reportagens e abordagem da questão. Forem feitas algumas prisões e o regime irá sacrificar alguns dirigentes locais , mas espera manter essas detenções no mínimo. Num estilo características, Wen e outros dirigentes s de topo querem dar a ideia de estarem a fazer alguma coisa, com a esperança que o público em geral se satisfaça  e que o assunto desapareça da consciência pública. Em vez de acção rela o que está a ser feito são promessas vazias.&lt;br /&gt;Vejamos o registo do governo em relação a outros escândalos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="fullpost"&gt; Em 2005, em Harbin, quando os principais reservatórios de água foram postos for a de uso por um enorme derrame de químicos no rio River, Wen Jiabao caiu de pára-quedas para supervisionar a campanha de limpeza. Novas promessas foram feitas. Foi dito às autoridades para se remodelarem. Mas desde o desastre de Harbin tem havido um derrame químico perigoso nos sistema fluvial da China em cada 3 dias! Ainda no ultimo mês, as principais reserves de água foram suspensas em Wuxi, uma cidade de 2,3 milhões de habitantes, na sequência de aumento da poluição do lago vizinho. No caso de Wuxi, o governo de Beijing que tinha dado mais de mil milhões de yuans para a limpeza do lago em 1998, levantou a questão: Que aconteceu a todo esse dinheiro? Na falta um genuíno movimento operário e sindical para impor rotinas de segurança, mais a rede de corrupção entre as empresas e os governos locais, os brutais e criminosos métodos de produção e o total desrespeito pelos procedimentos de segurança são inatacáveis.  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="fullpost"&gt; Outro exemplo das promessas vazias de Beijing é o continuo massacre na industria mineira do carvão, cujo trajecto está directamente relacionado com o escândalo de trabalho escravo em Shanxi. Morrem mensalmente mais mineiros chineses que soldados norte-americanos e outros estrangeiros no Iraque. Como já relatámos no China Worker em Maio, Wen anunciou um novo método “duro” para encerrar minas de carvão ilegais em Fevereiro de 2006 – mas pouco aconteceu desde então.  Xinhua divulga que o plano de Wen ”falhou por causa da oposição dos governos locais”.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="fullpost"&gt; Mesmo em relação aos fornos de tijolo ilegais, o governo central não pode pretender não saber de nada. Em 2003, Wen Jiabao numa declaração gravada, exigiu uma dura punição no caso de um adolescente forçado à escravatura no Município de Yongji County, Shanxi – uma região que também está presente no escândalo actual. Em quatro anos que se passaram, o problema apenas piorou.  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vazio no Poder Rural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O escândalo sublinha a perca de controlo pelo governo central sobe os seus órgãos regionais e locais. Muita da China rural e ainda pobre foi transformada noa “terra de ninguém” política sob o controlo de patrões locais, gangsters e chefes de clãs, em condições que fazem eco do passado feudal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”O controlo de estado no interior rural e sobre os camponeses é fraco” refere o Guangzhou Daily.  ”Em Algumas aldeias e vilas emergiu um vazio de poder e forças criminosas aproveitaram a oportunidade para crescer e tomar o comando”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é foi graficamente confirmado por um dos escravos libertos, o jovem Chen Chenggong, de 16 anos de idade, que disse à Associated Press que via frequentemente policies à paisana visitando os fornos de tijolos no Município de  Hongtong em Shanxi ”Eles eram pagos pelo dono. Toda a aldeia era dele!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários relatos confirmam que os fornos de tijolo e as suas práticas degradantes eram sobejamente conhecidas da população local, mas dado ao nível de protecção oficial e o poder dos mestres de escravos, poucos se atreviam a protestar. Aldeões descreveram as condições locais em Hongtong como  ”uma mistura de pobreza, oportunismo  e ampla indiferença.” Alguns aldeãos também disseram á Reuters que  ”as mesmas autoridades que agora se apresentam a si próprios como heróis por terem resgatado os trabalhadores” tinham previamente conluiado com os proprietários dos esteiros e fornos de tijolo”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Podem rolar cabeças &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Podem as tácticas usais de gestão de crise de Beijing– mais promessas vazias, e umas poucas de prisões mais uns tantos despedimentos – conseguir evitar uma séria crise nacional? Isto ainda tem de ser provado. No momento em que é escrito este relatório o escândalo não dá prova de se estar a atenuar. Na Sexta-feira, 22 de Junho, o governador de Shanxi, Yu Youjun, apresentou desculpas públicas: ”Sinto... um aperto de coração com este escândalo. Em nome do governo provincial, peço desculpas às vítimas e às suas famílias, bem como a todo o povo de Shanxi.”&lt;br /&gt;Este ritual de autocrítica pode  bem não Yu e outros gestores provinciais de um crescente clamo pela sua resignação e mesmo punimento. A província de Shanxi, seja qual for o critério de análise, é um desastre administrativo. Não apenas se tornou uma central do novo trabalho escravo, e a província de três das dez cidades mais poluídas da China  e consequentemente tem assistido a um alarmante aumento de número de cancros relacionado com a poluição. Está também perto do topo da lista de acidentes fatais na industria do carvão.&lt;br /&gt;Há uma ampla revolta contra a tentativa de Yu e do seu governo de tentar impor um embargo às noticias sobre a questão dos escravos em Shanxi. Se ele tivesse sucesso nem um único escravo teria sido libertado. Felizmente os órgãos de comunicação social de outras províncias ajudaram a rodear o seu governo. este facto sublinha a completa hipocrisia dos pedidos de desculpa atrasados de Yu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yu é o arquétipo dos “modernizadores” capitalistas nos círculos de poder do P’C’ da China. Ele foi colocado no governo de Shanxi depois de ter servido cinco anos como presidente da Câmara da cidade mais rica da China, Shenzhen. Na altura da sua nomeação disse à revista China International Business: “Irei copiar as medidas e ideias que se provaram eficientes em Guangdong, Shenzhen e Hunan, mudando os estilo de trabalho das autoridades do governo local em levando Shanxi em direcção a um ambiente mais aberto ao mercado.” [China International Business, 1 de Setembro de 2006]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escravatura e o tráfico humano explodiram na opinião publica sendo um enorme embaraço não apenas para Yu mas também para Wen e Hu que estiveram por detrás da sua nomeação. É potencialmente ainda mais embaraçante para o Secretário do Partido em Shanxi, Zhang Baoshun, que já está a ser arrastado com o escândalo. Este cargo é sempre o principal dos dois cargos de topo da província. Zhang é próximo de Hu, uma vez que vem da Liga da Juventude ‘Comunista’ – a principal base de apoio do Presidente dentro do aparelho partidário – e trabalho com Hu nos anos 80. Ele é – ou talvez se deva dizer, era – um dos quarto candidates de topo a serem levados ao Politburo no próximo baralhar de cartas no 17º Cngresso do P’C’ Chinês em Outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Yu e Zhang, como duas “estrelas em ascensão” da hierarquia do partido, caírem em desgraça como resultado do escândalo dos escravos, será difícil evitar que as consequências políticas cheguem a Beijing a ao duo central de Hu e Wen. Seja qual for o resultado, é difícil ver a direcção central emergir sem ser tocada deste assunto, em termos de perca de prestígio e danos na sua cuidadosa e cultivada imagem de “honestas” e com “compaixão” autoridades, Segundo o modelo confuciano – num brutal contraste com a maioria doas autoridade locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Em muitos países, um escândalo como este seria suficiente para fazer disparar uma enorme crise política e de confiança. Mas aqui não China, até agora, não é nem um sinal de resignações” exclama o Southern Metropolis Daily, outro tablóide estatal. Mas tal cenário não está excluído, mesmo na China. Os escândalos políticos desencadearam movimentos de massas em vários países da Ásia nos anos recentes. O exemplo das Filipinas, onde a Presidenta Gloria Macapagal Arroyo teve uma vitória eleitoral fraudulenta em 2004 mas enfrentou protestos de massas até resignar. Centenas de milhares  também saíram às ruas da Tailândia em 2006 depois do primeiro Ministro Thaksin Shinawatra ter concluído um acordo de telecomunicações suspeito, um movimento que seis meses depois despoletou um golpe militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo num Estado autoritário como a China, um movimento popular pode desenvolver-se de um escândalo político como este, rebentando com as barreiras do controlo de estado tradicional. Os 400 pais, cujo apelo na Internet expôs  o escândalo, emergiram como um foco potencial da gigantesca indignação publica que existe. Se os pais e os trabalhadores escravos libertos lançarem um apelo para um dia nacional de acções de solidariedade e marchas, para manter sob pressão o governo, pode não ser fácil ao governo  boquear tal acontecimento. Mudando para a repressão aberta e tirando recursos policiais da busca dos escravos para caçar manifestantes contra a escravatura é dificilmente o tipo de “compaixão” com que o governo se retracta neste momento. Uma manifestação de massas contra a escravatura em Zhengzhou, por exemplo, o principal interface de transportes onde os mais jovens foram sequestrados ou enganados para falsos “trabalhos”, se a ideia for lançada agora – na internet e noutros fóruns – pode recolher suporte por toda a China. Isso colocaria o governo sobre muito maior pressão, tornando-lhe muito mais difícil repetir meramente as anteriores operações de “cosmética” das companhas de “limpeza”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Que Fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois da reunião da semana passada do Conselho de Estado,  Wen anunciou que “os que infringem a lei empregado crianças, forçam as pessoas a trabalhar ou maliciosamente agridem e maltratam trabalhadores serão severamente punidos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta declaração não tem absolutamente nada de novo. Os escravizadores de Shanxi sabiam que agiam ilegalmente, mas descobriram uma forma lucrativa de contornar a lei. O que falta em todas s declarações oficiais é uma idea de como e porque meios se pode evitar este tipo de situações. As reportagens noticiosas tornaram claro que o problema não está limitado a Shanxi e Henan. A revista do partido Democracia e Lei noticiou o caso de jovens raparigas forçadas a prostituição num forno de tijolo ilegal na província de Hebei. O China Daily também relatou casos de escravidão nas províncias do Sul como Guangdong, a mais rica da China.&lt;br /&gt;É também claro que o fenómeno não é novo, tendo surgido há dez anos segundo a maioria dos relatos. E é um problema internacional. É uma característica da podridão e decadência do capitalismo globalizado.  Anualmente, na Europa, dois milhões de mulheres são vítimas de tráfico humano – a maioria dos países empobrecidos os devastados pela Guerra de algumas áreas dos Balcãs e dos países da antiga União Soviética – para a indústria do sexo da Europa Ocidental. Em éreas do Sul e Sudoeste Asiático existem formas similares de exploração à que foi exposta na China. Além disso, sendo chocantes as práticas nos fornos clandestinos de tijolos em Shanxi, as condições de trabalho de dezenas de milhões de operários são apenas marginalmente melhores. As fábricas em regime de sobre-exploração no Delta do Rio das Pérolas e noutros centros de exportação costeiros também parecem campos de trabalho, com disciplina militar, multas salários não pagos, de jornadas de trabalho intoleráveis e condições de segurança de trabalho extremamente perigosas. Os donos dos escravos de Shanxi apenas levaram a exploração ao “nível seguinte”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As medias policiais terão, quanto muito, um efeito temporário. As fábricas e minas que são fechadas num dia, reabrem no outro. Isto acontece rotineiramente no sector privado da industria do carvão, a qual desenvolveu um sofisticado esquema de evasão às vistas de controlo.  A lição é simples: Onde há Mercado, e lucros a obter, há sempre exploradores prontos para fazer a colheita. Da mesma forma, onde há uma pobreza generalizada, e mais de metade da população é sistematicamente descriminada e prejudicada pelos sistema hukuo (o qual classifica os cidadãos como ou ’urbanos’ ou ’rurais’, e nega aos últimos o direito de residência permanente nas cidades e a maioria das formas de protecção social), não exite, infelizmente, falta de vítimas. Talvez a história mais chocante foi nas reportagens dos media terem-se visto escravos libertos a não quererem sair das suas anteriores prisões, dizendo que, pelo menos ali tinham alguma comida e tinham abrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de adolescentes e jovens pobres em cada ano são forçados a deixar as suas aldeias, nunca sabendo exactamente onde chegarão ou que tipo de trabalho encontrarão. Sem um programa de emergência  do Estado para expandir a educação, abolir as proibitivas propinas escolares e universitárias, criação de emprego decente para jovens e o desenvolvimento de infraestruturas essenciais nas áreas rurais, é impossível  extirpar pela raiz as condições que levam ao surgimento da escravatura e do tráfico humano. Da mesma forma, a falta de um movimento sindical e de organizações operárias independentes significa que os operários e as comunidades do povo trabalhador são incapazes de resistir a esta flagrante violação das leis pelo patronato e políticos locais. As tentativas dos sindicatos fantoches do governo de cavalgarem nestes acontecimentos são, apenas frases vazias e, pior, mentiras e dissimulações conscientes. Como é que estes ditos sindicatos,  que permitem aos patrões e aos seus gestores de confiança serem membros das direcções sindicais, terem qualquer papel independente ou fazerem soar o alarme contra os abusos? Mais do que nunca, a necessidade de sindicatos genuínos, democraticamente controlados pelos trabalhadores, é um tema central na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Controlo Estatal – porque não? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que é marcante nas deliberações governamentais das últimas semanas  é que nenhuma das secções do partido governante – cujo nome em chinês significa “o partido da propriedade pública”  - levantou a ideia de voltar a impor o controlo estatal sobre as industrias  que usam escravos, como a do carvão, a metalurgia e a dos materiais de construção. É verdade que o governo provincial de Shanxi anunciou que deixaria de comprar tijolos do tipo fabricado pelos escravos; mas isso não parará esta forma de produção, primitiva e desregrada, apenas forçará os patrões e encontrar novos mercados ou a mudar os seus métodos. Apesar das suas declarações, o governo “comunista” em Shanxi reduz-se a si próprio aos métodos de um grupo de pressão de consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução óbvia é reintroduzir o monopólio estatal na s industrias de materiais de construção. Dessa forma, ao levar toda a industria e os seus fornecedores para a propriedade estatal tornará os fornos ilegais incapazes de sobreviver. O facto que nem o governo central nem o provincial referirem a “palavra n” (nacionalização) é um comentário loquaz às realidades políticas da China de hoje. Como a industria do carvão o demonstra mais uma vez, o regime encorajou uma privatização ainda mais acelerada ao mesmo tempo que faz muito barulho lamentando as mortes nas minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, em relação aos disparo do preço do porco e de outros produtos alimentares, o Governo ofereceu a abertura das suas reserves alimentares de porco, mas meticulosamente evita falar em qualquer tipo de controlo de preços. Um comentário editorial de direita típico, no jornal official China Daily refere ”É de referir que ninguém apela para um controlo governamental dos preços como nos  velhos tempos. Apesar de todas as deficiências, uma economia de mercado é melhor que uma economia comandada”&lt;br /&gt;Digam isso aos operários e aos camponeses que não se podem dar ao ‘luxo’ de comer porco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido ‘comunista’ da China está tão determinado como qualquer governo capitalista – ou mais determinado – a resistir a qualquer medida que possa indicar uma reversão do seu programa de “reformas e abertura” neoliberal. Tais medidas de renovado controlo estatal, mesmo que implementadas burocráticamente e de forma antidemocrática como sob o Maoismo, iriam fortalecer a posição dos operários e trabalhadores  contra o capital, e poderiam desencadear reivindicações mais medias drásticas  contra os exploradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escândalo dos escravos pode bem ser um momento de definição para a liderança Hu-Wen, dando um enorme golpe nas ilusões de uma considerável camada da população de que este governo é capaz de promover  melhorias para os pobres.&lt;br /&gt;As mudanças reais não virão do partido ‘comunista’ ou de nenhuma constelação dos seus dirigentes e facções. A mudança real requer a construção de uma alternativa socialista democrática e de massas e, como primeiro passo, o estabelecimento de verdadeiros sindicatos preparados para enfrentar o patronato e a sua policia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Operário Chinês reivindica: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;     Abolição da escravatura e do tráfico humano! Isto necessita de um movimento de massas que corra com os escravizadores e tome posse das suas propriedades e bens criminalmente adquiridos.!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;     Manter a pressão!  - não deixar  que o governo se escape. Pais e escravos libertos devem convocar um dia nacional de solidariedade com manifestações e marchas contra o trabalho escravo.!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;     Por sindicatos independentes e totalmente democráticos para lutar por salários decentes, uma jornada de trabalho de oito horas e condições de trabalho seguras e humanas!  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;     Nacionalização das industrias do carvão, da metalurgia e da construção, sob controlo democrático dos operários e um plano centralizado e democrático de produção para todos os recursos naturais e para a produção agrícola e florestal.  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;     Confiscação das propriedades dos exploradores e das empresas que violam as leis laborais e ambientais. Uso desses recursos para a criação de verdadeiros postos de trabalho com salários e condições de trabalho decentes e sob o controlo democrático dos Sindicatos. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;     O trabalho escravo e a exploração de classes são inevitáveis – juntem-se à luta por uma alternativa socialista! &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-6138275064600367449?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/6138275064600367449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=6138275064600367449&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6138275064600367449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/6138275064600367449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/07/escndalo-do-trabalho-escravo-na-china.html' title='Escândalo do trabalho escravo na China: Como é que isto pode acontecer?'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-8783406701169567026</id><published>2007-06-25T12:39:00.000Z</published><updated>2007-06-25T12:56:50.972Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balanço'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sindicalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oposição Sindical de Classe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alemanha'/><title type='text'>Alemanha – a luta na Telekom : Vitória para ao abrutes!</title><content type='html'>&lt;p style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="margin-left: 35.4pt;"&gt;Divulgamos aos activistas uma análise à recente luta dos trabalhadores da Telekom alemã. A traição sindical é uma das ferramentas com que o capitalismo conta para impor as suas políticas. A luta entre sindicalistas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘moderados’ &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘realistas’&lt;/span&gt;, por um lado, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ortodoxos’ &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘extremistas’ &lt;/span&gt;por outro é a luta da classe trabalhadora para estabelecer uma coerente direcção sindical que apresente, numa perspectiva de combatividade, os verdadeiros interesses dos trabalhadores, sem concessões à “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;economia nacional&lt;/span&gt;” ou aos designados “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;interesses da população&lt;/span&gt;” isto é,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aberta conciliação de classes &lt;/span&gt;da qual apenas lucra o Capital.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 35.4pt;"&gt;Em Portugal o recente papel de traição aberta, levado a cabo pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;SINTAP e a UGT&lt;/span&gt;, correligionários da direcção da VER.DI,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na luta contra o desmantelamento da Função Pública e de defesa dos Servços Públicos, nomeadamente na destruição do vínculo públicos, das carreiras e das remunerações, é apenas mais um episódio na necessidade dos trabalhadores reforçarem os seus sindicatos numa perspectiva de luta colectiva, de classe, democrática e de massas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 35.4pt;"&gt;Dada a importância do tema e tendo em conta a necessidade de começar-mos a tirar lições que ajudem o Movimento Sindical de classe a escapar a estas armadilhas do Capitalismo, decidimos divulgar este balanço feito pela nossa camarada Ursel Beck.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 35.4pt;"&gt;Colectivo ALTERNATIVA SOCIALISTA&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vitória para ao abrutes&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  Derrota histórica para os trablhadores&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;Ursel Beck,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;porta voz sindical do Alternativa Socialista “Avante” SAV (CIT na Alemanha)&lt;/h3&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Começou um novo capítulo na história dos sindicatos na Alemanha. A direcção do sindicato VER.DI permitiu que a dura luta por condições de trabalho nas grandes empresas com níveis de organização sindical de 70% fosse destruída de um só golpe.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;O corte salarial d e 6.5%, o alargamento da semana de trabalho em quarto horas sem pagamento adicional, a introdução do Sábado como um dia normal de trabalho, salários diferenciados e salários de pobreza para os novos empregados. Estes são os pontos centrais do novo contrato colectivo de trabalho assinado pelos dirigentes do sindicato VER.DI para a Deutsche Telekom depois de semanas de greves na empresa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Ao aceitarem este acordo, os dirigentes sindicais aceitaram que empresa divide-se um enorme sector da empresa para uma companhia de baixos salários. Este acordo está a ser agora votado pelos membros do sindicato, mas apenas apenas é necessário 25% de votos no “Sim” para o aceitar ao mesmo tempo que é necessário 75% de votos no “Não” para permitiram as acções de greve que se iniciaram em meados de Maio que continuem.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Os empregados da Telekom já aceitaram um corte salarial de 6.5% quando o seu horário de trabalho foi reduzido em 2005. Tendo isto em conto, bem como o prolongamento da semana de trabalho sem compensação, significa um corte salarial de 11.76% , e a isto tudo junta-se o corte salarial de 25% desde 2004. Assumindo apenas a taxa ofical de inflação de 2%, isto significa uma corte nos salários reais de 30%. Os novos empregados terão os salários&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;reduzidos em 30% nos actuais nívies, qualquer coisa entre 21,400 e 23,200 €uros por ano. Para além disso, entre 15% e 20% dos salários dependerão de objectivos ou de lucros da empresa. Isto dará à administração da Telekom um torno para apertar ainda mais os trabalhadores de forma a reduzir ainda mais os salários para níveis de 50% dos salários de 2004.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;O aumento das jornadas de trabalho elimina postos de trabalho.&lt;/h2&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Alguns colegas podem esperar que as quatro horas suplementares possam reduzir a intensidade do seu trabalho para níveis toleráveis. Mas os directores da Telekom, Obermann e Sattleberger irão usar este alargamento das jornadas de trabalho para acelerar os cortes salariais. Estatisticamente quarto horas de trabalho suplementar para 50.000 trabalhadores levam à perca de 6.000 postos de trabalho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;Protecção contra os despedimentos?&lt;/h2&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;A planeada redução de 32,000 postos de trabalho não é mencionada em nenhuma das declarações e comunicados do VER.DI, isto é, os dirigentes sindicais aceitam-na. Além disso, a direcção sindical está a vender a promessa de não haver despimentos até 2012 e de não haver venda da empresa até 2010 como vitórias sindicais. Mas as promessas deste tipo não valem o papel em que são escritas. A redução de postos de trabalho continuará pela forma do exercício de tal pressão sobre os trabalhadores que estes irão, ‘voluntariamente’ embora. Este acordo ajudará os administradores a fazer isso. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Não precisameos de um sindicato que nos venda &lt;/h2&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;A derrota na Telekom e o enorme enfraquecimento no poder de luta em futuros conflitos na empresa é por inteira culpa da direcção da VER.DI. A criação de empreas consultoras foi aceite desde o início. Apenas 10% dos trabalhadores da Telekom foram envolvidos nas greves. Mas todoas os trabalhadores a quem não foi permitido entrar em greve terão de lidar com as consequências desta derrota. O VER.DI nada diz acerca disto. A administração irá usar estes cortes para piorar as condições de trabalho para os restantes colegas. O que se tornou uma tarefa muito mais simples. Outros ramos da Telekom como a T-Systems podem ser separadas em “Empresas de Serviço”. &lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;A força da luta esteve presente &lt;/h2&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;A greve mostrou, de uma forma rudimentar, que poder e força podem ter os sindicatos: todas as redes da empresa vieram abaixo bem como os serviços de conferencia telefónica, não puderam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ser efectuadas mudanças de operadores, os danos provocados pelas tempestades não puderam ser reparados. Não puderam ser estabelecidas novas ligações e linhas telefónicas. Mais de 5.000 avarias ficaram por processar, quando os números normais são de 350. A capacidade de ser contactar &lt;i&gt;call centres&lt;/i&gt; caiu de 70% para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;15%. Mas o sindicato apenas envolveu nas greves 15,000 dos 50,000 trabalhadores afectados e recusou-se a convocaram os restantes 100.000 trabalhadores da empresa. Uma greve total na Telekom iria provocar uma rápida paralisia total em toda a economia. Em vez de prolongar as greves, a sua dimensão foi reduzida depois de cinco semana de greves para coincidir com o recomeço das negociações. Um prolongamento e alargamento da greve ira abrir a perspectiva de forçar Obermann e Companhia a vergar-se. Isto foi algo que a direcção da VER.DI decidiu, especificamente, não fazer.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;É necessária oposição a direcção da ver.di &lt;/h2&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;O acordo na Telekom tem de ser percebido como um sério aviso aos trabalhadores da Telekom, Delegados Sindicais combativos e Representantes dos jovens trabalhadores. A política de auto-destruição da direcção do sindicato&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tem de ser travada a partir da base. A construção de uma oposição interna nos sindicatos tornou-se ainda mais uma tarefa urgente – não apenas na Telekom mas em todo o VER.DI &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-8783406701169567026?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/8783406701169567026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=8783406701169567026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8783406701169567026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8783406701169567026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/06/alemanha-luta-na-telekom-vitria-para-ao.html' title='Alemanha – a luta na Telekom : Vitória para ao abrutes!'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-582245233476717541</id><published>2007-06-20T16:38:00.000Z</published><updated>2007-06-20T16:46:40.455Z</updated><title type='text'>Cazaquistão - Um bem conhecido Socialista Revolucionário do Kasaquistão foi novamente preso por protestar contra despejos violentos de moradores pobre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.socialistworld.net/pics2/2007/06/20/01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 176px; height: 265px;" src="http://www.socialistworld.net/pics2/2007/06/20/01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img src="file:///c:/windows/TEMP/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;Ainur Kurmanov, um dirigente do Resistência Socialista (CIT), no Cazaquistão, foi preso esta semana por cinco dias, pelas autoridades locais da capital do país., Alma-Ata. Ainur foi preso depois de Ter participado no protesto em apoio aos moradores do bairro Bakai área de Alma-Ata, os quais, desde há um ano, resistem a despejos forçados do seus bairro, para que permitam a construção especulativa  da terra para lucro&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Ainur já tinha sido preso e multado por Ter participado em protestos de massas contra a destruição de bairros de lata perto de Alma-Ata para a construção de 'complexos de entretenimento apartamentos de luxo. No passado mês de Abril, contudo, um tribunal rejeitou o requerimento do procurador para que Ainur fosse condenado a uma sentença mais longa. Agora, parece que as autoridades estão, novamente, a tentar eliminar a acção de um líder activista social, dos moradores e  socialista revolucionário enviando Aianur para a prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor envie protestos imediatamente para as autoridades do Cazaquistão com cópias e mensagens de solidariedade para&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Activistas sociais e militantes do CIT no Cazaquistão para&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mailto:bolshevik1917@list.ru/"&gt;bolshevik1917@list.ru&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com cópias para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="mailto:%20pabgem@online.ru"&gt;pabgem@online.ru&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-582245233476717541?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/582245233476717541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=582245233476717541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/582245233476717541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/582245233476717541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/06/kasaquisto-um-bem-conhecido-socialista.html' title='Cazaquistão - Um bem conhecido Socialista Revolucionário do Kasaquistão foi novamente preso por protestar contra despejos violentos de moradores pobre'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-8560284533373378058</id><published>2007-06-18T17:56:00.001Z</published><updated>2007-06-18T19:41:24.696Z</updated><title type='text'>O que é que conseguiram no G8?</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://www.socialistworld.net/pics2/2007/06/17/01.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.socialistworld.net/pics2/2007/06/17/01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os Socialistas Revolucionários&lt;br /&gt;necessitam de construir uma poderosa alternativa ao capitalismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sarah Sachs-Eldridge, participante nos protestos contra a Cimeira do G8 e militante do CIT&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;O Nero que tocava harpa enquanto Roma ardia vem à memória num momento em que os EUA enfrentam a maior seca desde a Grande Depressão, em 1929, e Bush assume a estratégia de recusar assumir um compromisso concreto para a redução da emissão de carbono. Mesmo as estrelas do rock activistas, com Bono Vox e Bob Geldof não ficaram impressionados com esta Cimeira do G8 - foi mesmo má! &lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O acordo sobre a mudança climática foi descrito pelo &lt;em&gt;The Guardian &lt;/em&gt;(de Londres) como tendo mais buracos que o campo de golfe. Mesmo antes da reunião começar, Bush desvaneceu qualquer esperança quando tornou claro que não iria apoiar nenhuma proposta específica para enfrentar a mundaça climática com receio de prejudicar a economia dos EUA. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;14 dos 25 países onde a Organização Mundial do Comércio gere programas contra a pobreza viram o seu PIB ou manter-se ou mesmo cair. Contudo, as promessas do G8 de 2007 para a erradicação da pobreza significaram apenas mais 3 mil milhões de dólares suplementares por ano. Compare-se como o milhão de biliões de dólares gastos em armamento em 2005! &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos países do G8 não estão sequer virados para cumprir a meta com que se comprometeram em 2005. Para as massas pobres da Zâmbia, o compromisso de Gleneagles, Escócia poderia ter significado um aumento de 1/3 do Orçamento De Estado nacional. Mas isso não se realizou. E em consequência, o sistema nacional de saúde está em colapso, com um médico para 14.000 pessoas, em comparação com 1 médico para 600 pessoas no Reino Unido. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A Cimeira do G8 em Gleneagles prometeu o acesso universal ao tratamento da SIDA/HIV antes do fim da década. A declaração da Cimeira deste ano reinterou essa promessa mas refere-se a 5 milhões de doentes apesar do número geralmente aceite ser de 10 milhões de infectados. Este documento significa claramente um recuo em relação à promessa anterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mandato do Grande Capital&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Os líderes do G8 foram forçados a pronunciar-se sobre estes temas por causa da pressão dos cidadãos que estão horrorizados com a pobreza, privação e sofrimento que existe no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Fundamentalmente, o mandato de Bush e Companhia vem do grande capital. O seu trabalho é defender os lucros do Capital e defender as ideias do comércio livre, das privatizações de da desregulação laboral e social. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Cerca de 15,000 polícias foram mobilizados, vindos de toda a Alemanha, para defender a Cimeira. Apesar da enorme quantidade de armas e equipamentos, a políca não foi capaz de evitar os cortes de estradas efectuados por activistas e manifestantes determinados em atrasar o ínicio da Cimeira ou de evitar as manifestações que tiveram lugar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;É uma pequena mas histórica vitória para o movimento anti-capitalista. Contudo, queremos mais do que apenas atrasar reuniões. Os protestos seriam mais eficientes se levantassem questões sobre como os líderes do G8 podem ser retardados premanentemente, como lidar com a repressão de estado e o que é que pode substituir o G8 e o seu sistema económico e social. Essas questões e outras surgiram nos eventos contra a Cimeira do G8. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os Socialistas Revolucionários do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;defenderam a necessidade para o movimento anti-globalização de forjar pontes e laços com o movimento dos trabalhadores e com a luta operária e laboral internacionalmente para a transformação da sociedade numa perspectiva socialista. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Muitos jovens que estiveram em Rostock na última semana queriam discutir essas ideias. Infelizmente, os sindicatos não mobilizaram para este evento. Mas as lutas que se estão a travar na África do Sul, na América Latina e por todo o lado, irão mostrar o seu papel e um aumento de tais lutas irá fazer as ideias que propomos mais concretas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-8560284533373378058?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/8560284533373378058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=8560284533373378058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8560284533373378058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/8560284533373378058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/06/o-que-que-conseguiram-no-g8.html' title='O que é que conseguiram no G8?'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-7355456680712333895</id><published>2007-06-18T12:09:00.000Z</published><updated>2007-06-18T12:55:33.119Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DMS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Africa do Sul'/><title type='text'>África do Sul: Greve do Sector Público entra na terceira semana</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Por todo o Mundo, à medida que o Imperialismo e o capitalismo global procuram destruir as conquistas dos trabalhadores, o sector público está sob ataque. Ao fazê-lo, o Capitalismo procura mercantilizar os serviços públicos lucrativos e acabar com todos os outros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;A África do Sul é mais um exemplo. E também exemplo é a respostas combativa que os trabalhadores estão a dar face à degradação do seu poder de compra.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;No artigo que se segue, &lt;b&gt;Weizmann Hamilton&lt;/b&gt;, do &lt;b&gt;Movimento Democracia socialista (Democratic Socialist Movement),&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;secção do &lt;b&gt;CIT na África do Sul &lt;/b&gt;explica uma luta que já está a forçar a referência nos jornais portugueses.&lt;br /&gt;Original publicado em inglês no &lt;a href="http://www.socialistworld.net/"&gt;Sitio do CIT Online&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;a href="http://www.socialistworld.net/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;h2&gt;África do Sul: Greve do Sector Público entra na terceira semana &lt;/h2&gt;  &lt;p class="firstp" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-weight: bold; font-style: italic; text-align: right;"&gt;Enorme apoio popular a esta acção coloca o governo do ANC sob pressão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="firstp" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-weight: bold; font-style: italic; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="firstp" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-weight: bold; font-style: italic; text-align: left;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Uma greve do sector público na África do Sul entrou agora na terceira semana, com os trabalhadores determinados a manterem a pressão sobre o governo para aumentar substancialmente a sua proposta de aumentos de salários. A esmagadora maioria dos trabalhadores do secto público da África do Sul, 1 milhão de trabalhadores, inciou uma greve indeterminada de massas em luta por um aumento salarial de 12% , na sexta-feira, 1 de Junho. Com a maioria dos sindicatos filiados na COSATU (Congresso dos Sindicatos da África do Sul/Congress of South Africa Trade Unions) a não dar resposta ao apelo de se tornar esta movimento numa greve geral, não foi paralisada a indústria. Apenas o Sindicato dos Trabalhadores Municipais da África do Sul (SAMWU) avançou com uma greve de solidariedade com os seus companheiros do sector público. A decisão do Comité Central do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos (NUMSA) de apoiar a greve não pode ser levada a cabo por não ter sido noticiada nos dez dias úteis que asseguram que a greve seja “segura”, isto é, legal. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Escandalosamente direcção do Sindicato Nacional de Metalúrgicos, que é favorável ao Presidente Mbeki, disse que apesar de simpatizarem com a greve no sector público, estavam a preparar-se para as suas próprias negociações salariais. Também dizem que os seus advogados avisaram o sindicato que o Sindicato poderiam ser interditado se convocasse greve de solidariedade, uma vez que seria difícil provar uma “relação” entre os sectores que representa (metalurgia, automóvel e energia) com o sector público para justificar a greve solidária. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Apesar disso, ao mais importantes centros urbanos da África do Sul paralisaram totalmente com manifestações de trabalhadores do sector público em 43 vilas e cidades por todo o país. As associações de taxis e companhias de autocarros no Kwa Zulu Natal demonstraram o seu apoio retirando as viaturas das estradas. A greve do sector público, que envolve cerca de 800.000 trabalhadores,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é, de longe, a maior greve na história da África do Sul. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Ironicamente, a histeria da comunicação social e os grosseiros exageros dos porta-vozes do governo sobre “violência” e “intimidação” à volta da greve, acabaram a contribuir para o encerramento de empresas. Apesar de ter havido alguns incidentes violentos (um director de uma escola foi chicoteado por furar a greve, num caso, e alguns exaltados forçaram trabalahdores de saúde a deixarem as instalações de Centros de Cuidados Intensivos ) forma apenas casos isolados &lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;Violência&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Estatal&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;De facto, a violência provêm fundamentalmente das forces do Estado, que usaram granadas de atordoamento contra manifestações pacíficas em Durban e na Cidade do Cabo. Como os repórteres observaram ( em oposição dos comentadores políticos que escrevem no conforto das suas salas de redacção) as manifestações foram pacíficas, disciplinadas, fortemente participadas e bem humoradas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Reagindo à demissão de trabalhadores da saúde, um cartaz visa o Ministro da Saúde, Manto Tshabala-Msimang, acerca da sua promoção de falsos remédios para a SIDA/HIV, e que recentemente efectuou, com sucesso, um transplante do fígado, dizia, "Dr Rais do Alho, demo-lhes a sua vida com amor, agora quero-a de volta à força ". &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Apesar de ontem ter sido mais um dia nacional de acção que uma greve geral, uma greve geral é inerente a esta situação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O despedimentos sumários do trabalhadores de saúde (por desafiarem uma proibição de greve em serviços essenciais) apenas fortaleceu a resolução dos sindicatos. O Sindicato Nacional da Educação, Saúde e Similares afirmou que a greve não pára até todos os trabalhadores serem readmitidos. O Sindicato da Polícia, Prisões e Direitos Humanos (Popcru) decidiu no seu congresso, no começo desta semana, que iria desafiar a leis dos serviços essenciais e juntar-se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à greve, se o governo nõ der resposta à exigências dos trabalhadores.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Alguns jornalistas está a acusar isto como uma greve política, dizendo que a direcção da COSATU está a usar os trabalhadores para servir os interesses do seu apoio a Jacob Zuma [Zuma é uma das principais personalidades da oposição no seio da ANC à direcção de Mbeki]. Essas criticas também dizem que a COSATU espera ter alguma vantagem ao ir à conferência política do ANC no final do mês, onde a política económica do governo irá estar sob severas críticas, e a conferência de sucessão, no final do ano, que decidirá quem tomará da presidência do ANC e, portanto, a Presidência do país. Contudo, numa manifestação em Joanesburg, no início desta semana, as tentativas de juntar apoio a Zuma esbarraram numa grande indiferença.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Uma greve do sector público, dirigida, como é, contra o governo, é inerentemente política. Inevitavelmente a facção favorável a Zuma no COSATU e no ANC pode esperar que esta greve promova a sua campanha contra&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mbeki. Mas a acusação de uma agenda política é tão verdade como a da facção de Mbeki, como o papel de traição do NUMSA demostra. Crê-se amplamente que a maioria das organizações locais do ANC apoiam as reivindicações dos grevistas e que o Secretário Geral do ANC, Kgalema Motlanthe, e os dirigentes dindicais do COSATU estão de acordo em negociar um acordo salarial de 8%. Mas o Ministro dos Serviços Públicos e Administração está com os apoiantes do presidente, Thabo Mbeki, e ignorou, até agora, as evidências que estão à sua frente de crescente apoio aos grevistas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Para a esmagadora maioria dos trabalhadores o conflito entre Zuma e Mbeki não é uma questão. O facto é que o “boom” (crescimento) económico da África do Sul está a entrar no seu oitavo ano e os trabalhadores não têm visto nenhum beneficio real. Todoes eles sentem o aumento da pobreza e o crescimento do desemprego, lado a lado com a riqueza ostentatória na nova elite e os fantásticos lucros e brutais salários dos executivos empresariais. É por isso que existe uma tal esmagadora maioria de apoio à greve do sector público. &lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;O governo receia o exemplo duma vitória dos trabalhadores. &lt;/h2&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Organizações da sociedade civil, incluindo o conselho Sul Africano de Igrejas, comprometeram-se no apoio às reivindicações dos trabalhadores. Mesmo os editoriais dos jornais reconhecem que o governo, um &lt;i&gt;superavit &lt;/i&gt;orçamental (balanço positivo) e de impostos de 11 mil milhões de Rands, pode dar resposta às reivindicações salariais dos trabalhadores. Torna-se claro que o governo, como agente do grande capital, receia que o exemplo dos aumentos salariais de 2 digitos possa passar para o sector privado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ao mesmo tempo, não querem ser vistos a ceder à pressão dos trabalhadores. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Mas os seus argumentos que os aumentos salariais irá causar inflação foram fortemente atingidos quando foi anunciado que a inflação era de 6.3%, mesmo antes das negociações salariais estarem concluídas no sector público e antes de começarem no sector privado. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Apesar da posiçaõ de linha dura do governo contra a greve, acabou por aumentar a sua proposta salarial, apesar de pequenos aumentos, e agora apresenta uma proposta de 7.25%, que foi recomendada por #mediadores independentes”. Mas esses pequenos aumentos forma como uma tortura chinesa que enfureceram os trabalhadores. O governo podem bem ser foçado a apresentar os 8% &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Movimento Democracia Socialista (DSM – o CIT na África do Sul)&lt;/span&gt; visitou piquetes de greve e trabalhadores em greve na Cidade do cabo, Durban e Joanesburg. Produzimos e distribuímos dois panfletos sobre a greve e o nosso jornal,&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; Izwi la Basebenzi,&lt;/span&gt; é um best-seller. &lt;/p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-7355456680712333895?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/7355456680712333895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=7355456680712333895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/7355456680712333895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/7355456680712333895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/06/frica-do-sul-greve-do-sector-pblico.html' title='África do Sul: Greve do Sector Público entra na terceira semana'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-634669539942575031</id><published>2007-06-14T10:50:00.002Z</published><updated>2008-12-03T21:00:56.514Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prespectivas'/><title type='text'>Que lições da Greve Geral de 30 de Maio?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://grevegeral.net/images/stories/grevegeral/download/aderimos.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://grevegeral.net/images/stories/grevegeral/download/aderimos.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este texto é uma versão da introdução publicação do texto &lt;a href="http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/06/greve-geral-hoje.html"&gt;"A Greve Geral Hoje" &lt;/a&gt; do Peter Taaffe,  um Marxista e Socialista Revolucionário, secretário Geral do Socialist Party de Inglaterra e Gales e membro do Secretariado Internacional do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) de Junho de 2003.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Greve Geral de 30 de Maio teve, sem dúvida, um impacto forte na nossa sociedade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que 1.400.000 operários e trabalhadores param, por todo o país e em todos os sectores, mesmo nas crescentes condições de intimidação e repressão nas empresas, mesmo nas condições de forte desemprego e crescente precariedade, mesmo nas condições crescentes de empobrecimento que nos afectam. Não é à toa que as TV e Rádios não conseguiram esconder que mesmo muitos dos trabalhadores que não fizeram greve, identificaram-se com ela, concordavam que havia motivos, acharam-na necessária.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, a classe dominante capitalista, os seus representantes na Comunicação Social e o seu Governo tentaram desvalorizar este acto de resistência e luta dos operários e demais trabalhadores em Portugal. Fazem o seu papel. E, naturalmente, que os seus representantes no mundo sindical, a direcção da UGT, tudo fizeram para isolar e tirar crédito a esta acção.  Isso não impediu que sindicatos da UGT e independentes tivessem convocado greve  para 30 de Maio.&lt;br /&gt;Uma acção desta envergadura não pode deixar de ser avaliada. Pela classe dominante, que sabe muito bem que o esforço de minimização nos média e do governo esconde o seu profundo receio que  os operários e demais trabalhadores tomem conhecimento da sua força potencial. Mas também pela classe trabalhadora, pelos seus dirigentes, políticos e sindicais. E, cremos, quanto maior o grau de seriedade de avaliação da Greve Geral maior ganho terão os operários e demais trabalhadores ao retirarem lições deste evento para preparar a luta que continua.&lt;br /&gt;Assim, cremos que a preparação da Greve Geral revelou, por um lado, a militância e dedicação na luta de classes de muitas dezenas de milhar de militantes operários e sindicais. A organização de classe existe e intervém nas lutas quotidianas. Obviamente que necessita de ser melhorada e alargada e a preparação do 30 de Maio assim o demonstrou. Uma das consequências da Greve Geral foi o incorporar na luta colectiva muitas e muitas empresas e trabalhadores que ainda não estavam organizados.&lt;br /&gt;Atempadamente defendemos, no seio do Movimento Sindical, que a ideia da Greve Geral deveria ter sido lançada em Novembro, no Protesto Geral. Suportamos também a ideia da necessidade da definição de um Programa Mínimo imediato que ajudasse na mobilização da Greve geral e que servisse como Campanha de acção depois dela. Porém, a direcção da CGTP-IN pôs na rua um slogan, “Mudar de Rumo”, que foi demasiadamente vago e, por isso, mobilizador para a Greve geral mas não para manter campanha. Continuamos a defender a definição de um programa mínimo que sustente uma Campanha Permanente dos Sindicatos numa perspectiva de unificar e alargar as lutas de resistência para que se passe a uma nova fase, a da construção de uma alternativa dos trabalhadores.&lt;br /&gt;A Greve Geral foi construída, e bem, com base nos locais de trabalho. Seria ilógico e impossível que não fosse. Mas as novas realidades demonstram que os trabalhadores reformados e aposentados, os desempregados – trabalhadores inactivos, e os estudantes – maioritariamente filhos de trabalhadores – podem e devem ser activos nas lutas. Fizemos uma intervenção precisamente nesse sentido, no Plenário Nacional de Sindicatos que ratificou a decisão do Conselho Geral da CGTP em convocar a Greve Geral. Algumas experiências positivas foram desenvolvidas em algumas localidades e bairros no sentido de apelar a estes sectores e aos trabalhadores que não se encontram sindicalizados a participar na Greve Geral.&lt;br /&gt;Estas e outras avaliações retiram dos aspectos menos bons detectados ideias práticas para os ultrapassar de futuro.&lt;br /&gt;Mas infelizmente, não foi apenas este tipo de avaliações que escutamos. Alguns, por exemplo o euro-deputado bloquista, Miguel Portas, sem dúvida em representação da linha maioritária que dirige o BE, alinham objectivamente com a classe dominante, afirmando que 1.400.000 trabalhadores em Greve Geral “fragilizaram” a CGTP, a Organização Social mais ampla e expressiva em Portugal.&lt;br /&gt;Pensava este tipo de críticos que a CGTP estava a preparar uma greve geral insurreccional? Não nos parece. Simplesmente, ao disputarem a hegemonia política no campo laboral deparam-se com um enorme obstáculo: a sua própria incapacidade de apresentar propostas democráticas, combativas e mobilizadoras que rasguem caminho para um Sindicalismo de Classe, consciente do seu papel de enfrentamento ao sistema económico que nos domina.&lt;br /&gt;Ninguém, de boa fé, pode por em causa o empenhamento político, social e sindical de muitos dos bloquistas. Como não o pode fazer em relação ao seu oponente, o esmagadoramente maioritário PCP.&lt;br /&gt;É passar um atestado de incapacidade mental às muitas dezenas de milhar de activistas independentes e de outros partidos fazer coro com tudo o que é mais reaccionário na nossa sociedade, na acusação que a Greve Geral “foi imposta pelo CC do PCP aos sindicatos”. Na verdade, no processo de convocação da Greve Geral, sectores maioritariamente influenciados pelo PCP apresentaram as mesmas dúvidas e hesitações que alguns bloquistas e os socialistas e católicos. E daí não veio mal ao mundo.&lt;br /&gt;O problema não está na contagem de espingardas entre Bloquistas e Comunistas. Está em dotar a classe operária, os demais trabalhadores, os precários e desempregados e os jovens em Portugal de um Programa Político que construa a Unidade na Acção, que unifique a classe operária e demais trabalhadores, comunistas, bloquistas, socialistas e sem partido, e que construa uma alternativa não meramente ao Governo mas ao sistema que o sustem, o Capitalismo.&lt;br /&gt;Os interesses da classe da classe operária e demais trabalhadores são absolutamente irreconciliáveis com a “economia nacional” (leia-se Capitalismo) e é fundamental que os trabalhadores, e em primeiro lugar, os seus elementos mais activos, tomem não apenas consciência disso mas, na sua acção quotidiana, não se submetam à corrente que nos tenta amarrar à “realidade da economia de mercado” ou se amedrontem face ao “poder” do Capital.&lt;br /&gt;E para isso, é necessário que os sectores mais conscientes e avançados dos trabalhadores, sejam eles do PC, do Bloco, socialistas, católicos ou sem partido, retirem lições na nossa própria experiência e procurem aplicar as suas conclusões nas lutas que continuam. É necessária a denúncia do “socialismo patronal” da direcção do P’S’! Mas também a popularização das ideias básicas do Socialismo, de uma verdadeira democracia dos trabalhadores, em que economia se submete aos interesses e necessidades da maioria e não é apenas e só fonte de lucro, com base na exploração do trabalho, por um cada vez mais reduzido grupo de capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Junho de 2007&lt;br /&gt;Francisco d’Oliveira Raposo&lt;br /&gt;Alternativa Socialista – Comité por uma Internacional dos Trabalhadores&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-634669539942575031?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/634669539942575031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=634669539942575031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/634669539942575031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/634669539942575031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/06/que-lies-da-greve-geral-de-30-de-maio.html' title='Que lições da Greve Geral de 30 de Maio?'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-2848675919964934174</id><published>2007-06-06T12:37:00.002Z</published><updated>2008-12-03T20:05:25.003Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BE'/><title type='text'>Algumas razões da saída do Bloco de Esquerda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;O nosso camarada Francisco d'Oliveira Raposo, aderente do Bloco desde a sua fundação, endereçou à Comissão Executiva dessa organização a carta que divulgamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;O Alternativa Socialista regista o crescimento dos secotres críticos de esquerda à orientação dominante do Bloco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Os aderentes do Bloco que procuram uma alternativa política ao Capitalismo e continua firme na convicção que "o Capitalismo não é reformável", sabem que continuaram a contar com o nosso Colectivo na luta consequente e solida´ria pelo Socialismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Colectivo ALTERNATIVA SOCIALISTA - Comité por uma Internacional dos Trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;À Comissão Executiva do Bloco de Esquerda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A/c  do Coordenador Nacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma organização onde o seu Coordenador Nacional ouve impávida e serenamente um jovem funcionário perorar contra a luta de classes mas que esse mesmo Coordenador usa todo o seu poder oratório e domínio de técnicas de isolamento para silenciar ou isolar os militantes de esquerda, não pode contar com o meu apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma organização cujos dirigentes se empenham na crítica sectária contra o PC mas não esboça um esforço sequer para disputar politicamente a massa dos militantes de classe que o PC ainda contem, resvalando para um “bem comportado” anti-comunismo, não pode contar com o meu apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma organização que se constrói no acordo interno de 3 grupos e de um conjunto de&lt;br /&gt;personalidades mediáticas e rejeita os passos concretos para se organizar  nas empresas, bairros e escolas, promove o “assembeleismo” e foge dos núcleos locais activos, numa construção de um partido de eleitores enquadrado por profissionais distribuídos – desigualmente – refira-se - pela “troika” APSR, UDP, Politica XXI não pode contar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ideias nucleares do “Começar de Novo” estão paulatinamente a ser absorvidas pelo sucesso&lt;br /&gt;eleitoral, pela produtividade parlamentar e pelo desnorte dos activistas, com companheiros a defender abertamente a conciliação de classes como prova da modernidade do socialismo de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao disputarem o mesmo espaço estratégico do PC estão a disputar não o movimento operário e laboral que, apesar da política do PC, resiste e procura preparar-se para a ofensiva, mas a camada da classe média que controla efectivamente o PC e trava a classe trabalhadora de ter representação política. Assim, com afloramentos de radicalidade, o BE tornou-se charneira entre um PC ineficaz e um PS abertamente pró-capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende a tornar-se assumidamente uma parte do sistema e, portanto, - porque o problema central não é um particular governo mas o sistema que torna geral a pobreza, exploração e opressão – se se tornar alternativa será à governação do sistema e não ao sistema em sí.&lt;br /&gt;A posição “(a)moralista” sobre a Refundação Comunista é um mau presságio para o futuro do BE. No quadro de uma enorme pressão social que force o P’S , numa aparente viragem à esquerda, que fará o Bloco?. Por este andar, a direcção executiva do BE “assumirá as suas responsabilidades” e veremos ministros ou secretários de estado bloquistas num governo capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que – com todas as medidas de condicionamento assumidas pela maioria nos regulamentos e regimentos para que a oposição ficasse reduzida e fosse forçada a sair – os votos são claros. A maioria do Bloco deu-vos a responsabilidade de dirigir o Bloco. Têm a responsabilidade de coordenar o BE. A história dirá se estou completamente enganado&lt;br /&gt;Se se provar errado o que penso tirarei daí conclusões. Mas, em consciência, tal como creio que o PC não corresponde às necessidades políticas dos trabalhadores e jovens portugueses creio que o BE, que poderia ocupar esse espaço, com  vossa orientação irá caminhar para outros caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, comunico-vos a minha desvinculação do Bloco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Francisco d’Oliveira Raposo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dirigente do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa&lt;/span&gt;, (a título pessoal) e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;militante do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-2848675919964934174?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/2848675919964934174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=2848675919964934174&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/2848675919964934174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/2848675919964934174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/06/algumas-razes-da-sada-do-bloco-de.html' title='Algumas razões da saída do Bloco de Esquerda'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-2900465023980473587</id><published>2007-05-02T10:31:00.000Z</published><updated>2008-12-13T04:26:37.704Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º de maio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lisboa'/><title type='text'>Fotografias 1 de Maio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq0-2XXzI/AAAAAAAAAA0/9ltPV7ID0oA/s1600-h/100_7911.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq0-2XXzI/AAAAAAAAAA0/9ltPV7ID0oA/s400/100_7911.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059911639807516466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq1O2XX0I/AAAAAAAAAA8/7jrcMxegsnU/s1600-h/100_7920.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq1O2XX0I/AAAAAAAAAA8/7jrcMxegsnU/s400/100_7920.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059911644102483778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq1e2XX1I/AAAAAAAAABE/jEY2vnmlYGg/s1600-h/100_7954.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq1e2XX1I/AAAAAAAAABE/jEY2vnmlYGg/s400/100_7954.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059911648397451090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq1-2XX2I/AAAAAAAAABM/R_O8l4JHTME/s1600-h/100_7959.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq1-2XX2I/AAAAAAAAABM/R_O8l4JHTME/s400/100_7959.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059911656987385698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpde2XXuI/AAAAAAAAAAM/gAIvHGCcuh4/s1600-h/100_7862.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpde2XXuI/AAAAAAAAAAM/gAIvHGCcuh4/s400/100_7862.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059910136568962786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpd-2XXvI/AAAAAAAAAAU/KZRJBssUU9c/s1600-h/100_7864.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpd-2XXvI/AAAAAAAAAAU/KZRJBssUU9c/s400/100_7864.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059910145158897394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/RjhpeO2XXwI/AAAAAAAAAAc/PjH9CVOs7fU/s1600-h/100_7873.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/RjhpeO2XXwI/AAAAAAAAAAc/PjH9CVOs7fU/s400/100_7873.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059910149453864706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpeu2XXxI/AAAAAAAAAAk/jZSwJLO3iiQ/s1600-h/100_7886.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpeu2XXxI/AAAAAAAAAAk/jZSwJLO3iiQ/s400/100_7886.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059910158043799314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpe-2XXyI/AAAAAAAAAAs/C6TOx6ROUx0/s1600-h/100_7906.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhpe-2XXyI/AAAAAAAAAAs/C6TOx6ROUx0/s400/100_7906.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059910162338766626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-2900465023980473587?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/2900465023980473587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=2900465023980473587&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/2900465023980473587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/2900465023980473587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/05/fotografias-1-de-maio.html' title='Fotografias 1 de Maio'/><author><name>Jonas Van Vossole</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11784208584901183555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/SdxT_43g79I/AAAAAAAAACA/uJS7jkDG4OI/S220/blogger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P4Y7lfpHY-8/Rjhq0-2XXzI/AAAAAAAAAA0/9ltPV7ID0oA/s72-c/100_7911.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-5784555052498552378</id><published>2007-05-01T00:05:00.000Z</published><updated>2008-12-13T04:26:37.847Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Declaraçõesdo CIT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º de maio'/><title type='text'>Construir uma Alternativa Socialista à guerra, à pobreza e à exploração</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjZ_p70JiiI/AAAAAAAAAAM/1WLyCOFLLPg/s1600-h/CIT.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjZ_p70JiiI/AAAAAAAAAAM/1WLyCOFLLPg/s200/CIT.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059371589805115938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Declaração do CIT no 1º de Maio de 2007&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) e o socialistworld.net saúdam calorosamente no 1º de Maio os trabalhadores, a juventude e os oprimidos do mundo. O 1º de Maio significa solidariedade internacional, luta e socialismo. Os genuínos socialistas, sindicalistas, anti-capitalistas, estudantes e activistas ambientais, anti-guerra e pelos direitos humanos, combatentes pelos direitos das mulheres, todos estes e muitos mais, farão causa comum no 1º de Maio, resistindo aos ataques patronais e lutando por um mundo melhor. &lt;br /&gt;Neste importante dia, saudamos os genuínos socialistas e os combatentes da classe operária e manifestamos a nossa solidariedade com todos os que resistem à opressão, a discriminação e à injustiça. Saudamos os camaradas do CIT no Kazaquistão em luta pelos direitos dos moradores dos bairros da lata. Saudamos o Partido Socialista Unificado (CIT no Sri Lanka) que se opõe à guerra na ilha e corajosamente apela à unidade dos trabalhadores cingaleses e tamiles contra o brutal chauvinismo. O Movimento Socialista do Paquistão (CIT) tem de ser saudado por levar a cabo dezenas de encontros e reuniões do 1º de Maio por todo o país, em oposição à ditadura militar e às elites capitalistas e feudais.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;O 1º de Maio é também uma ocasião para relembrar e aprender com as lutas operárias do passado. Este ano comemoramos o 90º aniversário da imortal Revolução Russa de 1917. Apesar de décadas de brutais ataques, mentiras e distorções dos representantes do patronato, e a supressão da Democracia Socialista após a morte de Lenine, desencadeada pela contra-revolução, que provocou a burocratização do Estado Soviético, a Revolução de Outubro mantem-se como o maior evento da Humanidade, a criação do primeiro Estado Operário do mundo.&lt;br /&gt;Em 1917, apenas a revolução operária pode por fim à guerra capitalista, à fome, pobreza e exploração quer na Rússia quer noutros países. Hoje, temos exactamente os mesmos problemas fundamentais na sociedade de classes à escala mundial e eles necessitam do mesmo tipo de solução. Apenas a criação de uma Democracia Socialista – uma sociedade baseada nas necessidades das pessoas e não nos lucros – pode por um fim aos males que o capitalismo provoca, como a pobreza, a exploração, as guerras, a opressão e descriminação e o desemprego.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-5784555052498552378?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/5784555052498552378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=5784555052498552378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/5784555052498552378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/5784555052498552378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/04/construir-uma-alternativa-socialista.html' title='Construir uma Alternativa Socialista à guerra, à pobreza e à exploração'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjZ_p70JiiI/AAAAAAAAAAM/1WLyCOFLLPg/s72-c/CIT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-4700540797827237949</id><published>2007-05-01T00:00:00.004Z</published><updated>2008-12-13T04:26:38.038Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º de maio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alternativa Socialista'/><title type='text'>Construir a Greve Geral em Luta e Solidariedade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjaBjL0JikI/AAAAAAAAAAc/WZhjbJZC7Es/s1600-h/AS-logo-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjaBjL0JikI/AAAAAAAAAAc/WZhjbJZC7Es/s200/AS-logo-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059373672864254530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Riqueza do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capit&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;al&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores portugueses assistem a um ataque sem precedentes às suas condições de trabalho e de vida. O capitalismo em Portugal continua a crescer e florescer. Apesar dos discursos da crise, a verdade é que os lucros brutos das 500 maiores empresas não financeiras no final de2006 rondavam os 23%, enquanto apenas os 4 maiores bancos tiveram aumentos de lucros na ordem dos 30%. Os lucros da GALP, EDP e PT ascendem a 10.000€ por minuto!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Pobreza de quem trabalha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A par e passo desta obscena acumulação de riqueza, cresce diariamente o número de pobres em Portugal. Um em cada quatro pobres em Portugal trabalha, o que significa que os salários são de tal modo miseráveis que não dão para a sobrevivência mínima das famílias trabalhadoras. Cerca de 2 milhões de idosos vivem no limiar da pobreza. O desemprego, apesar das manobras e demagogias do Estado, não pára de crescer. Com ele a precariedade, a supressão de direitos dos trabalhadores, a repressão patronal.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PS, verdadeiro partido neoliberal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O governo do PS, que há muito abandonou qualquer perspectiva minimamente democrática e socialista, é o ponta de lança da ofensiva generalizada do patronato português e do capitalismo global, A sua missão é reduzir os salários, aterrorizar os trabalhadores através da flexi(in)segurança, reduzir o estado à expressão mínima, como Marx e Engels , genuínos socialistas definiam há mais de 100 anos: um corpo de homens armados em defesa da classe dominante. O PS nada tem a haver com o genuíno Socialismo. É um partido capitalista que aplica os ditames do neoliberalismo global.&lt;br /&gt;A chamada “reforma do Estado” significa, o despedimento em massa dos trabalhadores da Administração pública e a destruição dos Serviços Públicos, a entrega à gula do Capital da Saúde, da Educação, da Segurança Social. A proposta de rever o Código do trabalho visa aprofundar o ataque aos trabalhadores e suas organizações de classe.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dividir para Reinar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para ter sucesso o governo conta com o apoio dos órgãos da comunicação social, dos chamados especialistas tipo Marcelo ou Sousa Tavares e mais do que tudo, do apoio entusiástico das Associações patronais. Daí a crise permanente dos partidos capitalistas tradicionais, o PSD e o PP e a aparente popularidade do governo e de Sócrates. Mas também a discreta promoção dos bandos neonazis que preseguem trabalhadores estrangeiros e tentam promover o racismo e a xenofobia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resistência e Luta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas a esta ofensiva os trabalhadores estão a dar resposta. O Protesto Geral de Outubro (120.000)  nas ruas, ou a Manifestação Nacional de 2 de Março (150.000),as lutas contra o encerramento de Maternidades, Centros de Saúde, Escolas, a luta pela efectivação da contratação colectiva, as acções de greve e de rua mostram que cresce a vontade de dizer: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Já Basta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rumo à Greve Geral &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A convocação da Greve Geral está a ser saudada pelos trabalhadores, mas também por jovens, reformados, desempregados. Ela será um importante passo para travar a ofensiva em curso e preparar-nos colectivamente para reconquistarmos os direitos que nos estão a roubar.&lt;br /&gt;Durante Maio, por todo o país, é necessário que todos participemos na construção da Greve Geral: seja nas empresas como nos bairros, nas escolas ou nos serviços, necessitamos de explicar e mobilizar, desafiar à acção todos os que são vítimas da política neoliberal de Sócrates e seus comparsas. Trabalhores e jovens, portugueses e estrangeiros necessitam de unir-se, resistir e lutar para vencer.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que faz falta é o verdadeiro Socialismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na luta contra a ofensiva neoliberal, há que compreender que o Governo PS/Sócrates é uma das expressões políticas de um sistema económico que se baseia na exploração e opressão, o Capitalismo. Em última análise, é o sistema que gera riqueza dos poderosos e a crise que nos oprime.&lt;br /&gt;E apenas o derrube do Capitalismo e a instauração de uma verdadeira Democracia Socialista, em Portugal e no Mundo pode, de vez, pôr cobro às guerras, pobreza, fome, desemprego, destruição ambiental.&lt;br /&gt;Só assim teremos uma Sociedade centrada na Humanidade e não nos lucros de alguns.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contra a Carestia, Salário Minímo de 550€!&lt;br /&gt;Proibição de Despedimentos em empreas lucrativas!&lt;br /&gt;Fim á Precariedade, Trabalho com Direitos!&lt;br /&gt;Defesa dos Direitos Laborais e Sindicais!&lt;br /&gt;Defesa da Contratação Colectiva!&lt;br /&gt;Defesa dos Serviços Publicos!&lt;br /&gt;Fim das Privatizações!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-4700540797827237949?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/4700540797827237949/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=4700540797827237949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/4700540797827237949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/4700540797827237949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/04/construir-greve-geral-em-luta-e.html' title='Construir a Greve Geral em Luta e Solidariedade'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjaBjL0JikI/AAAAAAAAAAc/WZhjbJZC7Es/s72-c/AS-logo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-5104387462541484072</id><published>2007-04-30T22:56:00.002Z</published><updated>2008-12-13T04:26:38.655Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Fascismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alternativa Socialista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='25 de Abril'/><title type='text'>Contra o Capitalismo e o Fascismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:18;color:red;"   &gt;Luta, Solidariedade, Democracia Socialista&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;" align="left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjaDOb0JilI/AAAAAAAAAAk/vbUAIGD6CjU/s1600-h/CIT.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjaDOb0JilI/AAAAAAAAAAk/vbUAIGD6CjU/s200/CIT.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059375515405224530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;A 25 de Abril celebramos o 33º aniversário do derrube do Fascismo e do começo da Revolução de Abril.&lt;br /&gt;O 25 de Abril será sempre o Dia da Liberdade. Nos dias e meses que seguiram Abril, os trabalhadores e os pobres em Portugal tomaram, nas suas mãos, o seu próprio destino. Uma gigantesca onda de lutas operárias e laborais, de assalariados agrícolas e camponeses, de moradores pobres e estudantes desferiu sucessivos golpes contra a exploração e opressão. Os soldados e marinheiros, trabalhadores em armas, solidarizaram-se com os Movimentos de Libertação Nacional africanos e recusaram-se a continuar a Guerra Colonial. Os operários e demais trabalhadores ocuparam fábricas e empresas para as defender da sabotagem e boicote do Capitalismo. Na luta pelo pão, os assalariados agrícolas avançaram na Reforma Agrária. Foi o movimento dos trabalhadores que fez as Conquistas de Abril. Para o jornal inglês TIME, o capitalismo em Portugal estava morto.&lt;br /&gt;Infelizmente a Revolução de Abril ficou a meio. O golpe reaccionário de 25 de Novembro, apoiado pela CIA e pelos social-democratas europeus, salvou o capitalismo. E ao salvá-lo, salvou o fascismo. Logo na altura os bandos fascistas do MDLP e do ELP espalharam terror e morte no nosso país. E agora novos nados neofascistas voltam a estar activos. Porque o Capitalismo gera fascismo.&lt;br /&gt;Os recentes acontecimentos &lt;st1:personname productid="em Santa Comba" st="on"&gt;em  Santa Comba&lt;/st1:personname&gt;, a projecção mediática dada ao PNR, o crescimento das acções provocatórias e violentas racistas e xenofobas skin-nazis mostra que Portugal não está à margem do que se tem passado por toda a Europa: a extrema-direita está, como um cancro perigoso, a ganhar terreno.&lt;br /&gt;É um agrave erro para o movimento dos trabalhadores e para a juventude pensar que o fascismo e o racismo são fenómenos isolados e pontuais. Na verdade eles são também uma consequência do tipo de sociedade que temos e das políticas neoliberais que nos afligem. O terrorismo social das políticas do capitalismo, tão zelosamente levadas a cabo pelo governo, e esta política aliada à exploração e opressão inerentes ao sistema capitalista,&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;é um terreno fértil para o cancro neofascista.&lt;br /&gt;A falta de Escola de qualidade, de Trabalhos com direitos, de Habitação a custos acessível e digno gera o desânimo e o desespero de muitos e é disso que os neofascistas se alimentam tentando dividir os trabalhadores e jovens entre os portugueses e os estrangeiros.&lt;br /&gt;Só a luta unida dos trabalhadores e jovens, portugueses e estrangeiros, contra a pobreza e a precariedade, por serviços públicos, de qualidade, como a Escola e a Saúde, por um programa público de Habitação digna a custos acessíveis pode, não só barra o passo aos fascistas e racistas, mas também criar uma alternativa democrática combativa ao sistema capitalista, o Socialismo dos trabalhadores&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;Racismo não! Trabalho Educação!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;O Fascismo Não Passará!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-5104387462541484072?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/5104387462541484072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=5104387462541484072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/5104387462541484072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/5104387462541484072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2007/04/contra-o-capitalismo-e-o-fascismo.html' title='Contra o Capitalismo e o Fascismo'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/RjaDOb0JilI/AAAAAAAAAAk/vbUAIGD6CjU/s72-c/CIT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-115460914299511593</id><published>2006-08-03T12:33:00.000Z</published><updated>2006-08-03T12:45:43.123Z</updated><title type='text'>Itália: Apoiemos os Senadores ‘rebeldes’</title><content type='html'>Na Quinta feira no Senado italiano a questão de refinanciamento das tropas italianas no Afeganistão foi a votos. Passou no câmara baixa com alguns votos contra. No Senado, o governo Prodi tem uma maioria de apenas dois lugares. Oito ou possivelmente nove senadores de diferentes partidos tinham declarado que não iriam votar a favor. São da Rifondazione Comunista (Rc), dos Verdes, os Comunistas Italianos (Pdci) e um partido “centrista” de magistrado, Di Pietro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses senadores ficaram sobre uma enorme pressão para recuar. Parece que Prodi colocará um voto de confiança neste assunto de forma a força-los à submissão Os dois Senadores da RC - Luigi Malabarba e Franco Turigliatto – que se recusam a votar a favor pertencem à corrente “Esquerda Crítica”, liderada pela “Erre” (SUQI, APSR em Portugal). O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores apoia a sua luta dentro da Rc e no parlamento para que este partido se mantenha nos seus princípios e no seu programa acordado. Vereadores eleitos do CIT de vários países escreveram-lhes uma carta de solidariedade que a seguir se transcreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clare Doyle&lt;/span&gt;, CIT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;( O texto integral da carta no link &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia Mais&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;h1&gt;Não ao apoio de tropas no Afeganistão&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Carta de vereadores do CIT aos Senadores ‘rebeldes’. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos membros do Senado italiano que se preparam para votar contra o refinanciamento do envolvimento militar italiano no Afeganistão e, em particular, aos membros da Rifondazione Comunista.&lt;br /&gt;25 de Julho de 2006&lt;br /&gt;Caros camaradas,&lt;br /&gt;Nós eleitos para vereadores locais em vários países do mundo, por partidos filiados no Comité por uma Internacional dos Trabalhadores, saudamos a posição assumida por oito, possivelmente nove Senadores da coligação União. Apoiamos a vossa recusa a serem pressionados pelo governo de Prodi e pelos dirigentes do vosso próprio partido para votarem contra a vontade da maioria do eleitorado italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Como Piero Bernocchi sublinhou numa declaração de imprensa do COBAS (sindicato de Comissões de Base), as recentes sondagens confirmaram várias vezes que dois terços dos eleitores italianos querem as tropas fora do Iraque e do Afeganistão. Assistimos a manifestações de milhões nos anos do governo de Berlusconi sobre estes temas e também sobre questões sociais – ataques à lei laboral, privatizações e desregulamentação. Estes são temas que o leitorado sente suficientemente com força para ter votado no governo de centro-esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos que a ameaça de fazer pender um voto de confiança na questão do Afeganistão deve ser desafiada. Esta táctica é nada mais, nada menos de que apontar uma pistola à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-vos ser permitido votar com base na lealdade ao eleitorado e não a um governo que já está a contrariar as suas promessas. Esta tentativa de vos forçar á submissão não apenas é brutal e antidemocrática como desnecessária. O facto de que os partidos da direita irão votar a favor mostra quão pouca “esquerda” há nas políticas do “centro-esquerda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em particular, damos o nosso máximo apoio aos genuínos comunistas que dentro da Rifondazione Comunista conduzem uma luta, bem como no parlamento, para que o partido se mantenha firme nos seus princípios. Isto é duma grande importância em relação a estas questões e antecipa grandes batalhas que se avizinhão sobre o orçamento nacional ou Finanziaria. Numa tentativa de fazer os trabalhadores, jovens e reformados pagarem a crise do sistema dos patrões, irão incluir milhares de milhões de cortes nos gastos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o movimento dos trabalhadores em Itália já está a discutir uma greve geral para Setembro. Necessita de ser preparada uma mobilização da classe operária e demais trabalhadores, e da juventude da Itália para parar o governo de levar a cabo o programa da Confindustria (central patronal) e dos representantes do patronato europeu na Comissão Europeia. Se o governo for derrotado nesta questão, deverá ser claro para os eleitores operários e trabalhadores, através da vossa campanha usando as posições parlamentares, e campanhas de outros partidos e sindicatos, exactamente que deve ser culpado – não os ‘dissidentes’ mas os que implementam as medidas pró-patronais e pró-imperialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, como eleitos genuinamente socialistas dos trabalhadores em vários países, lutámos e ganhámos as nossas campanhas eleitorais com base um políticas de classe totalmente independentes. Lutamos para construir os nosso próprios partidos marxistas mas também apoiamos activamente a construção de partidos amplos anti-capitalistas em muitos países do mundo. Por essa razão vemos o Rc como um exemplo de tais novos partidos – nem reformista, nem estalinista em incorporando as esperanças e aspirações dos trabalhadores e da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos a necessidade de não apenas desafiar o capitalismo mas de lutarmos pala transformação socialista/comunista da sociedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em total desacordo com a participação da Rc num governo compartidos capitalistas. Aceitámos dar apoio à formação de um governo alternativo à odiada coligação de Berlusconi, mas, como muitos militantes da Rc, ficámos desapontados quando vimos dirigentes da Rc irem contra os princípios genuinamente comunistas e também ignorarem o órgão de decisão do partido, o Congresso. Já nos opusemos às acções de alguns vereadores eleitos da Rc antes das eleições gerais, que, participaram ao nível local em coligações que levaram a cabo políticas neoliberais – privatizações e cortes na despesa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que a Rc, construída nos movimentos de oposição de massas durante os anos de Berlusconi, poderia ter lutado nas eleições gerais com base numa política independente de classe e estaria agora numa melhor posição para resistir às políticas neoliberais. Estamos interessados em todas as vossas opiniões e comentários sobre estas questões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desejamo-vos sucessos na vossa forte posição e esperamos que ela seja tenha o reconhemento que merece pelos operários, trabalhadores e jovens na Itália e no por todo o mundo. Têm agora uma grande oportunidade de explicar cabalmente estas questões.&lt;br /&gt;Iremos divulgar a vossa luta de princípios na medida das nossas possibilidades e o Comité por uma Internacional dos Trabalhadores irá produzir material sobre esta questão no nosso web-site. Por favor envia-nos informações e digam-nos o que podermos fazer para futuro apoio e colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fraternalmente, vosso em solidariedade, luta e socialismo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;vereadores eleitos por secções do CIT:-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Austrália, Socialist Party (Partido Socialista)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Stephen Jolly, Yarra City (Melbourne).&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inglaterra e Gales, Socialist Party (Partido Socialista)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dave Nellist, Karen Mackay e Rob Windsor, Coventry&lt;br /&gt;Ian Page e Chris Flood, Lewisham (London)&lt;br /&gt;Dave Sutton, Stoke-on-Trent&lt;br /&gt;Dr Jackie Grunsell, Save Huddersfield’s NHS.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alemanha, Socialist Alternative (Alternativa Socialista) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Christine Lehnert, Socialist Alternative (SAV)/Alliance against Social Cuts, Rostock&lt;br /&gt;Claus Ludwig, United against Social Robbery (GgS), Cologne&lt;br /&gt;Marc Treude, Electoral Alternative for Work and Social Justice (WASG), Aachen&lt;br /&gt;Nico Weinmann, Kassel´s Left for Work and Social Justice (KasselerLinke.ASG), Kassel.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paquistão, Socialist Movement (Movimento Socialista ) e Trade Union Rights Campaign (Campanha pelos Direitos Sindicais) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Amir Alam, Nafees Khan, Sadiq Hussain, Ibrar Khan, Allah Dino, Zuhra Bano e  Kishan Lal, Karachi&lt;br /&gt;Muhammad Ibrahim e Masuad Abro, Dadu&lt;br /&gt;Sanjay Kumar, Shikarpur&lt;br /&gt;Hashim Jan, North West Frontier Province&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Irlanda do Sul, Socialist Party (Partido Socialista) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ruth Coppinger e Clare Daly, Fingal County&lt;br /&gt;Mick Murphy, Dublin Sul&lt;br /&gt;Mick Barry, Cork.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sri Lanka, United Socialist Party (Partido Unido Socialista) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;M.A. Piaratna, Eheliagoda&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Suécia, Socialist Justice Party (Partido da Justiça Socialista) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ingrid Eriksson, Jan Hägglund, e Per-Olof Johansson, Umeå&lt;br /&gt;Jonas Brännberg e Thom Nilsson, Luleå.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-115460914299511593?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/115460914299511593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=115460914299511593&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115460914299511593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115460914299511593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2006/08/itlia-apoiemos-os-senadores-rebeldes.html' title='Itália: Apoiemos os Senadores ‘rebeldes’'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-115460809116846456</id><published>2006-08-03T12:24:00.000Z</published><updated>2006-08-03T12:32:07.236Z</updated><title type='text'>Venezuela: "Autogestão" dos trabalhadores e Socialismo</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;Militantes do CIT no TV show ‘Como se come eso’ &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;p class="firstp" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt; &lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: right;" class="firstp"&gt;Militantes do CIT, Caracas, 26 de Julho de 2006 &lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Esta manhã, dois camaradas do CIT foram entrevistados no programa nacional da manhã da TV, o ‘Como se come &lt;span style="" lang="ES-VE"&gt;eso&lt;/span&gt;’ (Como se come isso).&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Este programa é feito e apresentado por jovens venezuelanos e isto é uma nova característica do canal nacional ‘Vive TV’.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;O programa começou com uma reportagem sobre o ‘Socialismo Revolucionario’, o jornal do CIT na Venezuela. A seguir, dois camaradas do CIT, Johan Rivas e Karl Debbaut, foram entrevistados sobre as lutes operárias e laborais que se desenrolam pelo continente e mais especificamente acerca do fenómeno da “autogestão”. Esta é a designação dada localmente quando os trabalhadores ocupam as empresas encerradas e começam a produzir por si próprios Em toda a América Latina, maios de 5.000 empresas estão a operar sob este sistema.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Como os camaradas explicaram no programa da TV, isto não acontece porque os trabalhadores vejam a alternativa da autogestão como uma forma de desenvolver as lutas operárias ou uma alternativa à sociedade capitalista. Os trabalhadores tomas as empresas por necessidade, porque o patrão fugiu e decidiu encerrar a empresa ou porque a companhia faliu. &lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;A “autogestão” pode ser uma importante experiência para os trabalhadores, se esta for ligada à construção do movimento operário e laboral, como um todo, e seja incorporada na luta pelo Socialismo. Quando isto não se passa, então, lamentavelmente, muitas fábricas sob autogestão se convertem, mais ou menos, a normais relações de produção capitalista e enfrentam uma dura luta para sobreviver.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Os camaradas do CIT defenderam o controlo operário sob a produção, de forma a que os operários em todas as empresas possam exercer uma medida de controlo sobre as admissões e despedimentos de pessoal, a gestão da fábrica e possam descobrir a verdadeira extensão da sua exploração. O Socialismo significa a propriedade pública dos principais sectores da economia, sob um sistema democrático operário de planeamento e gestão. O controlo operário é uma escola para a gestão operária. &lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;O da TV Programa ‘Como se come eso’ teve outro convidado que representa o movimento camponês na Venezuela. Esse camarada concordou com a análise do CIT e sublinhou a necessidade da tomada de controlo dos meios de produção nos locais de trabalho, bem como nos campos. A necessária aliança entre as organizações operárias revolucionárias e a luta camponesa necessita de ser construída para se avançar para um genuíno Socialismo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-115460809116846456?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/115460809116846456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=115460809116846456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115460809116846456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115460809116846456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2006/08/venezuela-autogesto-dos-trabalhadores.html' title='Venezuela: &quot;Autogestão&quot; dos trabalhadores e Socialismo'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-115453186015101960</id><published>2006-08-02T15:07:00.000Z</published><updated>2006-08-02T15:17:40.853Z</updated><title type='text'>Deputado Socialista condena o brutal bombardeamento do Líbano pelas FDI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/348/197/1600/Joe%20Higgins.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/348/197/320/Joe%20Higgins.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;No Sábado, 28 de Julho, 2000 pessoas marcharam em Dublin em oposição ao criminoso ataque da Força de Defesa Israelita (FDI) contra o Líbano. A manifestação foi organizada pelo Movimento irlandês contra a Guerra e a Campanha de Solidariedade com a Palestina. O Socialist Party (SP, o CIT na Irlanda) e a Socialist Youth (organização juvenil socialista) participaram no protesto e o deputado ao Dail (Parlamento irlandês) e militante do SP Joe Higgins, interveio no comício que se seguiu e foi um dos oradores mais bem recebidos. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;   Publicado em inglês no &lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;a href="http://www.socialistworld.net/"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;socialistworld.net&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joe Higgins dirigindo-se aos 2000 participantes disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;‘O Socialist Party tem orgulho em estar com os milhares que aqui, hoje, em Dublin, manifestam a sua solidariedade com o povo sofredor do Líbano, o povo sofredor em Gaza e o povo sofredor no Iraque.&lt;br /&gt;Pessoas comuns por todo o mundo estão revoltadas com a bárbara destruição do Líbano e o cruel massacre de centenas de mulheres, homens e crianças e a horrível mutilação de outros milhares.&lt;br /&gt;Infelizmente esta criminalidade não é nada de novo para os povos do Médio Oriente. A brutalidade do regime de Israel foi durante gerações infligida de uma forma revoltante sobre o povo palestiniano. Durante séculos as potências imperiais criaram o caos por todo o Médio Oriente para servir os seus próprios interesses.&lt;br /&gt;Basta ver os rios de sangue diários que afogam o povo do Iraque como resultado da invasão criminosa de um país pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Primeiro, milhares foram mortos pelas armas e bombas dos invasores e agora há um massacre diário resultante do pesadelo sectário que eles desencadearam.&lt;br /&gt;Os cobardes lideres da União Europeia e do governo irlandês não escapam de ser culpados no ataque ao Líbano. Ninguém se engane com algumas críticas a Israel. Quando muitos deles se mantiveram silenciosos durante a invasão ao Iraque e quando o governo irlandês facilitou essa invasão ao permitir que as força armadas dos Estados Unidos usassem o aeroporto de Shannon, estavam a criar as condições pelas quais Israel pode lançar os seus ataques – uma vez que não fariam este ultraje sem o apoio do governo dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;E na sua tentativa de redesenhar o Médio Oriente de forma a sirva os seus próprios interesses imperiais, os Estados Unidos viram isso facilitador com esta cumplicidade na Europa, incluindo o Taoiseach (primeiro ministro) irlandês Bertie Ahern e o seu governo&lt;br /&gt;De uma vez por todas a completa hipocrisia da chamada guerra ao terror foi desmascarada no Líbano. O que é despejar bombas dos céus para massacrar gente inocente senão o mais completo terrorismo de estado?&lt;br /&gt;Exigimos que os bombardeamentos parem imediatamente. Exigimos que as FDI retire do sul do Líbano. Exigimos a libertação dos milhares de prisioneiros libaneses e palestinianos.&lt;br /&gt;Creio que o Hezbollah tem o direito de resistir à invasão das FDI no sul do Líbano. Mas o Hezbollah deve parar imediatamente com o disparo de rockets sobre áreas civis. É sempre errado alvejar indiscriminadamente áreas civis. Os ataques a civis também conduzem a que os trabalhadores israelitas para os braços da classe dominante reaccionária de Israel quando é necessário uma política que faça a classe operária e os trabalhadores romper com o regime que os conduziu ao desastre num sem número de ocasiões.&lt;br /&gt;É necessário um movimento da classe operária e demais trabalhadores árabes, dos camponeses árabes e dos pobres para varrer os regimes das elites corruptas árabes, muitas delas que são, na verdade, clientes das potências imperialistas na região.&lt;br /&gt;É necessário um movimento da classe operária e dos trabalhadores israelitas que varra o regime Sionista, militarista e reaccionário em Israel.&lt;br /&gt;Enquanto exigimos o fim imediato dos ataques ao Líbano e a Gaza, muito mais é necessário. Por dois, três, ou dez anos podemos ter novos actos ignóbeis infligindo ainda mais sofrimento aos povos do Médio Oriente. As questões económicas e sociais necessitam de ser enfrentadas. É obsceno, por exemplo, que o Médio Oirente produza dois terços do petróleo de todo o mundo mas que 67% do povo palestiniano viva com menos de dois dólares por dia! O petróleo e outros recursos da região devem ser tomados sob o controlo democrático dos povos do Médio Oriente em vez de serem engolidos para lucros das companhias petrolíferas e outras multinacionais.&lt;br /&gt;Apenas com base na democracia e socialismo, a classe operária e os demais trabalhadores árabes e as suas comunidades podem viver em paz com justiça e tolerância para todos os grupos étnicos e religiosos, sejam xiitas, sunitas ou cristãos possam viver em tolerância e harmonia.&lt;br /&gt;Necessitamos do fim da ocupação. Necessitamos do estabelecimento de um Estado Palestino livre e democrático.&lt;br /&gt;E, numa base global, necessitamos do fim da obscenidade de incontáveis biliões de dólares e euros são gastos anualmente em armamento, em criar armas que podem matar ainda mais pessoas a uma ainda maior distância. Se os milhares de cientistas e as dezenas de milhares de trabalhadores que diariamente estão ligados à criação de horríveis armas usarem o seu talento para a resolução dos problemas da humanidade, isso pode fazer uma diferença enorme ao mundo onde as crianças já não morram à fome, onde a água potável seja uma realidade para cada ser humano, e onde toda a humanidade possa viver em paz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-115453186015101960?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/115453186015101960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=115453186015101960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115453186015101960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115453186015101960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2006/08/deputado-socialista-condena-o-brutal_02.html' title='Deputado Socialista condena o brutal bombardeamento do Líbano pelas FDI'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-115452983620062857</id><published>2006-08-02T14:42:00.001Z</published><updated>2008-06-20T14:55:36.477Z</updated><title type='text'>Stop à Segunda Guerra do Líbano!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Socialistas revolucionários israelitas contra a guerra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: right;"&gt;O seguinte folheto foi traduzido da tradução inglesa com base no original em hebreu. Foi editado para lutar contra os planos de Guerra do governo do Olmert e exigir o fim da guerra e da ocupação da Palestina por militantes do Maavak Sozialisti (Luta Socialista), a organização em Israel filiada no CIT.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt; Originalmente publicado em &lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;a href="http://www.socialistworld.net/"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;socialistworld.net&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="firstp" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;'Os políticos e generais estão a arrastar-nos para um atoleiro’&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;h3&gt;Maavak Sozialisti, CIT em Israel&lt;/h3&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;A corrente Guerra não procura assegurar a libertação dos soldados capturados ou trazer a segurança aos colonatos do norte. Os generais e políticos não podem tolerar os danos provocados no seu prestígio pelos ataques onde foram mortos e capturados soldados em Keren Shalom e na fronteira do norte e, por essa razão estão a enviar soldados regulares para combate e a dizer a mais de um milhão de trabalhadores e às suas famílias que ‘aguentem os golpes calmamente’. &lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Os corajosos políticos e generais estão preparados para lutar até à última gota de sangue – não do seu próprio sangue mas o sangue de milhares de pessoas comuns, quer de Israel quer do Líbano...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;Os políticos dizem-nos que os bombardeamentos aéreos irão “esmagar o Hezbollah", e que isso irá fazer centenas de milhares de refugiados que irão pressionar o governo libanês que irá forçar o Hezbollah a render-se.&lt;br /&gt;Nada disso acontecerá. Os bombardeamentos massivos atingiram mais os trabalhadores que atingiram o Hezbollah – que está a empurrar o exército [israelita] para a armadilha que montou no sul do Líbano.&lt;br /&gt;E agora, depois de nos terem prometido que não haveria necessidade de uma invasão terrestre e da reocupação do sul do Líbano, os políticos e generais estão a mandar os soldados comuns a fazer exactamente isso.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, no norte, os cantoneiros de limpeza em Nahareeya estão a ser forçados a continuar a limpar ruas desertas – caso contrário serão despedidos e perderão os seus magros salários.&lt;br /&gt;Os fogos causados pelos rockets são extintos por bombeiros que não recebem os seus salários há dois meses. Centenas de milhares de moradores do norte perceberam que o governo é incapaz de os defender e vieram para o sul – e as pessoas que ficaram são as que não têm familiares que os possam alojar no centro do país e que não têm dinheiro para hotéis, por outras palavras, trabalhadores e pobres. O governo não se preocupa com os residentes do norte, nem com os que de lá saíram, nem com os que lá ficaram.&lt;br /&gt;O sistema capitalista que em tempos normais é incapaz de nos garantir uma vida decente, saúde, educação adequada e habitação condigna, é também incapaz de garantir segurança e está a conduzir-nos a novos atoleiros em Gaza, na Margem Ocidental e no Líbano.&lt;br /&gt;Os capitalistas que lucraram com as privatizações e o [recente] crescimento económico, serão também compensados pelas suas percas com a Guerra e nós seremos forçados a pagar o preço em sangue e pobreza.&lt;br /&gt;Apenas nós, milhões de operários e demais trabalhadores podemos pôr cobro a isto, numa campanha de massas de manifestações e greves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;Luta de massas dos trabalhadores e jovens israelitas para parar os bombardeamentos no Líbano e pela retirada do Exército do Líbano, Gaza e Margem Ocidental.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Financiamento estatal temporário para habitação dos trabalhadores que foram forçados a abandonar as suas casas.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Pagamento imediato de todos os salários que têm sido suspensos. Pagamento dos salários em Proibição dos despedimentos. &lt;/li&gt;   &lt;li&gt;O custo da guerra não deve ser pago pelos trabalhadores. Não aos cortes nos orçamentos sociais. &lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Pela construção de um partido de massas dos trabalhadores, armado com um programa socialista, a única alternativa ao sistema capitalista que cria as guerras e a pobreza. &lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-115452983620062857?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/115452983620062857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=115452983620062857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115452983620062857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115452983620062857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2006/08/stop-segunda-guerra-do-lbano_02.html' title='Stop à Segunda Guerra do Líbano!'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-115452600526091598</id><published>2006-08-02T13:36:00.000Z</published><updated>2006-08-02T13:56:27.363Z</updated><title type='text'>Líbano: Lutas dos trabalhadores travadas pela invasão israelita</title><content type='html'>As consequências da guerra e da pobreza irão conduzir a novos protestos&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por um socialista revolucionário no Líbano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; A situação aqui, numa da áreas for a de Beirute ainda não muito bombardeadas está a ficar, de dia para dia, cada vez difícil. Têm sido um pesadelo para os que vivem no sul de Beirute e no sul do país. Muitas pessoas estão a recusar-se a sair das suas casas apesar dos bombardeamentos. Sabem que se tornarem refugiados não terão nada. Também têm um certo orgulho em esperar e enfrentar o poderio militar israelita.&lt;br /&gt;Para os que fugiram do sul, estão agora alojados em escolas abertas aos refugiados. A Força Aérea Israelita bombardeou uma dessas escolas usando a desculpa que estava a ser usada pelos guerrilheiros do Hezbollah.&lt;br /&gt;A Força Aérea Israelita também está a bombardear camiões com ajuda alimentar. Agora, sempre que um carro está atrás de um camião numa Estrada, ou param imediatamente ou mudam rapidamente de direcção para não serem atingidos por um bombardeamento que possa ter lugar.&lt;br /&gt;Já não há carne e iogurtes e leite estão rapidamente a desaparecer. Só podemos ter os geradores a trabalhar duas horas e depois parar outras duas por falta de diesel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;No dia em que o regime de Israel o Líbano até só restar escombros era suposto começar uma greve total e indeterminada dos trabalhadores dos serviços de electricidade contra a privatização do sector. Tal greve poderia desenvolver-se para um movimento de massas , envolvendo largos sectores da classe operária e de outros trabalhadores numa luta ampliada contra os aumentos de preços, do custo de vida e por aumentos salariais que tivessem em conta a inflação desde 1996, quando se deram os últimos aumentos de salários. É claro que a guerra paralisou o que poderia ser uma potencial frente única dos trabalhadores à volta de questões de classe. Agora, os trabalhadores do sector de electricidade que ainda não forma mortos estão desesperadamente te atentar manter o fornecimento de electricidade aos hospitais e às comunidades.&lt;br /&gt;Mas a esta acção grevista planeada era apenas uma das muitas lutes operárias e laborais e movimentações, algumas das quais estavam a ser manipuladas por dirigentes de organizações confessionais sectárias, e usadas para libertar a pressão que existia na ampla revolta entre os trabalhadores e camponeses pobres. Isto devido o constante aumento de preços e a privatização do que se mantinha no sector de estado. A maioria das classes medias foi fortemente empobrecida. Falei há dias com uma pessoas que me dizia que a sua família costumava viver bastantes confortavelmente, com ambos os pais a terem empregos. Agora estão desempregados e tiveram de vender a casa da família de forma a pagar as dívidas e mandarem os filhos para a escola e faculdade.&lt;br /&gt;A situação dos trabalhadores libaneses é obviamente muito pior. Os salários são praticamente para pagar as rendas de casa, alimentação de transportes. O governo há meses que tentava aumentar o preço do pão. Isso atingirá os mais pobres. O preço previsto era de 2000 Lira a 10 000 Lira. Isso conduziu a uma enorme oposição e revolta. Michel Aoun, agora líder do Movimento Patriótico Livre e um antigo comandante militar populista nacionalista de direita durante a Guerra Civil Libanesa reconverteu em líder popular de massas. Aoun falou sobre questões de classe, pão e manteiga. O seu movimento organizou contra aumento do preço do pão em inicio de Junho com a participação de centenas de milhares de pessoas. Em consequência o governo recuou e retirou a proposta de aumento do pão.&lt;br /&gt;Também havia uma oposição de massas ao aumento do preço da electricidade que era uma preparação para a privatização da industria. No sul, onde o Hezbollah tem a sua base e tem apoio de massas , a oposição de massas desenvolveu-se através de um boicote ao pagamento das contas de electricidade e instou as pessoas a organizarem-se para produzir a sua própria electricidade. Dada à falta de um partido de massas dos trabalhadores com raízes em todos os sectores da população não se caminhou para o generalizar deste movimento. Foi lançada uma onda de propaganda acusando o boicote no sul de ser o responsável dos aumentos de preços no norte. Esta é a tendência de dividir o movimento dos trabalhadores entre comunidades desde que a propaganda governamental acusa os Xiitas do sul de serem responsáveis por todos os outros terem de pagar aumentos de electricidade.&lt;br /&gt;Contudo, estas movimentações mostram que a revolta está a fermentar. O efeito da guerra irá trazer, com o decorrer do tempo, estes assuntos para a ordem do dia , à medida que os capitalistas tentarem obter super-lucros à custa do sofrimento dos trabalhadores e juventude.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-115452600526091598?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/115452600526091598/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=115452600526091598&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115452600526091598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115452600526091598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2006/08/lbano-lutas-dos-trabalhadores-travadas.html' title='Líbano: Lutas dos trabalhadores travadas pela invasão israelita'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-115452748439958403</id><published>2006-08-02T01:57:00.000Z</published><updated>2006-08-02T15:20:47.566Z</updated><title type='text'>Fim ao Bombardeamento da Palestina e do Líbano!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este texto é uma análise de Kevin Sinpson, do Secretariado Internacional do CIT.&lt;br /&gt;Foi publicado a 18 de Julho e, necessáriamente, não tem em conta os desenvolvimentos posteriores.&lt;br /&gt;José David Gregório&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Os ataques aéreos do regime de Israel ao Líbano&lt;br /&gt;abrem a porta a uma nova guerra regional&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Faremos recuar o Líbano 20 anos”. Esta ameaça de um general israelita está agora a ser implementada por um brutal bombardeamento do Líbano pelas Forças Armadas de Israel, as FDI. Nos últimos de sete dias, muitas partes do Líbano foram bombardeadas “até ao subsolo” como um activista socialista de Beirute descreve os acontecimentos.&lt;br /&gt;O regime de Israel, com o apoio da administração Bush e o seu aliado Primeiro Ministro Blair, corre o perigo de conduzir a região para uma nova Guerra regional a não ser que a classe capitalista israelita seja forçada a recuar. A incursão da FDI em Gaza foi suficientemente devastadora. O regime israelita tem um historial de invasão e ocupação do Líbano. Contudo, a mais recente invasão aérea do Líbano, dado o aumento da enorme potência de fogo do armamento militar israelita que devastou o país é, qualitativamente, de uma ordem diferente.&lt;br /&gt;Os eventos estão numa espiral for a de controlo. Jornalistas da TV jordana relatam ameaças israelitas ao regime da Síria para forçar o Hezbollah a recuar ou enfrentar raids de bombardeiros dentro de 72 horas. O Primeiro Ministro israelita Olmert fala ominosamente de uma «longa guerra», enquanto que o Sheikh Nasrullah, líder do Hezbollah, ameaça Israel com mais ataques de rockets e dispara-os. Um diplomata ocidental diz “Se [o cenário de pesadelo] se desenvolve todos estaremos num profundo, muito profundo problema” (Observer, 16 de Julho de 2006)&lt;br /&gt;As guerras e os conflitos militares têm uma lógica própria. No Médio Oriente, ensopada com ódio ao imperialismo norte-americano e a bárbara opressão de décadas sobre os palestinos, isto é ainda mais verdade. Desde a ocupação pelas FDI da Margem Ocidental e da Faixa de Gaza na Guerra Israelo-Árabe de 1967, mais de 650.000 actos de detenção e prisão de palestinos foram levados a acabo pelo estado israelita. Mais de 9000 palestinos e libaneses sofrem as prisões israelitas. Isto é apenas um indicador da opressão sofrida pelas massas palestinas.&lt;br /&gt;Não pode ser posto de parte que o regime de Israel possa recuar na iminência de uma nova guerra aberta. Mas essa possibilidade decresce de dia para dia. Contudo, mesmo se for esse o caso, a situação política no Médio Oriente mostra algumas semelhanças com as enormes tensões e amarga revolta entre as massas árabes que existiam no período anterior às guerras Israelo-Árabes em 1956 e 1967.&lt;br /&gt;Enormes faixas do Sul de Beirute estão reduzidas a escombros fumegantes com os moradores vagueando pelas áreas em estado de choque face à enorme destruição que chegou na forma de salvas de mísseis e bombas vindas de terra, do mar e do ar. Pontes, estradas e centrais eléctricas foram pulverizadas. A destruição de fábricas começou. Todos os portos e aeroportos do Líbano forma bombardeados. A falta de mantimentos e água potável é geral. A fome e as doenças, sempre companheiras das guerras e conflitos, ameaçam agora os mais pobres do Líbano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Centenas de mortes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Centenas de civis libaneses já foram mortos, muitos deles feitos em pedaços pelas de bombas do FDI enquanto tentavam fugir do país para Damasco, a capital da Síria. Um milhão de refugiados fugiu de Beirute. Já ocorreram massacres. No sábado, 15 de Julho, a FDI advertiu os residentes de Marwaheen, no Sul Líbano para abandonarem a sua aldeia. Quando saíam da aldeia, a coluna de camiões que os levava foi atacada com um míssil israelita. Morreram 20 pessoas, incluindo muitas crianças. Foram divulgadas fotografias horrorosas de corpos desmembrados nas televisão do mundo árabe e muçulmano.&lt;br /&gt;Mas, como é o caso em todos os conflitos, são a classe operária, os demais trabalhadores e os camponeses pobres de ambos os lados que sofrem – mão os generais, os políticos e a elite capitalista que estão bem longe do perigo, incluindo os que, como o filho de Hariri, o antigo presidente libanês, que está albergado num hotel de cinco estrelas em Damasco. Os trabalhadores e jovens libaneses sofrem a maior parte da morte e destruição. Contudo, cada vez mais os trabalhadores judeus israelitas também sofrerão, como os oito ferroviários mortos por um míssil do Hezbollah em Haifa no passado fim de semana o demonstrou. Os árabes israelitas também se tornaram vítimas dos ataques de rockets do Hezbollah em vilas dentro de Israel como Majd el Krum onde um morador árabe israelita disse que o Hezbollah perece “não fazer diferença entre Judeus e Árabes. Mas todos somos comida do mesmo prato”:&lt;br /&gt;Internacionalmente, os trabalhadores e juventude estão cada vez mais revoltados com a brutalidades deste conflito e a cínica frieza em relação às vidas de civis inocentes mostrada pelo imperialismo dos EUA e das potências da União Europeia (UE). Quando foi perguntado a um porta-voz presidencial norte-americano se Bush condenaria a resposta desproporcionada de Israel, respondeu: «O Presidente não dará conselhos militares a Israel” (London Times, Quinta Feira 15 de Julho de 2006). Contudo, na cimeira do G8, numa conversa privada com Blair que foi captada por gravação, Bush disse: “O que eles necessitam de fazer é de atacar a Síria, para parar o Hezbollah para esta merda”.&lt;br /&gt;A elite Árabe é fraca e gananciosa. Uma reunião da Liga Árabe durante o passado fim de semana, foi incapaz de emitir uma declaração! A Arábia Saudita apoiou inicialmente a acção de Israel contra o Hezbollah. Todas estas acções serão recordadas pelas massas árabes e estes líderes pagarão por estes crimes no futuro.&lt;br /&gt;Contudo, o que realmente revolta todos os que estão horrorizados pelas cenas de destruição que vêm nas suas TVs em cada noite que passa e que conduzem as massas árabes e muçulmanas a níveis de revolta incandescente, é que o imperialismo dos EUA apoia tão aberta e transparentemente o regime de Israel. E tudo isto é feito em nome da ‘democracia’ e contra o ‘terrorismo’. A Cimeira do G8, sobre forte pressão do imperialismo dos EUA, emitiu uma declaração colocando o ónus do conflito no Hezbollah e recusando a apelar a um cessar fogo. Uma reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE seguiu essa declaração em comentários similares, recusando-se a condenar Israel. Tudo isto junto dá apoio ao regime de Israel para o castigo colectivo de toda a nação libanesa. O imperialismo ocidental lamentará o dia que deu luz verde para o regime de Israel pulverizar o Líbano, o que não nada mais do que terrorismo de estado.&lt;br /&gt;A atitude do imperialismo americano face a Israel não é nada de novo. Ao longo do ano passado, Bush apoiou a construção massiva de colonatos por Israel na Margem Ocidental e deu quase carta branca ao plano de Olmert para impor unilateralmente um ‘acordo final’ sobre os palestinos , que lhes deixará apenas com 115 da original Palestina , e mesmo essa área sendo cercada por muros de separação tipo “Muro de Berlim”.&lt;br /&gt;Já passaram os dias em que os EUA pareciam ser neutrais. Agora é muito difícil à administração Bush até fingir que age como travão à brutal repressão militar do regime de Israel. Mesmo a elite árabe percebe isso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mudança de políticas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parte disto representa uma mudança de políticas sob o segundo mandato da Administração Bush. Mas também está ligado ao facto de que a capacidade do imperialismo dos EUA de intervir e influir nos acontecimentos mundiais é agora muito mais limitada que antes. A seguir aos ataques do 11 de Setembro, quando a hiper potência dos EUA parecia temporariamente ter mais espaço para intervir militarmente em todo o mundo, o regime de Bush avançou com a ideia que riria redesenhar o Médio Oriente. Iriam varrer os Talibans do Afeganistão e implementar um ‘regime democrático secular’. Trataria do regime de Saddam no Iraque e novos regimes amigos dos EUA floresceriam no Médio Oriente e dariam energia barata ao Ocidente. Seguir-se-ia uma transformação ‘democrática’ no resto da região, varrendo o regime do Irão que fazia parte do ‘eixo do mal’, o regime Baas de Assad da Síria e talvez mesmo mudar antigos aliados dos EUA com governantes mais adequados e estáveis em países como o Egipto e Arábia Saudita. Uma solução final para o conflito Israelo-Palestina iria resultar do esmagamento dos grupos islâmicos mais extremistas nos Territórios Ocupados.&lt;br /&gt;Esta Utopia neo-conservadora foi substituída por uma horrorosa catástrofe para as massas e provocou um pesadelo político e militar para o imperialismo para qualquer lado que se volte. O Iraque és numa situação pior do que estava sob o brutal regime de Saddam Hussein. A possibilidade do país se partir em pequenos Estados instáveis e hostis torna-se dia para dia mais real. O Irão foi qualitativamente fortalecido regionalmente porque os partidos Xiitas ligados ao regime estão em ascendência no Iraque.&lt;br /&gt;Mais, o regime iraniano recusou-se a vergar à pressão ocidental para parar com a produção de urânio enriquecido e, ao faze-lo, ganhou apoio de maioria da população do Irão pela sua retórica anti-imperialista. A Arábia Saudita e o Egipto enfrentam crescente ameaças de grupos islâmicos reaccionários ligados à Al-Qaeda. A somar a isso, a Fraternidade Islâmica teve importantes ganhos eleitorais nas recentes eleições gerais no Egipto. Mas a mais clara humilhação para o imperialismo norte-americano na região veio da esmagadora vitória eleitoral do Hamas mas eleições da Palestina, em Janeiro passado. Este exemplo mostrou a hipocrisia da administração de Bush. Este lançou uma campanha, apoiada por ameaças de intervenção militar ampla no Médio Oriente, em nome da ‘democracia’. Contudo, quando se deram as eleições, o imperialismo dos EUA não gostou dos resultados. Consequentemente, quando o regime de Israel desencadeou mais destruição contra as massas palestinianas em resultado das eleições, receberam total apoio do imperialismo norte-americano e dos seus sequazes.&lt;br /&gt;Mas a presente fase dos acontecimentos é bem mais séria. O ataque original do Hezbollah á coluna militar israelita foi feito para fortalecer a sua posição dentro do Líbano, desde a retirada das tropas sírias lhes levou o que é visto como um dos seus aliados. O ataque também foi feito para desviar as atenções da exigência das Nações Unidas para o Hezbollah desarmar as suas milícias.&lt;br /&gt;O Hezbollah, melhor armado e mais coeso que o Hamas, representa um formidável inimigo para o regime de Israel. É actualmente visto como a terceira mais poderosa força armada na região por alguns observadores militares. Foi responsável, com base no seu apoio de massas entre a população xiita e pelos seus ataques armadas contra tropas israelitas, por forçar a FDI a retirar prematuramente do sul do Líbano em 2000. É por isso que é um enorme golpe para o prestígio dos militares. É por isso que comentadores da imprensa israelita chamam, ao Líbano, o “Vietname do Israel”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contraprodutivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Hezbollah tem o direito de resistir às agressões de Israel mas usar ataques indiscriminados contra áreas civis israelitas é contraprodutivo. Em vez de minar o apoio ao regime de Israel entre a sua população, é mais provável que cimente os trabalhadores e jovens israelitas à volta do seus regime.&lt;br /&gt;Quando o Hezbollah matou sete soldados e capturou outros dois, os militares israelitas sofreram outro enorme golpe. Uma vez que o conflito entrou em escalada, o Hezbollah mostrou que é capaz de atingir importantes centros populacionais de Israel, como Haifa. Mais de um milhão de habitantes da cidade e dos seus subúrbios, a terceira maior de Israel, fugiram para o sul e os principais locais de trabalho de Haifa estão encerrados. Isto significa que o prestígio do regime de Israel está agora em causa. A sua promessa de décadas de fornecer segurança permanente à população judaica de Israel é cada vez mais posta em causa.&lt;br /&gt;Esta é uma das principais razões por que está a haver uma tal brutal resposta aos ataques do Hezbollah.. Torna-se claro que a elite militar israelita quer enfatizar uma política daquilo que descrevem como «prevenção». Isto não significa que se oponham ao plano do governo de Olmert para uma retirada de áreas da Margem Ocidental e a imposição de um acordo final ao Palestinianos. Mas é claro que querem fazê-lo esmagando qualquer sinal de resistência para sublinhar que o capitalismo israelita é e principal potência militar na região e a retirada não é um sinal de fraqueza. A natureza esmagadora da sua resposta aos rockets do Hezbollah é uma mensagem clara aos sues oponentes e às massas árabes – «oponham-se a nós e sofram as consequências».&lt;br /&gt;A esperança da FDI é que os seus bombardeamentos forcem o governo libanês e a sua população a voltarem-se contra o Hezbollah e força-lo a desarmar-se e a retirar para 25 milhas da fronteira entre o Líbano e Israel., para o rio Litani. Com efeito, isso significaria que o Hezbollah sairia das áreas onde é maior o seu apoio entre a população.&lt;br /&gt;Mas as tácticas do FDI apenas servirão para tornar as coisas piores. Entre alguns sectores da população que apoiam os mais reaccionários partidos cristãos do Líbano, há total apoio para o esmagamento do Hezbollah, de que são, apesar de tudo, históricos oponentes desde os tempos da Guerra Civil Libanesa. Na fase inicial dos actuais bombardeamentos, amplos sectores da população sentiam que estavam sofrer por causa das acções desencadeadas pelo Hezbollah. Contudo, dada a brutalidade dos ataques do FDI, o sentimento mudou e agora o ódio à brutalidades do regime de Israel domina e o apoio muda agora para o Hezbollah – não apenas entre os Xiitas.&lt;br /&gt;Em Israel também há agudas mudanças nos sentimentos e consciência. Nunca antes, na história do capitalismo israelita, a elite rica foi tão odiada pelos trabalhadores judeus por causa dos ataques neoliberais do governo as suas condições de vida e a crescente corrupção entre os políticos. Também os militares viram, também, os seus padrões de prestígio diminuir normalmente altos perante a sociedade.&lt;br /&gt;Mas a ameaça de generalização de ataques com rockets e o crescente sentimento de que estão cercados por países árabes hostis que ameaçam empurrar os judeus para o mar, significa que, de momento, o sentimento começou a mudar. Há agora um crescente apoio ao governo de Olmert– mesmo quando isso possa ser tingido por dúvidas e críticas. Apenas através da experimentação da futilidade de usar meios militares para esmagar oposição de massas e a incapacidade do capitalismo israelita de proteger a sua população física e socialmente a disposição em Israel mudará. Mas de momento ela está a virar-se para uma mentalidade de Guerra.&lt;br /&gt;Isto polariza a situação ainda mais e também explica porque é que o capitalismo israelita o imperialismo e as elites árabes têm tão pouca margem de manobra. Tudo isto irá levar de atrocidade a atrocidade para equilibrar a balança. A FDI já tem forces terrestres infiltradas a operar no Líbano. Olmert assinou uma ordem na Terça-feira, 18 de Julho, para serem recrutados três batalhões de reservistas. Isto é um sinal que o FDI pode estar a preparar uma invasão terrestre.&lt;br /&gt;Mas a continuação desta brutal Guerra aérea, com toda a probabilidade, conduzirá ao enfraquecimento e à divisão e queda do governo libanês, e o Hezbollah a tomar controlo aberto das áreas onde detêm a maioria de apoio. O regime sírio poderá usar isto como desculpa para enviar forças secretas de regresso ao Líbano, disfarçados de combatentes do Hezbollah. Não pode mesmo ser posto de parte que o regime Iraniano, que já fornece armamento e conselheiros militares ao Hezbollah possa mandar combatentes voluntários para o Líbano.&lt;br /&gt;Parte desta espiral de Guerra pode potencialmente ser o bombardeamento de Israel à Síria e também contra as instalações nucleares do Irão. Esta hipótese já não pode ser posta de parte mas não é certo particularmente se crescer a pressão sobre o capitalismo israelita para decretar um cessar-fogo. E, se este horrífico cenário caminhar se der, uma Guerra regional será mais provável. O capitalismo israelita e o imperialismo dos EUA estão-se a apoiar no facto de que o Hezbollah está isolado no mundo árabe, com muitos líderes árabes sunitas vendo o conflito como uma oportunidade de cortar as asas de um competidor fortalecido. Alguns comentadores militares sérios referiram que a resposta relativamente contida do regime da Síria aos ataques israelitas é uma prova que não têm vontade de colocar a cabeça em risco. Usam mesmo o facto do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão ter apelado a um cessar-fogo, a negociações e à libertação dos prisioneiros, como prova de que há limites no seu apoio ao Hezbollah.&lt;br /&gt;Mas há também uma enorme revolta entre as amassas árabes. Se o conflito entrar em escalada, então os regimes árabes podem ser ameaçados agora, ou mais tarde com uma enorme instabilidade, movimentos de massas e mesmo o derrube das elites corruptas. A administração egípcia está sob o fio da navalha e países como a Arábia Saudita – apesar do aumento do preço do petróleo – estão atolados numa instabilidade nunca dantes vista. A ideia de um turbilhão em expansão do conflito armado, atingindo o Líbano, a Síria o Irão e então o Iraque onde mais de 140.000 militares dos EUA estão estacionadas já não é assim tão improvável.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Efeitos económicos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso poderá ter efeitos catastróficos na economia mundial onde o petróleo está na iminência de atingir os 80 dólares por barril e pode aumentar rapidamente para os $100/barril. Isso poderia aumentar a perspectiva de uma nova crise económica mundial na escala da de 1974 – 75 que foi parcialmente despoletada pela quadruplicação do preço do petróleo.&lt;br /&gt;Tal como estas tácticas militares brutais da FDI e dos seus apoiantes imperialistas já têm efeitos sérios e a longo prazo e continuarão a ter: Por exemplo, a ocupação militar do Afeganistão fortaleceu os talibans e a Al-Quaeda e no Iraque fortaleceu Zarqawi e conduziu indirectamente aos atentados bombistas de Londres e Madrid. As consequências dos últimos ataques ao Líbano poderão, infelizmente, ser seguidos de uma nova onda de ataques terroristas por todo o mundo cujas vítimas são, invariavelmente, as classes trabalhadoras.&lt;br /&gt;Os trabalhadores da região, conjuntamente com o campesinato pobre , são a única força capaz de derrotar o imperialismo, o capitalismo e as elites árabes corruptas e cumprir a aspiração dos palestinianos á sua libertação social e nacional. De contrário, serão sempre a secção da população que sofrerão mais em situações de conflitos ou Guerra.&lt;br /&gt;A enorme revolta que existe contra o papel perniciosa do imperialismo necessita de ser orientada para a construção de novos movimentos e partidos da classe operária e dos demais trabalhadores, baseadas nas ideias da retirada de todas as forças armadas imperialistas e do derrube do capitalismo e feudalismo na região e de uma confederação socialista do Médio Oriente.&lt;br /&gt;Indubitavelmente, a perspectiva de mais conflitos e guerras enche os trabalhadores e juventude de todo o mundo, e em particular do Médio Oriente, de receio por causados terríveis sofrimentos que podem significar. Contudo, as guerras e conflitos capitalistas irão assistir a mais lutas de classes contra as privatizações e ataques às condições de vida dos trabalhadores que já se fazem sentir em países como o Irão, Egípcio e Israel. Tais movimentos voltarão à linha da frente mas com uma consciência diferente –imbuída com o desejo de por fim ao derramamento de sangue e por uma nova sociedade onde a massa da população controle a enorme riqueza que existe na região.&lt;br /&gt;Esta perspectiva é baseada na experiência histórica. No auge da Guerra Civil Libanesa de 1988, os trabalhadores libaneses, rompendo as barreiras sectárias existentes, entraram em greve contra o colapso do valor do salário mínimo como resultado da inflação galopante causado pelo conflito. Ao longo da ‘linha verde’ que devidia a Beirute Cristã da Beirute Muçulmana, realizaram-se manifestações conjuntas sobre esta questão. Durante o mesmo período entre meio e um milhão de israelitas manifestaram-se contra a invasão do Líbano pelas FDI&lt;br /&gt;Contudo, os socialistas revolucionários e os activistas não podem esperar sentados por esses desenvolvimento no futuro. Um movimento pela mudança revolucionária socialista necessita de ser construído, com carácter de urgência, por toda a região.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;18 de Julho de 2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kevin Simpson,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Secretariado Internacional do&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-115452748439958403?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/115452748439958403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=115452748439958403&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115452748439958403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/115452748439958403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2006/08/fim-ao-bombardeamento-da-palestina-e.html' title='Fim ao Bombardeamento da Palestina e do Líbano!'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-114345250466279756</id><published>2006-03-27T09:34:00.001Z</published><updated>2008-06-20T14:48:24.526Z</updated><title type='text'>Equador -  A população indígena levanta-se contra o Tratado de Comércio Livre patrocinado pelos USA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;3 dias de bloqueios paralisam grandes partes do país.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Karl Debbaut, CIT, Caracas, Venezuela&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;O centro, o norte e as áreas Andinas do Equador estiveram paralisadas devido a um protesto contra o Tratado de Comércio Livre que o governo está actualmente a negociar com os EUA. O levantamento, convocado pela CONNAIE, a Confederação das Nacionalidades Indígenas foi extremamente efectivo. As principais estradas de 10 das 22 províncias foram bloqueadas pelos manifestantes que construíram barricadas improvisadas com troncos de árvores, terra, pedras e bidões usados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;As reivindicações da &lt;span style=""&gt;CONNAIE são o rompimento imediato das negociações entre o governo e os EUA sobre o Tratado de Comércio Livre, a nacionalização dos recursos petrolíferos, a expulsão da empresa estadunidense Petrolera Americana Occidental e a convocatória a uma assembleia constituinte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;Estas reivindicações são uma repetição das exigências das populações indígenas e dos operários da industria do petróleo numa greve geral levada a cabo no Verão de 2005. Então, o governo declarou o estado de emergência e enviou o exército para sufocar o levantamento. A greve do sector do petróleo terminou quando o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu cumprir com a obrigação do Equador de enviar petróleo para os EUA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;Desta vez os protestos da população indígena estenderam-se a mais províncias e o gobernó não respondeu agora com a mesma força a pesar de alguns jornais terem notciado que três dos manifestantes foram assassinados e 16, feridos &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;O Ministro do Interior Equatoriano, Alfredo Castillo renunciou. É o terceiro Ministro do Interior a renunciar nos últimos 11 meses. As declarações oficiais alegam razões pessoais para a sua renúncia. Não há dúvida que a sua renúncia é uma tentativa do governo para acalmar os ânimos. O governo também convocou uma junta de emergência com os administradores das cadeias de televisão do Estado e privadas para lhes recordar que tem de se comportar com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;responsabilidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; e não noticiar as greves, manifestações e bloqueios &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;porque estes actos querem destabilizar a democracia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;Eduardo Cholango, presidente de uma das organizações indígenas mais fortes, Ecuarunari, declarou numa entrevista á rádio de Quito que a população indígena está pronta para resistir à assinatura do Tratado de Comércio Livre até que consigam uma resposta clara do Presidente do Equador. "Estamos prontos para resistir por uma semana, duas semanas, ou tal vez um mês porque sabemos que a assinatura do Tratado de Comércio Livre significa que eles (os Imperialistas) espoliarão a nossa produção nacional&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;O Equador assistiu até ao momento a cerca de 10 anos de repetidos protestos e mobilizações que removeram presidentes e governos, mas que não mudaram significativamente as condições das massas. Esta última luta mostra a força potencial da população trabalhadora, mas sem a formação de um governo de operários e camponeses que acabe com a exploração capitalista não haverá uma solução fundamental para acabar com as misérias que afligem as massas equatorianas&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;a href="http://www.worldsocialist.net/"&gt;www.worldsocialist.net&lt;/a&gt; Pagina web do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores - CIT&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-114345250466279756?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/114345250466279756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=114345250466279756&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/114345250466279756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/114345250466279756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2006/03/equador-populao-indgena-levanta-se.html' title='Equador -  A população indígena levanta-se contra o Tratado de Comércio Livre patrocinado pelos USA'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113191585504321901</id><published>2005-11-13T20:56:00.001Z</published><updated>2008-06-20T14:41:28.694Z</updated><title type='text'>França: Foi a política do governo que pegou fogo aos subúrbios</title><content type='html'>Esta é opinião dos militantes do &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Comité Por uma Internacional dos Trabalhadores&lt;/span&gt; em França, organizados no &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Gauche revolutionaire.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Os camaradas o &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;GR &lt;/span&gt;publicaram um número especial do seu jornal, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;l'Egalité&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; para divulgarem a sua análise e propostas sobre os acontecimentos que estão a abalar a França e a Europa.&lt;br /&gt;O  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alternativa Socialista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; divulga a tradução do artigo central do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L'Egalité&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;h3&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/348/197/1600/banlieues-feu-3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/348/197/320/banlieues-feu-3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h2&gt;É a política do governo que pegou fogo aos subúrbios&lt;/h2&gt;   &lt;h3&gt;Chirac-Villepin-Sarkozy: Já chega!&lt;/h3&gt;   &lt;p&gt;Quem é responsável pela miséria dos bairros, quem condenou milhares de jovens ao desemprego? Qual é o sistema que não nos dá nenhum futuro? Pode-se mandar “o exército para as cidades” como dizem certos políticos da extrema-direita (de Villiers) que não habitam nos bairros, pode-se querer o contra – fogos como diz Eric Raoult ex-ministro, e presidente da Câmara de Raincy, em Seine-Saint-Denis mas onde não há mais do que 2,6% de habitações sociais … Na realidade, como dizem os jovens habitantes de Clichy-sous-bois entrevistados pelo jornalista do Vrai-Journal: &lt;i style=""&gt;«O Sr. Sarkozy, fala de economia subterrânea, (…) mas se -nos dessem os meios para prover às nossas necessidades, se se tivesse um trabalho decente, porque é que pensaríamos em economia subterrânea?»&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Os acontecimentos que incendeiam as cidades desde há quase duas semanas não chegaram por acaso. Desde vários anos, a situação social nestes em bairros tem vindo continuamente a degradar-se. O desemprego maciço que excede frequentemente 40%, a ruptura dos serviços públicos, os despedimentos... tudo isto afecta o conjunto dos trabalhadores e as suas famílias. Mas nos bairros desfavorecidos, já antes não se tinha grande coisa: as consequências destas políticas implementadas desde há 20 anos instauraram de maneira permanente uma situação de miséria social, ausência de futuro, para milhares de jovens.É completamente compreensível e justo a cólera, a revoltar contra esta miséria e contra este sistema. Mas não é certamente queimando os automóveis e os equipamentos colectivos ou os serviços públicos (autocarros, escolas, ginásios) que se alterará esta situação. E não se pode aceitar que trabalhadores como os bombeiros ou os motoristas de transporte colectivos sejam ameaçados ou aleijados&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Ainda se a cólera se exprimiu de uma forma maneira demasiado total, toda esta situação é a consequência das políticas efectuadas pelos diferentes governos. São eles quem destruíram os serviços públicos, suprimindo os empregos... A sua política está ao serviço dos capitalistas com o único objectivo de aumentar os lucros para um punhado de proprietários e de grandes accionistas. E para os jovens dos bairros, como para numerosos trabalhadores, esta política provocou: o desemprego e a repressão policial, e as discriminações para os trabalhadores e os jovens dos bairros.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;A política racista e repressiva de Sarkozy&lt;br /&gt;A morte de Zyed, 17 anos, e Bouna, de 15 anos em Clichy-sous-bois não chegou por acaso. Como confirma-o a publicação dos primeiros elementos do inquérito (os relatórios de Polícia na edição datada dos 08/11 do jornal Le Monde) aquilo que aconteceu foi efectivamente uma verdadeira surtida da polícia para cercar dezena de jovens que regressava tranquilamente de uma partida de futebol. As mentiras de Sarkozy e de Villepin que acusaram os jovens de roubo seguidamente de vandalismo numa barraca de um estaleiro enquanto, de que não há nenhum vestígio, mostram sobretudo a vontade de um governo de criminalizar os jovens sistematicamente. Foi mesmo porque estavam a ser eram perseguidos e aterrorizados que os dois jovens escalaram o muro do gerador FED e morreram electrocutados. No Domingo uma granada lacrimogénea da polícia atirada para a mesquita, no momento em que os pais e as mães de família se reuniam. Todo isto, como os acontecimentos das semanas precedentes, mostra que a vontade de provocação vem claramente do governo. A cólera dos jovens e dos habitantes do bairro foi a legítima consequência. A morte de Zyed e Bouna é directamente a consequência da perseguição policial que se sofre quando se habita uma cidade pobre, quando se é jovem, e ainda mais se se for de origem imigrante.&lt;br /&gt;As provocações de Sarkozy, o ministro do Interior, podem mesmo levantar algumas interrogações. As suas regulares declaração sobre "racailles", "escumalha" logo que fala de jovens habitantes dos bairros, ou seu declaração aquando a sua passagem cidade dos 4.000 em La Courneuve, em Junho último, onde declarou ser necessário "limpar tudo aquilo a mangueiras de alta pressão"podem levar-nos a perguntar se não foram provocações deliberadas. A sua vinda a Argenteuil em meados de Outubro, mediatizada como geralmente, uma vez mais tinha sido a ocasião para ele declarar às câmaras em frente de jovens e habitantes que protestava contra a sua vinda: "vamos desembaraçá-los estes de racailles". Sarkozy lançou esta verdadeira campanha racista contra os jovens dos bairros para dividir-nos, para evitar que o conjunto os trabalhadores, de desempregados e jovens se bata contra o governo.&lt;br /&gt;Se os "motins" tocaram mais de 300 cidades até agora, não é por acaso: esta é efectivamente a expressão de uma cólera comum a numerosos jovens que conhecem apenas o desemprego e a ausência de futuro. Enquanto a situação social e económica continuar a degradar-se, as causas da cólera permanecerão lá.&lt;br /&gt;O que é certo, é que este governo está pronto para utilizar cada ocasião para reforçar a sua política. Utilizou os acontecimentos destes últimos dias para reforçar a repressão. O que é necessário, é organizarmo-nos contra governo e a sua política ao serviço dos capitalistas.&lt;br /&gt;Aos 14 anos em estágio, ao 18 no Centro de Desemprego, aos 25 no RMI*? Não é estágio que precisamos, é de um verdadeiro emprego!&lt;br /&gt;(* Empresa marítima francesa onde recentemente se deu um despedimento colectivo)&lt;br /&gt;Villepin admitiu-o ele mesmo: "restaurou" (ver-se-á na realidade) o financiamento às associações de ajuda nos bairros: ocupação de tempos livres, assistência ao estudo etc.. Admitiu igualmente que os jovens cidades pobres tinham menos possibilidade de ter um emprego dado que propôs uma série de medidas que os ajudaria melhor a terminar os seus estudos. Mas na realidade, Villepin salvaguarda a sua orientação: não promete nenhum emprego para os jovens dos bairros, mas os estágios, os estágios e ainda os estágios. Os "estágios" aos 14 anos, são o primeiro passo para o fim da escola obrigatória até à 16 anos, é a possibilidade para os patrões sobrexplorarem jovens a partir de 14 anos, de despedi-los para virem outros seguidamente. Na lei Fillon da Primavera passada, os estágios para os jovens eram uma possibilidade para os que estavam em dificuldade. Doravante, graças às últimas medidas de Villepin, será a via obrigatória para qualquer jovem em "dificuldade escolar".&lt;br /&gt;Quanto ao reforço do "plano de coesão social", ou das medidas sobre a habitação, aquilo vai ser uma vez mais a aceleração das demolições mas com menos habitações reconstruídas. E no mesmo tempo, são operadores privados que continuarão fazer a especulação imobiliária.&lt;br /&gt;E sobretudo, o governo não perde a ocasião de impulsionar o racismo. Villepin não fez sair da gaveta a lei de 1955 por nada ou por pânico. Mostra o seu verdadeiro rosto instaurando o Estado de emergência. Utilizou uma lei procedente do passado colonial da França e que foi utilizada apenas para restringir a luta do povo argelino pela sua independência (e a partir de 1958 contra os que a apoiavam no solo francês) e que foi reutilizadas seguidamente pelo governo Fabius em 1985 contra o povo kanak que na Nova Calédonia lutava legitimamente também por a sua independência. Não é, por conseguinte, por acaso que tal lei foi utilizada.&lt;br /&gt;Esta lei permite-lhes também atacar os direitos democráticos, já bem reduzidos com as leis Sarkozy e Perben. Com esta lei, procedente de um período de guerra, o Estado poderá proibir qualquer ajuntamento ou manifestação, todos os jornais e publicações, as reuniões, se considerar que são perigosos para o governo e a sua política. Desde já, os helicópteros sobrevoam os bairros cada noite!&lt;br /&gt;O governo não teve nenhum problema em contar com organizações como a União das Organizações Islâmicas da França (UOIF), e outras correntes islâmicas, de modo que editem textos religiosos ou outros que chamam à "calma" mas obviamente que não criticam nunca a política do governo. Isso permite uma vez mais fazer passar os acontecimentos nas cidades como a acção exclusiva de jovens que seriam muçulmanos. Na realidade, os acontecimentos sobretudo deram-se nos bairros desfavorecidos, onde o desemprego é maciço: são muitas causas sociais que estão na base dos acontecimentos. As discriminações, os controlos de identidade dos que são de origem imigrante fizeram crescer a cólera em numerosos jovens.&lt;br /&gt;Como parar este governo?&lt;br /&gt;Um dos objectivos do governo é instaurar um clima de medo numa parte da população, de fazer passar assim ainda mais ataques contra todos nós e de restringir no máximo a juventude das cidades para os impedir de lutar. Uma das lições que é necessário tirar da situação actual, é que não são acções cegas e isoladas, nem o incêndio de escolas ou de empresas, que permitirão combater eficazmente Villepin-Sarkozy. _ que é necessário haver uma luta maciça, determinada, unida de trabalhador e jovens contra política governo.&lt;br /&gt;Esta crise é a expressão nos subúrbios da crise que cresce desde há vários anos no conjunto do país. O desemprego, a precariedade, os baixos salários são od dia a dia de milhões de pessoas. É o produto dessa política efectuada pelos governos ao serviço do capitalismo. As habitações de má qualidade, os serviços públicos que desaparecem (encerramento de postos de correio, de estações ferroviárias SNCF...), os planos de despedimentos nas empresas... tudo isso provoca uma miséria crescente para numerosos trabalhadores. Mas tudo isso não acontece por acaso: é o resultado de uma política que visa satisfazer a necessidade de lucros dos patrões e dos grandes accionistas.&lt;br /&gt;Contra Chirac-Villepin-Sarkozy : Trabalhadores, jovens, desempregados, franceses ou imigrantes, homens ou mulheres, todos juntos!&lt;br /&gt;Como escrevemo-lo várias vezes estes últimos meses, é um governo de guerra contra os trabalhadores. Alguns vão certamente compreendê-lo a partir de agora: não é um governo que nos escute, não alterará a sua política. _ O que nós devemos fazer é parar a sua política e construir uma luta global para nos impor as nossas reivindicações. Da mesma maneira que utiliza leis como a de 1955 para a situação actual, o governo não hesitou a enviar o Gign (grupo policial de choque) contra os Marín grevistas do SNCM que tivessem tomado o ferry "Paoli", ou o Gipn (outro grupo policial de choque) contra carteiros de Bègles (perto de Bordéus) em Junho passado.&lt;br /&gt;Os dirigentes dos sindicatos como os das organizações que se reclamam anti capitalistas têm a sua parte de responsabilidade. Recusando organizar uma luta realmente determinada contra o governo e os patrões, continuando a pedir "negociações" a um governo que está determinado a levara cabo a política ultraliberal até ao extremo, os dirigentes sindicais desarmam os trabalhadores. Tal táctica não impediu a privatização do SNCM, ou o início de privatização de FED. E vai ser do mesmo modo sobre os outros assuntos se não se organiza uma luta global. Porque o que será necessário, é efectivamente uma luta determinada, combativa, verdadeira, uma greve geral para parar a política do governo.&lt;br /&gt;Quanto às organizações como o Partido Comunista Francês (PCF) ou a Liga Comunista Revolucionária (LCR), à parte de emitirem comunicados de protesto, não propõem nada. Enquanto que o governo utiliza uma lei arquireaccionária e repressiva, estas organizações, nos seus comunicados, às vezes conjuntos, dizem oporem-se a ela mas não propõem absolutamente nada para se oporem realmente, na prática; a essa lei e proporem verdadeiras mobilizações.&lt;br /&gt;Por tudo isto há urgência: é necessário organizar manifestações que reúnam todos os que estão contra a política do governo, contra a repressão. Nos bairros tocados pelos acontecimentos, é necessário organizar reuniões, Comités democráticos... onde cada um se possa exprimir, e para estabelecer reivindicações em termos de habitação, de serviços públicos, de empregos... Assim, a cólera exprimir-se-á de maneira organizada e consciente contra os verdadeiros culpados: o governo e os patrões.&lt;br /&gt;Mudar o sistema!&lt;br /&gt;Enquanto o capitalismo estiver no poder, haverá a exploração, a miséria... Os governos utilizarão o racismo para dividir os jovens e os trabalhadores, multiplicará a repressão para impedir-nos lutar. É por isso que é necessário organizarmo-nos contra o capitalismo. [É necessário um novo partido de trabalhadores e jovens.]&lt;br /&gt;Tal partido permitiria igualmente efectuar a luta nos sindicatos para os obrigar a organizar uma verdadeira luta contra o governo e os proprietários, para preparar uma greve geral para parar este governo.&lt;br /&gt;Tal partido permitiria igualmente efectuar a luta nos sindicatos para obrigar-o a organizar uma verdadeira luta contra o governo e os proprietários, para preparar uma greve geral para parar este governo um novo partido que reune os jovens e os trabalhadores permitiria pôr adiante o socialismo, única verdadeira alternativa ao capitalismo.&lt;br /&gt;Porque para satisfazer as necessidades sociais, é necessário uma economia livre da lei do lucro, organizada democraticamente pelos trabalhadores para a satisfação das necessidades de todos. Com a nacionalização dos principais meios de produção, de transporte, e distribuição sob o controlo e a gestão democrática dos trabalhadores, seria possível começar a erradicar a miséria, o desemprego, o racismo, sexismo... que o capitalismo provoca.&lt;br /&gt;È por esta perspectiva revolucionária que nós lutamos: junta-te à Esquerda Revolucionária, organiza-te connosco!&lt;br /&gt;CRS e BAC, fora dos bairros já !&lt;br /&gt;Não ao racismo, não à descriminação! Fim imediato dos controlos de identidade, supressão das leis securitárias, Não Ao Estado de Urgência!&lt;br /&gt;Por um programa de urgência de construção de habitações decentes e acessíveis – contra todos os planos do governo visando dar aos especuladores privados a construção de habitação – pelo regresso do sector público de construção HLM&lt;br /&gt;Pela retirada da lei Fillon sobre a educação – Por uma educação gratuita e acessível a todos&lt;br /&gt;Não aos estágios, sim a verdadeiros empregos para todos, não aos contratos unilaterais (CNE…)&lt;br /&gt;Igualdade de emprego e salários para todos : mulheres ou homens, jovens ou mais velhos, franceses ou imigrantes&lt;br /&gt;Por serviços públicos de qualidade e gratuitos&lt;br /&gt;Pela criação de emprego em grande escala nos serviços públicos, nas colectividades locais, por um controlo das empreitadas privadas por comités formados por sindicalistas e habitantes dos bairros. Não à descriminação e racismo nos empreiteiros!&lt;br /&gt;Verdadeiros empregos para todos, não à privatização dos serviços públicos!&lt;br /&gt;Pela criação de novas infra-estruturas sociais, desportivas e culturais. Pela sua reabertura depois de inquérito pelos sindicatos e os habitantes dos bairros se foram encerradas.&lt;br /&gt;Todos os fundos que foram suprimidos para estruturas locais e associativas devem ser imediatamente restituídas (não num hipotético orçamento de 2006). Todo esse dinheiro que foi entregue aos especuladores imobiliários deve ser recuperado e reinvestido nos bairros desfavorecidos&lt;br /&gt;Por uma luta unida dos jovens e trabalhadores por: por um verdadeiro emprego, uma habitação decente e serviços públicos de qualidade para todos e todas!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-113191585504321901?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/113191585504321901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=113191585504321901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113191585504321901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113191585504321901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2005/11/frana-poltica-do-governo-que-pegou.html' title='França: Foi a política do governo que pegou fogo aos subúrbios'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113171765631440702</id><published>2005-11-11T13:55:00.000Z</published><updated>2005-11-11T14:01:24.533Z</updated><title type='text'>Teoria Marxista - Teses sobre Feuerbach de Karl Marx</title><content type='html'>As Teses sobre Feuerbach foram escritas por Marx na Primavera de 1845, como simples anotações, de forma alguma destinadas a publicação, porventura com o intuito de as retomar mais tarde. Engels, para quem contituíam "o primeiro documento em que estavam depositados os germes geniais da nova concepção do mundo", veio a publicá-las pela primeira vez em 1888, como apêndice à edição em livro da sua obra Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Alemã Clássica , Estugarda 1888. Ao fazê-lo introduziu no manuscrito de Marx pequenas modificações formais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, a principal insuficiência do materialismo de todos os filósofos - o de Feuerbach incluído - é que as coisas, a realidade, o mundo sensível apenas são tomados subjectivamente sob a forma de objecto ou de contemplação, mas não como actividade sensível humana, como prática. Isto explica porque o lado activo foi desenvolvido pelo idealismo, em oposição ao materialismo - mas apenas abstractamente, pois que, naturalmente, o idealismo não conhece a actividade real, concreta, como tal. Feuerbach quer objectos concretos, realmente distintos dos objectos do pensamento; mas não toma a própria actividade humana como actividade objectiva. Por isso, na Essência do Cristianismo, considera apenas a atitude teórica como a genuinamente humana, ao passo que a prática é tomada e fixada apenas na sua forma de manifestação judaica sórdida. Não compreende, por isso, a importância da actividade "revolucionária", da "prática crítica". &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A questão de saber se ao pensamento humano pertence a verdade objectiva não é uma questão da teoria, mas uma questão prática. É na prática que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto é, a realidade e a capacidade, o carácter terreno do seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou irrealidade de um pensamento que se isola da prática é uma questão puramente escolástica. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A doutrina materialista de que os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação, [de que] seres humanos transformados são, portanto, produtos de outras circunstâncias e de uma educação diferente, esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado. Ela acaba, por isso, necessariamente, por separar a sociedade em duas partes, uma das quais se situa acima da sociedade (como, por exemplo, em Robert Owen). &lt;br /&gt;A coincidência do mudar das circunstâncias e da actividade humana só pode ser considerada e racionalmente entendida como prática revolucionária. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Feuerbach parte do facto de a religião auto-alienar o homem e desdobra o mundo num mundo religioso (representado) e num real. O seu trabalho consiste em reduzir o mundo religioso à sua base mundana. Ele perde de vista que depois de completado este trabalho ainda fica por fazer o principal. É que o facto de esta base mundana se destacar de si própria e se fixar nas nuvens, constituindo assim um reino autónomo, só se pode explicar precisamente pela autodivisão e pela contradição internas desta base mundana. É preciso, portanto, compreendê-la primeiro na sua contradição e depois revolucioná-la eliminando na prática a contradição. Portanto, depois de, por exemplo, a família terrena estar descoberta como o segredo da família sagrada, é a primeira que tem, então, de ser ela mesma criticada em teoria e revolucionada na prática. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Feuerbach, não contente com o pensamento abstracto, apela ao conhecimento sensível; mas, não toma o mundo sensível como actividade humana sensível prática. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;VI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Feuerbach converte a essência religiosa em essência humana. Mas, a essência humana não é uma abstracção inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais. &lt;br /&gt;Feuerbach, que não empreende a crítica desta essência real, é, por isso, obrigado a: &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; abstrair do processo histórico e fazer do sentimento religioso algo imutável, existindo por si e a pressupor um indivíduo humano abstracto, isolado; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; nele, por isso, a essência humana só pode ser tomada como "espécie", como generalidade interior, muda, que liga apenas naturalmente os muitos indivíduos. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;VII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Feuerbach não vê, por isso, que o próprio "sentimento religioso" é um produto social e que o indivíduo abstracto que analisa pertence, na realidade, a uma determinada forma de sociedade. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;VIII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Toda a vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que desviam a teoria para o misticismo encontram a sua solução racional na prática humana e na compreensão &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;dessa prática. &lt;br /&gt;IX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O máximo que o materialismo contemplativo consegue, isto é, o materialismo que não compreende o mundo sensível como actividade prática, é a visão dos indivíduos isolados na "sociedade civil". &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;X&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O ponto de vista do antigo materialismo é a sociedade "civil"; o ponto de vista do novo materialismo é a sociedade humana, ou a humanidade socializada. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;XI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de diferentes maneiras; o importante, porém, é transformá-lo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-113171765631440702?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/113171765631440702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=113171765631440702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113171765631440702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113171765631440702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2005/11/teoria-marxista-teses-sobre-feuerbach.html' title='Teoria Marxista - Teses sobre Feuerbach de Karl Marx'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113167200948593479</id><published>2005-11-11T02:00:00.003Z</published><updated>2008-12-03T21:03:20.062Z</updated><title type='text'>Basta de criminalização, exclusão e ofensas contra os trabalhadores, jovens e pobres</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nas ruas de Portugal como nos bairros de França&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O governo Sócrates-PS continua a sua ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, numa lógica invertida de “justiça social” que retira aos trabalhadores e pobres para dar aos ricos e ao grande capital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como fiel representante dos ricos e dos grandes grupos económicos, numa altura em que o desemprego continua a disparar, vai reduzir ou cortar o direito ao subsidio de desemprego aos trabalhadores e em especial aos jovens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em vez de promover a redução da idade de reforma, como forma de responder ao aumento do desemprego, impõe o aumento a idade da reforma na função pública para os 40 anos de serviço e 65 anos de idade, - dizendo demagogicamente, que é uma questão de igualdade para com os trabalhadores do sector privado – e mal possa impor aos trabalhadores do sector público esta medida, irá alargar a idade da reforma no sector privado dos 65 anos para os 68 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nem uma única medida é tomada para por cobro à degradação e guetização dos bairros sociais, à parte de reforçar a ideia de insegurança e reforçar as medidas policiais repressivas. Desencadeia um ataque contra a Educação Publica, sub-financiando as escolas, desprezando e criminalizado os professores e os outros trabalhadores das escolas .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os aumentos sucessivos dos preços e a quebra sucessiva de salários levam ao crescimento de revolta entre quem trabalha e os que estão cada vez mais excluídos em Portugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma faísca pode desencadear uma revolta nos nosso país semelhante ao que está a decorrer em França neste momento. Lá como cá, a solução necessária a quem trabalha, aos imigrantes, aos jovens e aos excluídos não é a revolta cega e desorganizada, é a luta colectiva firme contra as políticas capitalistas do chamado governo socialista que apenas serve os interesses de uns poucos contra as necessidade de muitos, contra este socialismo patronal por um genuíno socialismo, a Democracia Socialista.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-113167200948593479?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/113167200948593479/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=113167200948593479&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113167200948593479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113167200948593479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2005/11/basta-de-criminalizao-excluso-e.html' title='Basta de criminalização, exclusão e ofensas contra os trabalhadores, jovens e pobres'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113167274510286192</id><published>2005-11-11T01:20:00.001Z</published><updated>2008-06-20T14:21:32.725Z</updated><title type='text'>O Ministro direitista do Interior Sarkozy insulta a juventude dos bairros</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O &lt;b&gt;Alternativa Socialista – &lt;/b&gt;grupo de militantes do &lt;b&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, divulga o texto que os nossos camaradas em França do Gauche Revolucionárie estão a distribuir nos bairros em revolta em Paris&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="Section1"&gt;  &lt;p class="firstp" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1027" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;" wrapcoords="-127 0 -127 21268 21600 21268 21600 0 -127 0" allowoverlap="f"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\main\DEFINI~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.png" title=""&gt;  &lt;w:wrap type="tight" side="right" anchory="page"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t202" coordsize="21600,21600" spt="202" path="m,l,21600r21600,l21600,xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t202" style="'position:absolute;"&gt;  &lt;v:textbox style="'mso-next-textbox:#_x0000_s1026'"&gt;   &lt;![if !mso]&gt;   &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt;    &lt;tr&gt;     &lt;td&gt;&lt;![endif]&gt;     &lt;div&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Nas ruas de Portugal como nos bairros de França &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;h1 style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:16.0pt;"&gt;Basta de criminalização, exclusão e ofensas&lt;br /&gt;    contra os trabalhadores, jovens e pobres&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;O governo Sócrates-PS continua a sua ofensiva     contra os direitos dos trabalhadores, numa lógica invertida de “justiça     social” que retira aos trabalhadores e pobres para dar aos ricos e ao     grande capital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Como fiel representante dos ricos e dos grandes     grupos económicos, numa altura em que o desemprego continua a disparar, vai     reduzir ou cortar o direito ao subsidio de desemprego aos trabalhadores e     em especial aos jovens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Em vez de promover a redução da idade de     reforma, como forma de responder ao aumento do desemprego, impõe o aumento     a idade da reforma na função pública para os 40 anos de serviço e 65 anos     de idade, - dizendo demagogicamente, que é uma questão de igualdade para     com os trabalhadores do sector privado – e mal possa impor aos     trabalhadores do sector público esta medida, irá alargar a idade da reforma     no sector privado dos 65 anos para os 68 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Nem uma única medida é tomada para por cobro à     degradação e guetização dos bairros sociais, à parte de reforçar a ideia de     insegurança e reforçar as medidas policiais repressivas. Desencadeia um     ataque contra a Educação Publica, sub-financiando as escolas, desprezando e     criminalizado os professores e os outros trabalhadores das escolas .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Os aumentos sucessivos dos preços e a quebra     sucessiva de salários levam ao crescimento de revolta entre quem trabalha e     os que estão cada vez mais excluídos em Portugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Uma faísca pode desencadear uma revolta nos     nosso país semelhante ao que está a decorrer em França neste momento. Lá     como cá, a solução necessária a quem trabalha, aos imigrantes, aos jovens e     aos excluídos não é a revolta cega e desorganizada, é a luta colectiva     firme contra as políticas capitalistas do chamado governo socialista que     apenas serve os interesses de uns poucos contra as necessidade de muitos,     contra este socialismo patronal por um genuíno socialismo, a Democracia     Socialista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;O &lt;b&gt;Alternativa Socialista – &lt;/b&gt;grupo de     militantes do &lt;b&gt;Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em     Portugal, divulga o texto que os nossos camaradas em França do Gauche     Revolucionárie estão a distribuir nos bairros em revolta em Paris &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="'margin:0pt;margin-bottom:.0001pt'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;     &lt;/div&gt;     &lt;![if !mso]&gt;&lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;   &lt;/table&gt;   &lt;![endif]&gt;&lt;/v:textbox&gt;  &lt;w:wrap type="square"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1029" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;margin-left:324pt;margin-top:16.85pt;" wrapcoords="5589 1117 4358 2421 4168 2793 4263 4097 3032 4655 2937 5214 3505 7076 1989 7634 1989 7821 3126 10055 1516 10800 1421 10986 2179 13034 1516 13593 1516 14152 1989 16014 1705 16759 1800 17690 2368 18993 2274 19552 3505 20855 4642 21228 5021 21228 5400 18993 21600 18993 21600 16200 13642 16014 13832 13407 13074 13034 13453 11545 13547 9683 11463 8938 5021 7076 6158 7076 6726 5959 6347 4097 5968 1117 5589 1117"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\main\DEFINI~1\Temp\msohtml1\01\clip_image004.png" title="as-cit"&gt;  &lt;w:wrap type="tight" anchory="page"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1028" type="#_x0000_t202" style="'position:absolute;margin-left:9pt;" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:textbox style="'mso-next-textbox:#_x0000_s1028'"&gt;   &lt;![if !mso]&gt;   &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt;    &lt;tr&gt;     &lt;td&gt;&lt;![endif]&gt;     &lt;div&gt;     &lt;h1&gt;&lt;span style="'font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:24.0pt';"&gt;O Ministro     direitista do Interior Sarkozy insulta a juventude dos bairros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;     &lt;/div&gt;     &lt;![if !mso]&gt;&lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;   &lt;/table&gt;   &lt;![endif]&gt;&lt;/v:textbox&gt;  &lt;w:wrap type="square"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;‘Sarkozy: Já chega! Não à repressão! Não ao racismo!’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A 27 de Outubro, dois jovens de Clichy, um de 15 anos e outro de 17, foram electrocutados e morreram depois de terem fugido para uma sub-estação eléctrica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;div class="Section2"&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eles iam para casa depois de um jogo de futebol mas deram de caras com um controlo de identidade policial. Tal como muitos outros testemunharam, este é um dos ´poucos ‘direitos’ que se tem quando se vive nos bairros mais pobres: verificações de identidade quando a polícia vem aos bairros. Este drama aconteceu na altura em que o Ministro do Interior Sarkozy intensificava a campanha de insultos contra os jovens que vivem nesses bairros, chamando-lhes “escumalha” e apelando a que os bairros fossem “lavados a mangueiras de alta pressão” (dos carros anti-motins da CRS - policia de choque).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não é coincidência que a maioria destes acontecimentos (tumultos) dos últimos dias tiveram lugar nos bairros pobres, como Seine-Saint-Denis, Yvelinnes etc) e Villepin [Primeiro Ministro francês] tenha abandonado esses lugares e aumentado as medidas racistas e discriminatórias. Eles são responsáveis pelo alto nível de desemprego, pela falta de habitação decente, pelo encerramento dos postos de correio locais ou de carreiras locais de autocarros, pelo constante aumento dos custo de vida. A revolta dos habitantes dessas áreas é normal e justificada. É a revolta contra o sistema que cria miséria, exclusão e violência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que Sarkozy e Villepin querem é uma sociedade onde os ricos e o patronato possam continuar a conspirar para encherem os seus cofres, enquanto que os trabalhadores e os jovens lutam por sobreviver. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:100%;"&gt;É precisamente para procurar impor as suas políticas ultra-liberais que eles (o governo) implemeta políticas anti-juventude, racistas e repressivas. Eles querem dividir-nos para que nos possam explorar mais .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="firstp" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Contra Chirac-Villepin-Sarkozy: Jovens, trabalhadores, desempregados, franceses ou imigrantes, homens ou mulheres, todos juntos! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas os trabalhadores e os habitantes dos bairros pobres não podem ser alvo de violência. Eles são também vítimas deste sistema e das suas políticas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O mesmo acontece com os bombeiros ou profissionais do sistema de emergência. Não é incendiando carros ou locais de trabalho que é possível uma luta eficiente contra o Sarkozy, o governo ou as forças policiais. Isto reforçará as ideias racistas e reaccionárias.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Isto será usado como um pretexto para o governo aumentar a repressão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A real responsabilidade é do governo e do sistema que este governo defende. Par confrontarmos isso necessitamos de uma resposta colectiva e organizada. É tarefa dos habitants dos bairros pobres organizarem-se com vista a restabelecer a calma, organizando reuniões comunitárias, onde toda a gente se possa expressar, e organizando manifestações contra as provocações policiais.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="firstp" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Organizar para mudar o sistema&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que necessitamos é de empregos reais, habitação decente e serviços públicos gratuitos e de qualidade. Evidentemente que esta não é a política deste governo. Estão a privatizar os nosso serviços públicos, mandam os CRS contra os habitantes dos bairros pobres ou contra trabalhadores em greve para defender os lucros dos patrões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estas são as políticas do capitalismo, um sistema que apenas obedece a uma única lei –a lei do lucro. O governo apenas conseguiu implementar estas políticas porque a luta colectiva dos trabalhadores não foi forte nem determinada o suficiente.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Temos de sair às ruas para mostrar que os que se opõem a estas medidas são mais numerosos.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Necessitamos de um partido de luta. Um partido de trabalhadores e jovens que nos permita lançar uma luta efectiva contra o capitalismo, contra a miséria, om racismo e a exclusão que o capitalismo gera. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Esquerda Revolucionária (Gauche révolutionnaire) (CIT) luta pela construção dessepartido. Lutamos pelo fim do capitalismo e a su subtituição por um genuíno socialismo: uma sociedade onde a economia esteja sob controlo democrático dos trabalhadores para satisfazer as necessidade de toda a gente e não os lucros de uns poucos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;   &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="firstp" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Chirac-Villepin-Sarkozy: Já basta! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="firstp" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Exigimos: &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;CRS for a dos bairros! Não ao racismo e discriminação.&lt;br /&gt;Por empregos reais, habitação decente e serviços públicos gratuitos e de qualidade para toda a gente!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-113167274510286192?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/113167274510286192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=113167274510286192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113167274510286192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113167274510286192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2005/11/o-ministro-direitista-do-interior.html' title='O Ministro direitista do Interior Sarkozy insulta a juventude dos bairros'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113093231123993907</id><published>2005-11-02T11:44:00.002Z</published><updated>2008-12-03T21:03:39.695Z</updated><title type='text'>Aumento de Transportes: a cima de tudo o “Sagrado Lucro”</title><content type='html'>O aumento intercalar de transportes, em média de 4%, foi anunciado pelo governo como “compensação aos operadores” devido ao aumento de petróleo.&lt;br /&gt;A verdade é que o aumento dos combustíveis reflecte-se em toda a economia, e em última análise, é o consumidor que o paga, não só nos transportes, mas na electricidade, na alimentação e nos produtos essenciais, por exemplo.&lt;br /&gt;Mas, quando se fala em consumidor, referimo-nos a uma entidade abstracta, difusa. A coisa vem à tona quando se estuda os consumos, como recentemente foi feito no Brasil.&lt;br /&gt;Naquele país, seguramente um dos campeões no fosso entre os ricos e os pobres, foi revelado que os 6,9 milhões de brasileiros mais ricos gastam com jóias, bijutarias, sabonetes, brinquedos e jogos, mais do que os 54 milhões de brasileiros mais pobres gastam com a compra de frango.&lt;br /&gt;O que nos trás de novo à “compensação pelo aumento dos combustíveis” suportada pelos consumidores.&lt;br /&gt;Os consumidores ricos e os grandes grupos económicos, não só não serão “contribuintes” como poderão, muito provavelmente directamente beneficiados.&lt;br /&gt;Na verdade, não consta que Belmiro de Azevedo, Pinto Balsemão ou Fernando Urlirch andem de transportes públicos, nas suas operações de transportes funcionam em esquema fechado ou podem recuperar o IVA referente as essas operações, por exemplo de alguns dos meios para não serem afectados pela medida governamental.&lt;br /&gt;É assim que os que vão efectivamente compensar os operadores de transportes são os mesmos do costume: os trabalhadores, nacionais e estrangeiros, no activo, desempregados ou reformados e os seus filhos.&lt;br /&gt;E a estes ninguém compensa dos referidos aumentos. Mais, os de cima e os seus agentes no governo, nas Universidades, nas TVs e jornais, na Presidência da Republica, por todo o lado, exigem-lhes moderação salarial, contenção, “razoabilidade”...&lt;br /&gt;O que seria razoável é que os transportes colectivos fossem verdadeiramente encarados como um serviço público e não fonte de lucros. Pelo contrário: Sendo fonte de lucros, temos vindo a assistir à pressão das empresas para a supressão ou grave restrição dos Passes Sociais.&lt;br /&gt;A nós parece do mais elementar sentido que os trabalhadores e as suas organizações se mobilizem não só contra os aumentos dos preços dos transportes, mas pelo alargamento dos Passes Sociais e mesmo pela renacionalização dos serviços de transportes públicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-113093231123993907?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/113093231123993907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=113093231123993907&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113093231123993907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113093231123993907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2005/11/aumento-de-transportes-cima-de-tudo-o.html' title='Aumento de Transportes: a cima de tudo o “Sagrado Lucro”'/><author><name>Francisco d'Oliveira Raposo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07035269032404737682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ykXi986q2Qs/S4pVCv9z-mI/AAAAAAAAAgg/iHvZ5Koco2g/S220/Eu-actual.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113088412259426825</id><published>2005-11-01T22:24:00.000Z</published><updated>2005-11-01T22:28:42.606Z</updated><title type='text'>Holanda: Imigrantes morrem em incêndio “como ratos numa gaiola”</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;O centro de detenção temporária não tinha padrões de segurança adequados&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um bombeiro cansado e velho, com muitos anos de experiência, tinha lágrimas nos olhos. Ele balançou sua cabeça: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Alguma coisa terrivelmente errada aconteceu esta noite”&lt;/span&gt;. Outro trabalhador de socorros disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Isso foi realmente terrível; tivemos que retirar todos os prisioneiros mortos das suas celas. Eles não tiveram hipóteses.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de um terrível incêndio no centro de detenção no Aeroporto Internacional de Schiphol, perto de Amsterdam, Holanda, 11 corpos estendidos esperavam para serem transportados para a morgue para a identificação. Muitos deles foram retirados do prédio por macas improvisadas com portas da prisão. O incêndio, que começou logo depois da meia-noite do dia 27 de Outubro, matou 11 e feriu 15.&lt;br /&gt;O centro de detenção era na verdade uma prisão provisória. Foi construída para alojar os correios de drogas (principalmente da América Latina) que ingerem cocaína em bolsas de plástico. Depois também foi usada para prender imigrantes ilegais. O incêndio durou três horas nas 12 celas com capacidade para duas pessoas. A prisão consistia em unidades pré-fabricadas. Cerca de 300 pessoas estavam detidas no centro. Uma ala inteira foi destruída, mostrando claramente a sua má concepção e demosntrando que os bombeiros foram chamados tarde demais. As celas só podiam ser abertas manualmente e os corredores eram muito estreitos.&lt;br /&gt;A Organização Européia de Proteção aos Detidos depois de conversar com os sobreviventes concluiu: “Eles estavam como ratos na gaiola.”&lt;br /&gt;O quadro de funcionários não estava completo e aqueles que trabalhavam não estavam qualificados para os procedimentos de incêndio. Um dos prisioneiros entrevistados indicou que os guardas subestimaram o incêndio. Quando os prisioneiros sentiram o cheiro de fumo, os guardas recusaram-se a acreditar. O sindicato do sector público (ABVAKABO) deixou claro que os prisioneiros de celas temporárias estão sob maior risco do que aqueles em prisões normais. Há menos guardas e recebem um treino pior. O porta-voz do sindicato, Dieter, disse que três guardas eram responsáveis por 43 prisioneiros.&lt;br /&gt;Depois dos incêndios anteriores (houve dois, um quando o prédio ainda não estava em função) as organizações de segurança apontaram que o edifício não se enquadrava nos critérios de segurança. Apesar de terem sido tomadas medidas posteriormente, elas foram claramente insuficientes.&lt;br /&gt;A tragédia é uma clara consequência da forma como pequenos traficantes de drogas, normalmente desesperados pela pobreza, e imigrantes “ilegais” são tratados pelos governos de toda a Europa. A máfia política do “detenção e expulsão” é responsável pelas condições na prisão temporária de Schiphol. Muitos dos que procuravam asilo morreram quando foram repatriados para os países de origem. Estes não contam para as preocupações do governo.&lt;br /&gt;Este desastre revelou abertamente a toda a gente o destino dos imigrantes. Muitos holandeses apercebem-se da propaganda racista e anti-imigrante dos principais partidos, de sectores da comunicação social e do governo. Um sinal disso foi a corajosa manifestação de holandeses contra o tratamento aos imigrantes ilegais na noite após o desastre da prisão de Schiphol.&lt;br /&gt;Os socialistas revolucionários exigem um inquérito independente pelos sindicatos e organizações dos direitos dos imigrantes ao incidente e suas causas, incluindo as políticas governamentais. Os sindicatos e a esquerda devem fazer uma campanha contra as leis de imigração racistas e as condições bárbaras nas quais os imigrantes e os em busca de asilo são alvo. A contra-ofensiva aos cortes sociais do governo holandês deve continuar e avançar, unindo os trabalhadores de todas as origens. É necessário que toda a gente tenha acesso a habitação, emprego e salários decentes e um sistema realmente baseado no bem-estar devem para todos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Elizabeth Bakker, CIT, Amsterdam, da versão do &lt;a href="http://www.sr-cio.org/index.htm"&gt;Socialismo Revolucionário&lt;/a&gt;, o CIT no Brasil&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-113088412259426825?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/113088412259426825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=113088412259426825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113088412259426825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113088412259426825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2005/11/holanda-imigrantes-morrem-em-incndio.html' title='Holanda: Imigrantes morrem em incêndio “como ratos numa gaiola”'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113037247249713442</id><published>2005-10-27T00:16:00.001Z</published><updated>2008-06-20T13:58:03.354Z</updated><title type='text'>Bélgica :Sindicatos convocam Dia Nacional de Acção contra reformas de pensão</title><content type='html'>&lt;p class="firstp"&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A  greve de 28 de Outubro coloca a questão de um novo partido dos trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Geert Cool, LSP/MAS (Secção belga do CIT)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p&gt;Depois da bem sucedida greve geral de 7 de Outubro, organizada pela Federação Sindical pró-socialista ABVV/FGTB, a Bélgica prepara-se para um dia nacional de acção, a 28 de Outubro, contra os ataques do governo sobre acerca da idade de reforma antecipada.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O governo prepara-se para aumentar a idade de reforma antecipada de 58 para 60 anos. Além disso os trabalhadores terão de ter trabalhado 35 anos antes de terem acesso a reforma antecipada. Outros sistemas ficam por agora de parte mas também estão sob ataque. Ao mesmo tempo o governo encontrou dinheiro para dar outros 960 milhões de euros ao patronato.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;As propostas do governo conduziram à greve de 7 de Outubro, que teve um enorme sucesso, mesmo tendo sido organizada por apenas uma das duas grandes centrais sindicais. A direcção da federação sindical cristã ACV/CSC ficou sob uma enorme pressão das suas bases por causa de não terem aderido à greve. A direcção da ACV/CSC não apenas recusou-se a convocar a greve mas organizou uma dispendiosa campanha de comunicação social contra a greve (custando 140.000 euros)! A divisão entre as direcções sindicais, no entanto, não foi sentida entre as bases.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;A 11 de Outubro o governo apresentou a sua “posição final” sobre as pensões, sob o nome de “Pacto de Gerações”. Este documento repete que o governo irá levar a cabo a maioria dos ataques que já declarou. Tornava-se claro para a maioria dos trabalhadores que essas propostas não eram aceitáveis.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Depois do governo ter repetido a sua intenção de fazer cortes, a direcção da central sindical democrata-cristã ACV/CSC produziu um folheto nacional explicando que eles tinham “obtido” 10 resultados nas negociações com o governo. Mais tarde este texto foi substituído por uma declaração que dizia “podia ser pior…”!&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Sob a pressão das suas bases, os líderes sindicais democrata-cristãos tiveram de apoiar a reivindicação de organizar acções nacionais contra os planos do governo. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Numa reunião regional da ACV/CSC, em Limburg, a 11 de Outubro, o secretário regional sindical apenas obteve aplausos de circunstância quando tentou amedrotar os sues companheiros dizendo que o recusar as propostas do governo iria provocar consequências drásticas que poderiam conduzir à queda do governo. Isso não assustou os membros do sindicato. Apenas os tronou mais entusiásticos e desejosos de passar à acção. &lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O anúncio de um Dia Nacional de Luta convocado agora pelas duas centrais sindicais foi bem recebido por todos os activistas e sindicalistas. As bases queriam unidade e agora podem agir em conjunto. Na preparação para o 28 de Outubro já estão a realizar-se acções grevistas. Na segunda-feira, 24, houve uma greve regional de 24 horas em Charleroi. Também estão a haver greves, por exemplo na Volkswagen em Fores (Bruxelas).&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O factos de ambas as centrai sindicais terem já realizado algumas reuniões regionais conjuntas teve um importante impacto na pressão às direcções confederais &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para a resistência ao governo. Estas reuniões também reforçaram os que se batem por mais democracia nos sindicatos. &lt;/p&gt;   &lt;h2&gt;Campanha por um novo partido dos trabalhadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h2&gt;   &lt;p&gt;As greves tornam a necessidade de um novo partido dos trabalhadores mais óbvia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para uma mais ampla camada de activistas sindicais e do povo trabalhador, em geral. A federação sindical “socialista” ainda está ligada ao Partido “socialista “ Belga, assim como os sindicatos cristão têm ainda algumas ligações ao CD&amp;amp;V (democratas-cristão)&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Os “socialistas” estão no governo e são responsáveis pelos ataques&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à idade de reforma. A Democracia Cristã não está no governo nacional, mas apresentou políticas que anunciam ainda mais cortes sociais que o governo está a fazer. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Cerca de 300 sindicalistas da ABVV/FGTB realizaram protestos, a 15 de Outubro à porta do congresso nacional do P”S”, realizado em Hasselt. Um secretário sindicla regional do ABVV/FGTB numa reunião no Sodeste da Flandres disse: “O P’S’ foi tomado de assalto pelos neoliberais”&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Nenhum dos partidos tradicionais apoia os protestos sindicais. Os “socialistas” e liberais, estão no governo e são responsáveis e ainda querem ir mais longe. Do democratas cristão propõe ainda mais subsídios para o patronato (3 mil milhões de euros) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;numa altura em que os trabalhadores vê os seus salários a serem congelados (sem possibilidade dos salários se manterem a par do nível do custo de vida). Mesmo p partido da extrema direita Vlaams Belang diz que temos de trabalhar mais para sermos “competitivos” e opõe-se à greve de 7 de Outubro (mesmo apesar de 51% dos seus eleitores terem apoiado a greve.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Não há partido do sistema que defenda os nossos direitos e há uma crescente consciência nessa questão. Este desenvolvimento é muito importante. O Links Socialiten Party – Mouvement pour la Alternative Socialiste&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;( secção belga do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores) apela à criação de um novo partido dos trabalhadores, de massas. Nós iremos lançar uma petição para os que apoiam connosco sobre a necessidade de tal partido. O exemplo da Alemanha &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mostra o potencial, mas esse potencial também existe na Bélgica.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;A Acção Nacional de 28 de Outubro, que se espera ser monstruosa poderá ser um primeiro passo para a resistência às políticas neoliberais. Esta Acção poderia ser seguida por acções e greves regionais que conduzissem a uma nova greve geral de vários dias.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O LSP/MAS irá com os seus militantes fortalecendo posições nos locais de trabalho para apoiar a preparação destas acções e para o seu êxito, para levantar a necessidade da unidade dos trabalhadores e da necessidade de um novo partido dos trabalhadores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicado a 25 de Outubro em www.socialistworld.net/&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Luta! Solidariedade! Democracia Socialista!
ALTERNATIVA SOCIALISTA
Comité poruma Internacional dos Trabalhadores em Portugal
alternativasocialista@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8217853-113037247249713442?l=alternativasocialista-cit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/feeds/113037247249713442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8217853&amp;postID=113037247249713442&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113037247249713442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8217853/posts/default/113037247249713442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alternativasocialista-cit.blogspot.com/2005/10/blgica-sindicatos-convocam-dia.html' title='Bélgica :Sindicatos convocam Dia Nacional de Acção contra reformas de pensão'/><author><name>Socialista Revolucionário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8217853.post-113036706557544946</id><published>2005-10-26T22:45:00.000Z</published><updated>2005-11-11T13:46:48.026Z</updated><title type='text'>Venezuela: Um ano depois do referendum, que perigos cercam a revolução agora?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Christine Thomas, Partido Socialista de Inglaterra e Gales, Londres, 6 de Outubro 2005&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p&gt;No pasado15 de Agosto de 2004 o referendum revogatório para derrubar o presidente venezuelano Chávez da Presidência foi derrotado amplamente pela mobilização das massas – em especial nos pobres &lt;i&gt;ranchitos&lt;/i&gt; através das "unidades de batalha" e outras organizações da "revolução bolivariana". Este sucesso deu lugar a uma nova fase no processo revolucionário. Não obstante, ainda que as forças da oposição tenham sido consideravelmente debilitadas, existe ainda o perigo de uma contra-revolução, segundo Christine Thomas depois da sua recente visita à Venezuela.&lt;/p&gt;  &lt;span class="fullpost"&gt; &lt;p&gt;A eleição de Hugo Chávez como presidente em 1998 foi o resultado da derrota massiva infligida pelos trabalhadores, os pobres e sectores da classe média à&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;política neoliberal implementada pelo corrupto governo da "Quarta República". Foi o populismo anti-imperialista e anti-neoliberal de Chávez que radicalizou as camadas mais pobres da sociedade venezuelana. Nele, encontraram o líder político que os representava e falava em seu nome, e não mais em nome da rica oligarquia que havia saqueado a riqueza petrolífera da Venezuela, submergindo-os numa pobreza ainda maior. Na sua Vitoria viram a possibilidade de que se cumprissem as suas expectativas sobre emprego decente, cuidados de saúde, habitação e educação &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Por sua parte, a classe dominante da Venezuela e o imperialismo estado unidense temem que massas, revoltadas e radicalizadas, agora exigem medidas ainda mais radicais que ponham em perigo os seus interesses. Os&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Estados Unidos em particular, temem as consequências da instabilidade no&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;país que provê mais de 15% do seu consumo de petróleo.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;referendum revogatório do ano passado foi a terceira tentativa da oposição da classe dominante venezuelana, apoiada no imperialismo estado unidense, de derrubar Chávez e aniquilar toda a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;potencial ameaça&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que o movimento pudesse representar para a Venezuela e toda América Latina. Mas todas as tentativas contra revolucionárias – o golpe militar de 11 de Abril del 2002, dois longos meses de "greve " patronal, conjuntamente com a tentativa de sabotagem económica no final do mesmo ano e o referendum revogatório – foram bloqueados pela acção das massas pobres e trabalhadoras, as quais, em resposta radicalizaram-se ainda mais e elevaram as sus expectativas. No período anterior ao referendo, a relação de forças inclinou-se temporariamente para o lado das massas. De todas estas derrotas, as forças da oposição - a elite rica, os corruptos partidos políticos e líderes sindicalistas, a igreja católica, etc. – saíram desmoralizadas e fragmentadas. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Ao principio, mesmo Chavéz procurou modo de acomodar a oposição, convidando-a a trabalhar com ele para a reconstrução do país. Contudo, ante a pressão dos trabalhadores e dos pobres foi-se distanciando em direcção oposta, chamado, pela primeira vez, socialista à revolução boliviriana , avançando na reforma agrária e levando a acabo as primeira nacionalizações do seu regime, ao mesmo tempo que incrementava tanto a sua retórica antiimperialista, anti-estadounidense e as suas actividades na região. Esta viragem à esquerda alarmou a classe capitalista venezuelana e o imperialismo dos EUA que temeram que as massas, cujas expectativas continuaram crescendo, radicalizassem ainda mais Chávez e fizessem perigar seriamente o seu controlo económico, que apesar de certas usurpações continuavam na maioria inalterado. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Recentemente, a administração estado unidense já lançou ataques verbais ferozes contra Chávez, acusando-o de apoiar terroristas na Colômbia e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fomentar o mal estar na Bolivia, no Equador e em todo a América Latina. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, descrave Chávez como "a maior ameaça para toda a região". &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;As cada dia mais fortes relações económicas de Chávez com Cuba, A quem a Venezuela fornece petróleo barato e troca de médicos cubanos, etc., conseguido romper efectivamente o embargo estado unidense e estender ao regime de Fidel Castro o tão necessitado salva-vidas económico desde a desaparição da União Soviética, o seu maior suporte económico. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Por isso mesmo, Chávez é considerado o maior obstáculo da estratégia dos EUA para converter a Colômbia na sua base de poder dentro na região, de onde possa defender os interesses estado unidenses na América Latina &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;E mais, Chávez tem procurado outros mercados internacionais para exportar o petróleo venezuelano, firmando acordos com a China, a Rússia, o Irão e outros países da América Latina. Também, ameaçou tomar represálias contra a agressão dos EUA cortando os fornecimentos de petróleo e declarando na Conferência Internacional da Juventude, realizada no passado Agosto em Caracas, que o mercado norte americano não é vital para a Venezuela.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;A pesar de toda esta retórica anti-imperialista, o imperialismo estado unidense quer assegurar-se que os seus fornecimentos de petróleo não fiquem em perigo precisamente agora quando já&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se está enfrentando a uma situação instável no Iraque. Mas o seu espaço de manobra é muito reduzido. A debilidade da oposição, conjuntamente com as enormes receitas provenientes do petróleo à disposição de Chávez para financiar refor
